<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315</id><updated>2012-02-16T22:10:28.370-02:00</updated><category term='Cinema'/><category term='Teatro'/><title type='text'>palavrinha</title><subtitle type='html'>um pouquinho de alguns pensamentos</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>101</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-7363828611525915856</id><published>2012-01-19T14:31:00.004-02:00</published><updated>2012-01-19T20:49:02.348-02:00</updated><title type='text'>O desafio inusitado.</title><content type='html'>&amp;nbsp;Na volta para casa, o encontro surpresa com uma amiga minha.&lt;br /&gt;Durante o caminho, ela me disse que estava indo a um restaurante que teria uma reunião de astrólogas que atenderiam as pessoas por um preço bem justo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ela me convidou. Eu, curiosa, aceitei.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Fizemos o caminho contrário ao habitual e no meio do caminho, ele.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O pequeno andava desamparado naquele vai e vem de pessoas. Chovia e ele se molhava.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Próximo a ele, a rua. A rua de carros que não o veriam.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ele miava. Um gatinho preto no caminho para a astróloga, um caminho que passou a existir por conta de um encontro também inesperado com uma amiga querida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Resolvi pegar o gatinho. O seu coração batia muito forte. Ele não queria ficar no colo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Disse a minha amiga que o levaria ao veterinário. Ela me aconselhou a ir ao restaurante primeiro para colocar meu nome na lista de espera. Lá fomos nós: eu, ela e o ser ainda sem nome.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ao chegar lá, a mãe da minha amiga não acreditou no que estava vendo! Ela ria da minha atitude inusitada! Minha amiga com o gatinho no colo, levou um susto quando ele pulou em cima da mesa! Foi tão engraçado... &amp;nbsp;Nunca me esquecerei do momento em que ela levou o susto, pegou o gato e saiu correndo do restaurante!!!!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Coloquei o meu nome na lista, despedi-me e fui atrás de um veterinário 24h.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ao chegar no veterinário, contei o que se passara. Eu não sabia sequer o sexo do animal.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Minha amiga achava que era fêmea, mas algo me incomodava, pois eu já havia me acostumado a chamá-lo de "ele". Algo me dizia que era macho. Volto a dizer que ele era muito pequeno, o que ainda impossibilitava o reconhecimento instantâneo!!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O veterinário o pegou no colo e disse: É um rapaz!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A secretária, que preenchia a ficha, logo me fez a pergunta desafiadora:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Qual o nome dele?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;De repente, eu, um ser miúdo no meu colo e o poder designado a mim de escolher um nome para ele.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Que poder mais angustiante! Ele simplesmente se chamaria o que eu quisesse.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;De repente a pergunta desafiadora e reveladora:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Qual o nome dele?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Agora não era mais eu e um gato.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Agora era eu e um ser digno de ter um nome que dissesse mais sobre ele do que sobre mim.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Não era como escolher a cor do esmalte. Era semelhante ao ato de escolher o nome de uma poesia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A diferença é a de que as poesias, depois de escritas, sussurram seus títulos a mim com mais facilitade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Será que ele sussurrava o seu nome?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;De uma coisa eu sabia! Ele era digno de um nome de presença! De um nome que invocasse presença de espírito! E não de qualquer espírito!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;De repente, o nome diante de mim! Daquele segundo em diante, não o imaginava com outro nome.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Era como um título que não se permite outro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Rousseau. Rousseau é o seu nome.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Sentei para escrever e ele me encontrou aqui no escritório.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ele está brincando com os meus pés! Arranha um pouco essa brincadeira, mas nada que o amor não cure!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Meu bom selvagem! O sol lá fora da janela com rede... Agora já não podemos ter janelas sem redes...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Tampouco corpos que têm o direito de chegar em casa e dormir sem que procurem pela sorte de cada dia para perguntá-la: Como foi o seu dia?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Tenham um dia de sorte! Desejo que cada um encontre o gatinho preto de cada dia!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Voilà!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mdRp9lov2Uw/TxhIaAg7SCI/AAAAAAAAAeA/YIPM05TgnhI/s1600/IMG_1566.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-mdRp9lov2Uw/TxhIaAg7SCI/AAAAAAAAAeA/YIPM05TgnhI/s320/IMG_1566.jpg" width="234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Avante!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-7363828611525915856?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/7363828611525915856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=7363828611525915856' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7363828611525915856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7363828611525915856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2012/01/o-desafio-inusitado.html' title='O desafio inusitado.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-mdRp9lov2Uw/TxhIaAg7SCI/AAAAAAAAAeA/YIPM05TgnhI/s72-c/IMG_1566.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-2761885953996649515</id><published>2011-12-26T03:03:00.004-02:00</published><updated>2011-12-26T23:12:40.227-02:00</updated><title type='text'>Piuííí!!!!!!!!!!</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/-HKh1eTWlhE?fs=1" width="459"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um bonde chamado desejo.&lt;br /&gt;Nasce do desejo de ver desenhos em nuvens...&lt;br /&gt;Flores em olhos...&lt;br /&gt;Poesias em peças de xadrez que caem ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia o bonde pára,&lt;br /&gt;Abre suas portas...&lt;br /&gt;Os passageiros saem,&lt;br /&gt;Vêem estrelas cadentes&lt;br /&gt;E se esbarram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bonde segue.&lt;br /&gt;Restam os sonhos.&lt;br /&gt;O céu coberto de estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um Dom Quixote em cada alma que anseia.&lt;br /&gt;Uma Blanche DuBois em cada luz que não denuncia as rugas,&lt;br /&gt;Mas que as fazem ser poesias de um rosto lírico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela o põe para dançar.&lt;br /&gt;Ele traz flores brancas.&lt;br /&gt;De um branco que nem os olhos têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gotas de orvalho se escondem em sonhos banhados por chuvas de verão.&lt;br /&gt;O cheiro de terra molhada percorre os poros. &lt;br /&gt;Salvam-se pelo bonde chamado ternura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De olhos que olham, o dom de enxergar.&lt;br /&gt;De ouvidos que ouvem, o dom de escutar.&lt;br /&gt;De corações que batem, o dom de ser o que se é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, o sonhador diz que ela o ensinou a importância de viver o presente.&lt;br /&gt;Viver o presente em um constante sonhar.&lt;br /&gt;Há quem pense que sonhar constantemente é o não contentamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhar é ver uma estrela na asa de uma borboleta,&lt;br /&gt;Persegui-la com os olhos até que ela invada as nuvens &lt;br /&gt;E seguir acreditando que ela foi para outro planeta semear o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As horas se passam e a borboleta fica na lembrança.&lt;br /&gt;Pensa-se nela como um vôo que colore.&lt;br /&gt;Como uma brisa que tranquiliza faces calorentas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, um pedaço de torta que derrete na boca.&lt;br /&gt;É o vôo que o peito dá ao sabor de um doce.&lt;br /&gt;É o sonho constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, um mergulho calmo.&lt;br /&gt;Primeiro, os pés.&lt;br /&gt;Não há pressa para os calcanhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prazer dos pés é a degustação de uma noz que não se sabia doce.&lt;br /&gt;Eles dizem aos calcanhares: "Esperem. Um dia a dança será a sintonia do corpo por inteiro. &lt;br /&gt;Por agora, queremos saber o que é dançar somente com os pés!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os calcanhares respeitam.&lt;br /&gt;Sugam a paisagem dos moinhos da colina.&lt;br /&gt;Logo, adentram o mar.&lt;br /&gt;Nova paisagem. Estrelas marinhas.&lt;br /&gt;Quem diria que ainda é possível ver o céu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embaixo d´água, um fogo que alimenta.&lt;br /&gt;Acima, um sol que ilumina.&lt;br /&gt;Embaixo, uma estrela que colore.&lt;br /&gt;Acima, uma estrela que guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo mergulha.&lt;br /&gt;Descansa na areia.&lt;br /&gt;Mergulha no céu. &lt;br /&gt;Descansa no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mergulha no colo.&lt;br /&gt;Descansa na grama.&lt;br /&gt;Mergulha nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bonde faz: piuííí!!!!!!!!!!!!! Piuííí...&lt;br /&gt;É um leve assovio passando ligeiro por uns...&lt;br /&gt;Uma música envolvente que faz a festa de alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a trilha sonora da vida de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piuíííí fez o bonde...&lt;br /&gt;Piuíííí!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-2761885953996649515?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/2761885953996649515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=2761885953996649515' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2761885953996649515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2761885953996649515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/12/somewhere-over-rainbow-violinpiano_26.html' title='Piuííí!!!!!!!!!!'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/-HKh1eTWlhE/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-4038466825294834590</id><published>2011-12-12T01:45:00.004-02:00</published><updated>2011-12-12T02:00:24.305-02:00</updated><title type='text'>¿...?</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #535353; font-family: TrebuchetMS, sans-serif; font-size: 17px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #535353; font-family: TrebuchetMS, sans-serif; font-size: 17px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #535353; font-family: TrebuchetMS, sans-serif; font-size: 17px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #535353; font-family: TrebuchetMS, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 17px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #535353; font-family: TrebuchetMS, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Dançar de tênis em uma boate, uma sensação deliciosa. Uma frase e um rótulo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Adoro me maquiar. Outro rótulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Amo ler Clarice Lispector. Um rótulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Gosto de dançar hip hop. Outro rótulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Estudo direito. Um rótulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Estudo teatro. Outro rótulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Amo tomate. Um rótulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Consumo batata frita do Mc Donald's. Outro rótulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Rótulos que não combinam entre si. O estranhamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;O estranho é ser uma coisa só. &lt;br /&gt;A necessidade de rotular é crucial para as empresas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Um público-alvo respectivo. Um produto respectivo. Uma publicidade respectiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Com isso, o esquecimento social de que “um publico-alvo não se resume a um grupo de produtos, músicas, filmes, roupas, pensamentos...”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Uma vez declarado o amor à filosofia, como declarar amar me sentir bonita em uma roupa nova? &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É simples. E sentir que sou uma infinitude dentro da finitude da vida me faz crer que não sou a única. Faço parte de uma espécie de 7 bilhões de pessoas. &lt;br /&gt;Sou apenas um ser. Único, mas não o único.&lt;br /&gt;Creio que o “normal” não é ser uma coisa só, por mais polêmica que seja a palavra. &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Muitos acreditam no letreiro que diz: “É imprescindível caber em UMA das caixas disponíveis! Escolha a sua!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Maravilhosa a sensação de olhar um ser e me permitir vê-lo. &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Maravilhoso saber que nunca o saberei em sua completude, pois não há finalização em nós, mas finalidades!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Maravilhosa a compreensão maior e o constante desafio de relembrá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Fala-se tanto em liberdade, mas poucos realmente a desejam. &lt;br /&gt;Torcer o nariz é o que sobra. É o conforto de um grupo torcendo junto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Torcendo seus narizes, torcem suas mãos para que não permaneçam apenas unidos, mas dependentes. &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A dependência conforta, mas a liberdade ressuscita. &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Desde onde sei, cérebros foram feitos para serem usados assim como sapatos.&lt;br /&gt;A célebre distinção é a de que o uso do cérebro não o desgasta, mas o aprimora.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O fascinante é que o cérebro é de graça! Não pagamos nada para ter essa ferramenta magnífica! Nascemos com um!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Imaginem qual seria o valor de mercado de um cérebro bem exercitado?!?!?!?!&lt;br /&gt;Uau! Tornou-se valioso agora? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: #535353; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;   …&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: #535353;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/uCRmC1iDQGU/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uCRmC1iDQGU&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/uCRmC1iDQGU&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: #535353;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-4038466825294834590?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/4038466825294834590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=4038466825294834590' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4038466825294834590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4038466825294834590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/12/blog-post.html' title='¿...?'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-3069109099920026183</id><published>2011-12-05T01:39:00.002-02:00</published><updated>2011-12-05T01:40:45.113-02:00</updated><title type='text'>Não "mais que de repente".</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-o-sF765t2k4/Ttw782fNyNI/AAAAAAAAAdw/GhXuizGLoLs/s1600/copodagua.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-o-sF765t2k4/Ttw782fNyNI/AAAAAAAAAdw/GhXuizGLoLs/s1600/copodagua.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Falta-nos capacidade de enxergar todas as cores do Universo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Todas as cores que lembramos são cores já vistas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;É poético, mas não é metáfora.&amp;nbsp;É o próprio fato. Cru.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Metáforas são inevitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Se nos falta a capacidade...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Seríamos todos daltônicos?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Impressiona-me que tudo aquilo que é, só o é por meio do parâmetro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Como pensar que a verdade é una?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Os parâmetros, chaves.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Os ângulos distintos, portas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O desejo de crescer, os pés que atravessam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Está escuro?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Os olhos estão realmente abertos?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Na tentativa de abri-los, não suportou a poeira?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Há uma fonte inesgotável que corre.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ela percorre as mais íntimas entranhas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;É preciso que se queira senti-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;De repente, uma nova imagem.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A questão por ângulo distinto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;"De repente" é como se diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E tudo aquilo que foi necessário para que o de repente se concretizasse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje comprei um livro que se chama Religião para ateus (Alain de Botton).&lt;br /&gt;Achei o título interessante.&lt;br /&gt;Posso dizer que o início desse livro é uma excelente maneira de reconhecer que o radicalismo é a pior das religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li o trecho abaixo e continuei lendo o livro, sobretudo por não ser uma das pessoas às quais o livro se destina segundo o autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;"Este é um livro para pessoas incapazes de acreditar em milagres, espíritos ou histórias de sarça ardente, e que não tem qualquer interesse maior nos feitos de homens e mulheres incomuns, como a santa do século XIII Inês de Montepulciano, que diziam ser capaz de levitar meio metro enquanto rezava e de ressuscitar crianças - e que, no fim da vida (supostamente), ascendeu aos céus do sul da Toscana nas costas de um anjo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver o outro ângulo é a aceitação de que há cores que nossos olhos não enxergam.&lt;br /&gt;A aceitação e radicalismo, antíteses que versam sobre nós.&lt;br /&gt;Há cores inimagináveis.&lt;br /&gt;E um dia se morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/7K1hckf1C3I" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-3069109099920026183?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/3069109099920026183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=3069109099920026183' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3069109099920026183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3069109099920026183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/12/nao-mais-que-de-repente.html' title='Não &quot;mais que de repente&quot;.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-o-sF765t2k4/Ttw782fNyNI/AAAAAAAAAdw/GhXuizGLoLs/s72-c/copodagua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-4039484935015448967</id><published>2011-11-20T00:14:00.002-02:00</published><updated>2011-11-20T00:29:58.291-02:00</updated><title type='text'>Alivie.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Smj-e7jAVgs/TshdbPDlPhI/AAAAAAAAAdo/o-t8BIfLkNo/s1600/areia+ao+vento.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="380" src="http://1.bp.blogspot.com/-Smj-e7jAVgs/TshdbPDlPhI/AAAAAAAAAdo/o-t8BIfLkNo/s400/areia+ao+vento.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A poeira que invade seus olhos é o que o seu corpo se tornará.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Antes de ontem vi um homem sem duas pernas engraxando sapatos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Os óculos escuros nos protegem da areia que dança em direção aos olhos delicados.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nosso corpo se tornará pó ainda mais fino que essa areia que machuca.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Talvez alguém tenha jogado um corpo cremado ao vento agora.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Talvez o pó que incomoda seus olhos seja o coração de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz confortante do banho de mar nasce do mesmo sol que derrete os órgãos.&lt;br /&gt;Tornar-se pó é triste?&lt;br /&gt;Sabê-lo é uma cachoeira que me invade nos momentos de sede.&lt;br /&gt;Sabê-lo é um trem que leva à humildade.&lt;br /&gt;Sabê-lo são as asas que já não servem apenas ao vôo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Asas assopram brisas a faces já salgadas há muito...&lt;br /&gt;A liberdade de um homem que se descobre pássaro assopra brisas que ele próprio desconhece.&lt;br /&gt;Alivie. Gosto da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/1WpDLZEz8ng" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você tivesse apenas uma pergunta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-4039484935015448967?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/4039484935015448967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=4039484935015448967' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4039484935015448967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4039484935015448967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/11/alivie.html' title='Alivie.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Smj-e7jAVgs/TshdbPDlPhI/AAAAAAAAAdo/o-t8BIfLkNo/s72-c/areia+ao+vento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-976495788166006946</id><published>2011-11-16T01:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-16T05:02:35.175-02:00</updated><title type='text'>On the hill... Riu!</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Corra! Corra! O tempo vai acabar! A vida passa rápido! As rugas aumentam! Qual o foco? Não perca. Cuidado com o canto da sereia! Seja racional! Previu? Siga adiante. Olhe a intuição!&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Para que perder tempo? Corra! Corra! Corra! Busca! Procure! Ache logo! Não é o que pensou? Devolva! Procure. Procure. A feira vai acabar! Vai ficar com fome! Onde está a fruta que procura? Esta não serve porque logo fica azeda. Aquela não serve, pois vai demorar a ficar madura.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A outra também não serve porque já está madura demais. A outra já está podre... ressentimentos a azedaram demais! Pare de pensar! Pense melhor! Procure! Procure! O tempo vai acabar.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tuuuuuuuuuuuu. Fim da feira. Mãos vazias.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Montanha adiante.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/6Hlw_9ldThs" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-976495788166006946?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/976495788166006946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=976495788166006946' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/976495788166006946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/976495788166006946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/11/on-hill-riu.html' title='On the hill... Riu!'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/6Hlw_9ldThs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-5660854570392242978</id><published>2011-11-11T22:33:00.003-02:00</published><updated>2011-11-19T22:51:02.217-02:00</updated><title type='text'>Ventando...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Xn8MWSRJEqk/TshO57Gk82I/AAAAAAAAAdg/QdwTASFylfk/s1600/apresentacaocal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="236" src="http://3.bp.blogspot.com/-Xn8MWSRJEqk/TshO57Gk82I/AAAAAAAAAdg/QdwTASFylfk/s320/apresentacaocal.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma apresentação teatral há poucos dias. Escolhi ser a louca.&lt;br /&gt;Eu poderia ser o que quisesse. Fiz uma louca.&lt;br /&gt;Adorei a recepção das pessoas, que não foi a de estranhamento, mas a de empatia.&lt;br /&gt;Impressionou-me muito a reação de uma criança!&lt;br /&gt;Ela estava com a mãe e quando viu a porção de pessoas fantasiadas, disse de súbito: "Mãe! Eu vou ficar aqui."&lt;br /&gt;A menina olhava para as pessoas e brincava de adivinhar o que cada um representava.&lt;br /&gt;Olhei para ela e perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é uma árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o que não pareço ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Você é uma árvore. Está com planta na cabeça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que criança racional! Não tanto... pois eu gesticulava e falava de uma forma que não é considerada normal. Ela não via a louca. Ela via a árvore.&lt;br /&gt;Os adultos percebiam que eu representa a falta do prego na cabeça ou o prego a mais. Não pensaram que eu era uma árvore.&lt;br /&gt;Gostaria que a empatia com os loucos por parte dos adultos se desse não somente quando sabem que se trata de uma personagem teatral, mas com aqueles que realmente sofrem de algum problema considerado como loucura pela psiquiatria.&lt;br /&gt;Se eu realmente fosse uma pessoa que sofre de loucura e estivesse com plantas na cabeça eu adoraria ser chamada de árvore!!&lt;br /&gt;As crianças não são loucas e se sabem árvores, nuvens, fadas, príncipes, bruxas e o que quer que decidam ser!&lt;br /&gt;O que é ser louco?&lt;br /&gt;Eu sou uma árvore. Uma árvore que flutua.&lt;br /&gt;A loucura não cabe a mim, mas ao padrão de comparação estreito que paira no turvo ar que plana pela sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou louca?&lt;br /&gt;Sou uma árvore que flutua!&lt;br /&gt;Não vejo o vento e sei que ele existe.&lt;br /&gt;Sou capaz de senti-lo.&lt;br /&gt;Vejo outras coisas e posso duvidar que elas existam.&lt;br /&gt;Ver já é imaginar.&lt;br /&gt;A mesma planta que enxergo não é a mesma para quem está ao meu lado.&lt;br /&gt;A relatividade da realidade.&lt;br /&gt;A verdade única que não existe.&lt;br /&gt;A força de inúmeras imagens.&lt;br /&gt;Olho a neve e vejo uma criança dormindo.&lt;br /&gt;Ela existe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-5660854570392242978?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/5660854570392242978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=5660854570392242978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5660854570392242978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5660854570392242978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/11/ventando.html' title='Ventando...'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Xn8MWSRJEqk/TshO57Gk82I/AAAAAAAAAdg/QdwTASFylfk/s72-c/apresentacaocal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-5490207601528107617</id><published>2011-10-27T01:22:00.006-02:00</published><updated>2011-10-29T01:04:33.986-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Troca Mágica.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-B-okGluoqJk/TqjNrqka0RI/AAAAAAAAAbY/afG6gtuK_kk/s1600/finaldapeca.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://2.bp.blogspot.com/-B-okGluoqJk/TqjNrqka0RI/AAAAAAAAAbY/afG6gtuK_kk/s320/finaldapeca.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Alguns espectadores&amp;nbsp;e nós.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Uma pergunta acaba de me ser feita.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Essa pergunta me fez lembrar de uma sensação nova e maravilhosa de hoje.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Uma pessoa me perguntou como foi a apresentação de Ética a Manicômio.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Eu disse que foi bem divertida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A pessoa perguntou: estava cheio?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Eu e a pergunta diante de mim. Na mesma hora, a lembrança.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Lembrei da primeira menina que entrou no auditório.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Eu e o Alain estávamos nos preparando.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Olhei para ela e perguntei: "veio assistir a peça?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ela disse que sim.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Falei para que se sentasse.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ela sorriu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Outras pessoas apareceram na porta. Conhecidas e desconhecidas. Abriram a porta. Entraram no auditório. Sentaram-se nas cadeiras. Sorriram. Foram muito importantes.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Mas a primeira pessoa desconhecida. Ali, diante de mim. A menina que eu nunca tinha visto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Que eu não sabia o nome nem história. A menina ali para assistir a estória que eu escrevi e me dediquei.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A menina que não me conhecia...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ali sentada e sorrindo, reservando um tempo da própria vida preciosa para assistir o que eu, uma desconhecida para ela também, criei.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Perguntei a pessoa que havia me questionado se "estava cheio" se isso era importante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A pessoa disse que não.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Eu não tenho simplesmente a certeza que não, embora tenha me surpreendido com a quantidade de pessoas. Eu sinto a certeza. A certeza nasce dentro de mim como uma centelha e me queima do que começa antes dos pés e vai além da cabeça pensante e errante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A certeza de que a sensação sentida não depende da quantidade, mas do que cada espectador expectador tem que o faz único.&lt;br /&gt;A certeza me invade a alma.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Menina desconhecida, obrigada por ter me feito sentir o que nunca sentira.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Já não a considero tão desconhecida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Pela forma de entrar na sala... de sorrir... de testemunhar...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Uma troca foi feita.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Com você e com os outros.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Sinto-me invadida por uma emoção nova e arrebatadora.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Na noite anterior li a frase de Goethe: "Uma pessoa não compreende a si mesma por meio de pensamentos, mas de ações. É só por meio da realização de um esforço que a pessoa virá a compreender seu valor."&lt;br /&gt;&amp;nbsp; No instante que li, lembrei dessa sensação. Deu-me força para o dia seguinte.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Hoje não vivi a sensação novamente. Não se tratou da repetição da lembrança.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Não se tratou de ser o cadáver vivo ao qual Fernando Pessoa se refere no Livro do Desassossego.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A sensação foi nova. Foi uma grande sensação de troca que senti!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Eu , o texto que saiu de mim e a platéia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Cada pessoa que ali estava poderia estar fazendo qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Estavam ali na esperança de descontração.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Senti-me uma ajudante ao levar o sorriso aos lábios daquelas pessoas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Seja qual fosse a tristeza que estivesse em seus corações...&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A tristeza calou no momento em que se permitiram ao riso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Não digo como se pensasse que estivessem tristes, mas como quem sabe da existência de tristezas permanentes, ora caladas ora cantando em versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Elas também me ajudaram. Ou melhor, fizeram-me sentir viva de uma forma diferente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Útil de uma forma diferente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Obrigada a todos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Obrigada também a Joanna, minha amiga especial que saiu da Barra naquele calor de 40 graus do Rio de Janeiro. Jô, quando vi você não contive o grito de felicidade!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Você viu e por mais que pense saber o quão importante foi para mim a sua atitude, jamais terá ideia do que senti.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Lô, você não pôde ir fisicamente, mas estava presente a todo instante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Pai e mãe, obrigada solenemente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Desejo sensações novas, mágicas e inexplicáveis aos leitores, aqueles que trocam comigo por mais desconhecidos que sejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps: Escrevo hoje, mesmo sabendo que o hoje de hoje já é quinta, pois como ainda não dormi, sinto-me ainda na quarta. Ah! Decidi que estou na quarta e ponto. Licença poética da vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-5490207601528107617?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/5490207601528107617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=5490207601528107617' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5490207601528107617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5490207601528107617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/10/troca-magica.html' title='Troca Mágica.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-B-okGluoqJk/TqjNrqka0RI/AAAAAAAAAbY/afG6gtuK_kk/s72-c/finaldapeca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-3748868621064706894</id><published>2011-10-22T00:00:00.011-02:00</published><updated>2011-10-24T00:41:44.580-02:00</updated><title type='text'>Primeira Semana Cultural do CACO - FND - UFRJ</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-B6Q4LUy0NbI/TqTKqdtQqII/AAAAAAAAAao/CHKS1mT-3CI/s1600/cartazesexpo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UYPdbEILq3g/TqTMY_jUgHI/AAAAAAAAAa4/sRRjqIRUK4A/s1600/cartaz_esquete_etica_a_manicomio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-UYPdbEILq3g/TqTMY_jUgHI/AAAAAAAAAa4/sRRjqIRUK4A/s640/cartaz_esquete_etica_a_manicomio.jpg" width="454" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;É com muita alegria que informo sobre a&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;u&gt;PRIMEIRA SEMANA CULTURAL&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;do CACO (Centro Acadêmico Cândido de Oliveira) - Faculdade Nacional de Direito -&amp;nbsp;&lt;b&gt;Universidade Federal do Rio de Janeiro&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Testemunhem!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ética a Manicômio&lt;/span&gt;, a esquete que escrevi e que estou dirigindo e atuando será apresentada no dia 26/10 (quarta-feira) às 11:30h no Auditório do quarto andar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Elenco: Nathália Reina, Alain Catein&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Enxergarte&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;, a exposição permanente de poesias de minha autoria e fotografias tiradas por mim e pela minha mãe, Claudia Reina estará disposta no Salão dos Passos Perdidos, assim como exposições de outras pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zfjTt3NNwaA/TqTOIVpx_jI/AAAAAAAAAbI/Z4QPnIxAK34/s1600/cartazesexpo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="452" src="http://2.bp.blogspot.com/-zfjTt3NNwaA/TqTOIVpx_jI/AAAAAAAAAbI/Z4QPnIxAK34/s640/cartazesexpo.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Xdrp7cnR-cQ/TqTPU6W4aeI/AAAAAAAAAbQ/Mo5zrAuWtXs/s1600/folder_miolo-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Xdrp7cnR-cQ/TqTPU6W4aeI/AAAAAAAAAbQ/Mo5zrAuWtXs/s1600/folder_miolo-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Segue abaixo o site do Centro Acadêmico com mais detalhes da programação:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://www.cacofnd.org.br/"&gt;http://www.cacofnd.org.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-3748868621064706894?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/3748868621064706894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=3748868621064706894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3748868621064706894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3748868621064706894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/10/primeira-semana-cultural-do-caco-fnd.html' title='Primeira Semana Cultural do CACO - FND - UFRJ'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-UYPdbEILq3g/TqTMY_jUgHI/AAAAAAAAAa4/sRRjqIRUK4A/s72-c/cartaz_esquete_etica_a_manicomio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-1314114957787845609</id><published>2011-10-17T02:14:00.000-02:00</published><updated>2011-10-17T02:14:04.213-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Casa de Bonecas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Axx87cFb988/Tpun0Hk_RcI/AAAAAAAAAYo/h5plMjSBVSk/s1600/fantoche.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-Axx87cFb988/Tpun0Hk_RcI/AAAAAAAAAYo/h5plMjSBVSk/s320/fantoche.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Casa de Bonecas. Um nome lúdico para quem não sabe do que se trata.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Quando somos crianças queremos ser as bonecas. Elas estão sempre belas. Elas usam roupas fascinantes e não importa o que aconteça... Sim. Elas serão felizes para sempre.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;No intuito de escrever sobre Nora de Ibsen, eu acabo me lembrando da Bela Adormecida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Qual a graça de dormir enquanto o príncipe enfrenta desafios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Enfim, dedico este tempo à Casa de Bonecas de Henrik Ibsen (1879).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Casa de Bonecas foi uma peça um tanto revolucionária para a época.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Uma mulher abandona marido e filhos, mas não somente isso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Uma mulher questiona a função da lei e a forma pela qual essa se emprega no cotidiano.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Uma mulher questiona a sociedade de forma nada superficial, transparecendo que a reflexão não é fruto único e dependente da influência familiar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Penso, inclusive, que diante de um cenário imposto há no mínimo três caminhos que surgem diante dos olhos: o da imitação, o da transgressão radical e o da antropofagia, no que diz respeito a idéia de deglutir o que é influência externa a fim de construir uma transformação. A ideia de Oswald de Andrade em seu Movimento Antropofágico me parece válida não simplesmente na formação cultural de uma sociedade, mas, sobretudo, na própria instituição familiar.&lt;br /&gt;Por meio da antropofagia de valores e conceitos dentro do próprio lar, estaremos aptos a continuar construindo uma sociedade que não simplesmente imita o que o outro cria, mas que se vale do essencial para a própria criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nora: E eu... de que maneira estaria preparada para educar meus filhos?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Helmer: Nora!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nora: Nãõ é o que você dizia ainda há pouco... que essa tarefa você não ousaria me confiar?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Helmer: Disse num momento de irritação. Você não deve dar atenção a isso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nora: Ah, mas você estava absolutamente certo. É uma tarefa superior às minhas forças. Primeiro quero cumprir uma outra. Devo tentar educar a mim mesma. E você não é o homem indicado para me ajudar nessa tarefa. É algo que eu devo empreender sozinha. E para isso eu vou deixá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Gosto ainda mais dessa parte. Educar a si mesma.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Como educar um outro ser sem ter educado a si própria?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Como compreender o outro sem ter conquistado a compreensão dos próprios anseios e buscas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Como amar sem amar a si próprio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A sensação de compreensão plena de uma ideia tão repetida &lt;u&gt;atualmente&lt;/u&gt;, chegando até a ser considerada clichê é fascinante!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Adoro senti-la.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;De repente! Como quem descobre a pólvora...!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;É a roupa no cabide. Sabe-se a cor, o tamanho e a textura, mas não há nada que substitua a sensação de vesti-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Amando a si próprio, há o amor pelo tempo livre. Há o amor pela própria companhia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Logo, há compreensão de que o outro também tem direito à própria companhia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Amando a si próprio, há o amor pelo direito de proferir a palavra.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Logo, há compreensão de que o outro também tem o direito de proferir a palavra.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Amando a si próprio, há o amor pela paz interior.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Logo, há compreensão de que o outro também merece sentir essa paz, sem ser cobrado por idealizações desmedidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Como amar o outro sem amar a si próprio?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Não é óbvia a relação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Helmer: Abandonar o seu lar, o seu marido, os seus filhos! Você não pensa no que dirão as pessoas?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nora: Não posso pensar nisso. Sei unicamente que para mim isso é indispensável.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Helmer: Ah! É revoltante! Você seria capaz de negar a tal ponto seus deveres mais sagrados?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nora: &amp;nbsp;E quais são meus deveres mais sagrados, no seu parecer?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Helmer: E sou eu quem preciso dizer isso? Não serão os que você tem para com seu marido e os seus filhos?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nora: Tenho outros tão sagrados como esses.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Helmer: Não tem... Quais poderiam ser?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nora: Meus deveres para comigo mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Que entendamos a grande e sutil diferença entre o indivíduo e o individualista.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nora luta para se consolidar como indivíduo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Deixo a dica de leitura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-1314114957787845609?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/1314114957787845609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=1314114957787845609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1314114957787845609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1314114957787845609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/10/casa-de-bonecas.html' title='Casa de Bonecas'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Axx87cFb988/Tpun0Hk_RcI/AAAAAAAAAYo/h5plMjSBVSk/s72-c/fantoche.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-8389209757008836281</id><published>2011-10-10T11:00:00.003-03:00</published><updated>2011-10-10T11:13:24.069-03:00</updated><title type='text'>AGORA.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MidESNt6M5c/TpL9fctuv8I/AAAAAAAAAXo/RbZpW4vzLyM/s1600/banco+sozinho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://2.bp.blogspot.com/-MidESNt6M5c/TpL9fctuv8I/AAAAAAAAAXo/RbZpW4vzLyM/s320/banco+sozinho.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Pessoas morrem agora.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Morrem de fome. Morrem de sede. Morrem de tiros que encontram a direção.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Morrem de dor. Morrem de desgosto. Morrem de suicídio.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Neste instante que meus dedos escrevem. Exatamente agora.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Exatamente agora que você está lendo o que escrevi, não sei quanto tempo depois...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Pessoas ofendem. Pessoas mentem. Pessoas usam as outras.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Pessoas estão estuprando e outras correm dos braços opressores.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Neste instante de vida. Você está sentado? No sofá? Na cadeira que machuca?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Está pensando que é chato caminhar até um lugar que não chega a ser longe?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Neste instante pessoas perdem o movimento das pernas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Neste instante há o sol na minha janela, justamente neste instante em que há inocentes em cativeiros escuros.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Neste instante há pessoas contraindo o vírus da aids.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Neste instante há pessoas descobrindo o câncer em suas células.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Neste instante há pessoas sendo escravizadas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Neste instante há crianças comendo lixo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Neste instante há pessoas perdendo a visão. Exatamente neste instante que olho o céu azul turquesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Não podemos mudar o mundo e isso basta?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O fato de não podermos mudar o mundo é mais forte do que todos os fatos que ocorrem neste instante?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A cada instante uma escolha.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A escolha é por se entristecer por um motivo? Ele é forte?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ele é realmente forte visto tudo que está ocorrendo neste instante?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Que a tristeza seja a maior motivadora das mudanças!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Que não nos resigne. Que não nos deixe ter pena de nós próprios.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Pena de si próprio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Neste instante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Exatamente agora.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Pessoas são devoradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E o estupro continua.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Neste instante pessoas estão sendo moralmente estupradas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Palavras e navalhas cortam.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Neste instante que o sol brilha aqui fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-8389209757008836281?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/8389209757008836281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=8389209757008836281' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8389209757008836281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8389209757008836281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/10/agora.html' title='AGORA.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MidESNt6M5c/TpL9fctuv8I/AAAAAAAAAXo/RbZpW4vzLyM/s72-c/banco+sozinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-4872110230605851571</id><published>2011-10-06T15:34:00.008-03:00</published><updated>2011-10-06T15:58:22.452-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Milagre na Cela</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9iJeRQa24rc/To30rKs0X8I/AAAAAAAAAXk/69aDtFLtkrU/s1600/correntecinza.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="231" src="http://2.bp.blogspot.com/-9iJeRQa24rc/To30rKs0X8I/AAAAAAAAAXk/69aDtFLtkrU/s320/correntecinza.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Acabei de ler uma grande peça!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Não se trata de uma peça crítica apenas. Sendo a tortura um ato terrível e assim considerado por todos é fácil se opor a ela, difícil se opor a ela de forma que vá além do óbvio, como o fez Jorge Andrade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A peça se diferencia das críticas clichês, pois nos apresenta pensamentos inteligentes que se tornam ainda mais instigantes visto não somente a condição em que são apresentados, mas sobretudo as figuras que os apresentam. Não há somente crítica à tortura como ato isolado. Há crítica ao radicalismo em qualquer esfera. Há crítica às peneiras que cumprem a função de dissimular a visão. Há crítica ao preconceito que estereotipa e que espera de cada um em sua tarja nominal uma atitude pré-determinada. Há crítica à hipocrisia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Milagre na Cela de Jorge Andrade foi censurada na época da ditadura por tratar do tema de tortura.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Na prisão que a Irmã Joana de Jesus Crucificado é jogada, há também a prostituta Jupira.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Jupira é uma mulher que foi presa aos quinze anos por ter castrado um homem e que permanece há anos na cadeia com a função de amansar os presos.&amp;nbsp;Segundo o delegado Daniel, Jupira foi feita sob medida para o que ele quer.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Joana é colocada na mesma cela de Jupira, que por mais que esteja há anos na cadeia servindo de objeto e que tenha aprendido as mazelas da necessidade de sobreviver a qualquer custo ainda carrega em si a ingenuidade, como é de se perceber na fala que diz: "(...) Mas um dia ele pode me soltar. Quer preço melhor? E de vez em quando me traz uns macho. Não sei viver sem um macho entre as perna."&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Joana é uma freira diferente das outras que convivia. Ela queria fazer algo de diferente e foi por isso que decidiu ser professora e freira no mundo real e não entre as quatro paredes de um convento.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Estou fascinada por Joana, pois ela é a figura que desmistifica o que é considerado sujo e escarra com raciocínios inteligentíssimos o que é podre de fato.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Jupira, por ter acreditado no que é estereotipado como figura casta no que diz respeito às freiras, surpreende-se com a revelação que Joana demonstra sua alegria por tê-la encontrado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Jupira a questiona: "Gosta de mim? Como freira?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Joana, acariciando o rosto de Jupira, responde: "Você é uma das melhores pessoas que conheci em minha vida."&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Jupira: "Eu? Uma puta de boca suja?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Joana: "As palavras não sujam nada. Elas não têm mais nenhum significado no mundo de hoje.&amp;nbsp;O que suja é o que fazem aqui. Vagina, bunda, seio... são mais limpas do que a opressão, violência, preconceito e desamor. Entende a diferença?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O delegado Daniel, a fim de fazer Joana confessar o que não cometeu submete a freira a diversas torturas, não obtendo êxito.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Daniel é um carrasco e é interessante observar a contradição que a peça denuncia ao colocá-lo no ambiente de trabalho e no doce lar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; No doce lar, um doce homem, que ao ser questionado por sua mulher acerca do seu trabalho diz a frase que para mim foi a frase de maior frieza de toda a obra.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marina, preocupada o questiona: "Algum trabalho perigoso? Você vive envolvido com criminosos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Daniel: "Não. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;Serviço de rotina&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Daniel, ao ver a resistência de Joana dá ordem ao carcereiro Cícero que a deixe sozinha na cela.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Esse, entretanto, não faz simplesmente isso. Cícero leva Miguel, um temido criminoso a sela de Joana e o estimula a violentá-la.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Joana diz a Miguel que sente que ele não é muito ruim como dizem e se sensibiliza com as feridas no seu rosto, o que leva Miguel a sentir um refúgio acolhedor naquele ambiente tão hostil. Joana não é violentada por ele.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A cela que se encontram é repleta de poesias nas paredes, feitas por um poeta que ali esteve e que se suicidou. Joana também ama o poeta que só conheceu por meio das palavras. Suas feições são os frutos da imaginação que nasceram da semente de suas palavras.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Daniel é estimulado a autorizar que levem Joana nua a sua sala e autoriza.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Joana surge apenas de calcinha. "Ela não procura esconder o corpo com os braços, como se a nudez não significasse nada."&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Daniel inicia seu discurso perverso para fazê-la confessar o que não fez.&lt;br /&gt;Ele diz que Deus não pode fazer nada com o corpo de Joana, mas que ele pode e ela diz uma das frases que mais me fascinaram: "Eu sei. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;Você pode descer até o fundo da sua indignidade. &lt;/span&gt;Mas só assim eu posso conseguir o que é preciso."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Daniel faz a ameça de enfiar um cabo de vassoura em seu corpo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ela pede o instrumento natural.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A mulher engravida. O homem se apaixona por ela, fazendo com que ela conseguisse o que queria. Joana consegue que o homem ao "descer até o fundo da sua indignidade" se apaixonasse pelo que considerava um elemento subversivo e passasse a sentir incômodo pelo que faz.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O bispo a visita.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O momento da visita é um dos mais marcantes, pois é o momento que paradigmas se confrontam.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O paradigma da pureza versus o paradigma da pureza como resultado do contexto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Joana diz ao bispo que não a compreende: "Aqui, sobretudo aqui, existem homens que precisam ser salvos. Agora vejo que viver lá fora é muito fácil, principalmente vivendo como vivia. O difícil é viver aqui e não se transformar em agente do demônio."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O que ocorre no desfecho?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O que ocorre no desenrolar do que escrevi?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Que o livro leve cada um às descobertas! Leiam!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-4872110230605851571?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/4872110230605851571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=4872110230605851571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4872110230605851571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4872110230605851571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/10/milagre-na-cela.html' title='Milagre na Cela'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9iJeRQa24rc/To30rKs0X8I/AAAAAAAAAXk/69aDtFLtkrU/s72-c/correntecinza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-6192892314400327551</id><published>2011-09-30T03:01:00.001-03:00</published><updated>2011-10-04T01:48:09.582-03:00</updated><title type='text'>O silêncio.</title><content type='html'>Até o silêncio tem um nome: o silêncio.&lt;br /&gt;Não é lindo?&lt;br /&gt;Essa pessoa que inventou um nome para o que chamamos de silêncio...&lt;br /&gt;Como será que ela era?&lt;br /&gt;Imagino-a como um ser encantador, de uma beleza ingênua e genuína.&lt;br /&gt;Como dizer o silêncio sem proferir a palavra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As idéias, estão todas dentro de mim.&lt;br /&gt;Elas moram em um lugar que não existe.&lt;br /&gt;Ou melhor, moram em locais distintos de uma alma que se multiplica.&lt;br /&gt;Há palavras que são audaciosas.&lt;br /&gt;Há palavras que tentam decifrá-las.&lt;br /&gt;Eu as utilizo, pois é o instrumento que me serve.&lt;br /&gt;Mas sigo dizendo: palavrinhas, eu as amo, mas vocês não são o que sou.&lt;br /&gt;Sou um eu que não se chama eu.&lt;br /&gt;Tenho um nome que não admite letras.&lt;br /&gt;Por ondas eu sigo. Talvez as ondas tenham outro nome também.&lt;br /&gt;Tente me decifrar. Olhe no fundo dos meus olhos.&lt;br /&gt;Não há ser que seja capaz de decifrar.&lt;br /&gt;O próprio ato é repleto de audácia e pretensão.&lt;br /&gt;Não condeno. A audácia e pretensão fazem parte de nós.&lt;br /&gt;Entretanto, a ausência das palavras decifradoras não faz parte de nós.&lt;br /&gt;Ela é nós.&lt;br /&gt;Enquanto nós somos os nós atados.&lt;br /&gt;Sem representações.&lt;br /&gt;Sem audácias criadoras.&lt;br /&gt;Sem respostas que nos desatam.&lt;br /&gt;Puros e Simples.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-6192892314400327551?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/6192892314400327551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=6192892314400327551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6192892314400327551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6192892314400327551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/09/o-silencio.html' title='O silêncio.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-1739237518070833710</id><published>2011-09-25T12:56:00.002-03:00</published><updated>2011-09-25T13:16:00.441-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Ladrões de Bicicleta</title><content type='html'>&amp;nbsp;Como prometido no post anterior, dedicarei esse post a Ladrões de Bicicleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ks9UR_h6D10/Tn8-cq7lLgI/AAAAAAAAAXg/kgyi0OAacJ4/s1600/ladroesdebicicleta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://2.bp.blogspot.com/-ks9UR_h6D10/Tn8-cq7lLgI/AAAAAAAAAXg/kgyi0OAacJ4/s320/ladroesdebicicleta.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um filme de Vittorio de Sica que traz a tona não somente as consequências óbvias do desemprego no que diz respeito a &amp;nbsp;questão do proletariado, mas sobretudo aquelas que exigem um pouco mais de sensibilidade para que sejam notadas com a atenção que merecem.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Antonio Ricci, um homem desempregado. Não simplesmente isso. Antonio Ricci, um homem ético desempregado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O filme se desenrola na questão da necessidade versus ética, o que muito me atrai, uma vez que considero o ato de julgar o comportamento de um homem algo que exige extrema delicadeza, tendo em vista que as circunstâncias têm a possibilidade de atingir um peso que ombros carregadores de ética e ideologias respeitáveis podem não suportar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Antonio Ricci se vê na iminência de arranjar um emprego. É necessário, porém, que consiga uma bicicleta, pois sua função é a de colar cartazes pelas ruas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ele troca alguns pertences de valor sentimental, como lençóis do seu enxoval de casamento pela bicicleta. Isso, porém, não o permite sentir pena pelo que se foi.&lt;br /&gt;O homem sente profunda alegria pelo que surge.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Há um outro porém. A bicicleta é furtada e o homem se vê diante da angústia e desespero da esperança roubada, do pão roubado, da dignidade arrancada por farpas que tendem a ocupar o seu lugar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Inicia-se a busca pela bicicleta e por todos os consequentes fatores imputados em relação a ela.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O homem não está sozinho. Ele é casado com uma mulher que o ama. Ele tem um filho que o admira e que o ama incondicionalmente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Entretanto, a questão de ter ao seu lado pessoas que ama e que o amam tanto torna a busca ainda mais acirrada, uma vez que Antonio não se vê responsável apenas por sua sobrevivência.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Bruno, um menino extremamente sensível se mostra em alguns momentos mais atento ao que o rodeia do que o próprio pai, trazendo a ideia de que não se pode subestimar a inteligência de uma criança. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;Enquanto os adultos muitas vezes se deixam cegar pelas situações de desespero sendo levados a cometer atos ingênuos de certa forma, a criança sensível e com a necessidade latente de ajudar aquele que é para ela um herói é capaz de enxergar separadamente as cores das circunstâncias, que aos olhos dos adultos podem se misturar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O filho se mantém ao seu lado o tempo inteiro, inclusive no momento que é tratado de forma injusta, momento esse que foi um dos mais tocantes para mim.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Bruno diz que gostaria de comer. O pai tem a reação de dar um tapa no menino, que fica triste, mas que o perdoa.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Perdoar, uma das atitudes mais difíceis de ser realizada. As crianças possuem capacidade incrível de fazê-lo, pois amam profundamente viver o presente, o que torna o ato de remoer o que ocorreu extremamente desnecessário quando se pode usar o mesmo tempo para construir castelos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O pai, em desespero maior, resolve furtar uma bicicleta.&lt;br /&gt;Ele, entretanto, pensava que seu filho não estava vendo. Ele é pego.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Desejam prendê-lo, mas um homem que vê Bruno junto a Antonio não permite que ele seja preso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Os olhos de Bruno não mostram a decepção da idealização perdida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Os olhos de Bruno mostram o amor incondicional, a compreensão além dos fatos por si só, a grandeza de um menino.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Antonio sente profunda vergonha do filho. O filho segura a mão do pai. O elo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A mãozinha indo em direção a mão do pai que furta não por falta de ética, mas infelizmente por aquilo que a ética nem sempre é capaz de oferecer, tendo em vista o peso e a força das circunstâncias.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Os dois caminham. Individualizam-se, não como individualistas, mas como indivíduos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A cena os mostra no meio dos transeuntes, como sujeitos de uma história especial que se repete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Direção: Vittorio de Sica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;País: Itália&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Ano: 1948&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;Elenco:&amp;nbsp;Lamberto Maggiorani, Enzo Staiola, Lianella Carell, Gino Saltamerenda, Vittorio Antonucci, Giulio Chiari, Carlo Jachino, Fausto Guerzoni, Michele Sakara, Elena Altieri&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-1739237518070833710?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/1739237518070833710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=1739237518070833710' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1739237518070833710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1739237518070833710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/09/ladroes-de-bicicleta.html' title='Ladrões de Bicicleta'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ks9UR_h6D10/Tn8-cq7lLgI/AAAAAAAAAXg/kgyi0OAacJ4/s72-c/ladroesdebicicleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-4765458062603739549</id><published>2011-09-12T14:22:00.000-03:00</published><updated>2011-09-12T14:22:00.979-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Cada filme cada face.</title><content type='html'>&amp;nbsp;Dedicarei o post de hoje aos filmes que assisti no final de semana que se passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0ctkBw4r3og/Tm4_CN7DcHI/AAAAAAAAAXU/4ZP023ow1VA/s1600/umadocementira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-0ctkBw4r3og/Tm4_CN7DcHI/AAAAAAAAAXU/4ZP023ow1VA/s320/umadocementira.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Uma Doce Mentira, dirigido por Pierre Salvadori, com a talentosa Audrey Tautou se trata da história de uma mulher jovem que decide melhorar a devastada autoestima da mãe.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Emilie, a jovem, recebe uma carta de amor anônima e resolve endereçá-la a sua mãe.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A história acaba por se desenrolar, ou melhor, por se enrolar em diversas situações cômicas que me fizeram ver uma pessoa conhecida que quase não se satisfaz com comédias dar risos contagiantes!&lt;br /&gt;Quanto aos meus risos... Ah! Que fiquem para a imaginação dos leitores!&lt;br /&gt;Dentre as ótimas atuações, destaco a de Judith Chemla que me surprendeu!&lt;br /&gt;Não imagino melhor maneira de se fazer a personagem da atendente insegura e sensível feita por ela!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Saí do cinema com vontade de melhorar a autoestima alheia!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Só não posso fazer disso algo tão complicado!! Cartas anônimas nem pensar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_KfAPo1F2Kc/Tm4-yuUnJsI/AAAAAAAAAXQ/oUvXkxk4pyw/s1600/duasmulheresvitorio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-_KfAPo1F2Kc/Tm4-yuUnJsI/AAAAAAAAAXQ/oUvXkxk4pyw/s320/duasmulheresvitorio.jpg" width="297" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O outro filme assistido foi o drama Duas Mulheres com a belíssima Sophia Loren dirigido por Vittorio de Sica.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A obra aborda os efeitos psicológicos causados pela Segunda Guerra Mundial de uma forma profunda que trata de passar a importância de cada ser em sua existência e dor, passando de maneira clara que estamos longe de merecermos a frieza das estatísticas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A perda forçada da inocência de uma menina que se vê não simplesmente diante do mundo, mas inserida nele como vítima que sofre sem ter cometido crime algum...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A força da mãe que jorra de um canto da alma desconhecido em muitos momentos até a situação de horror...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O arrependimento da mãe por ter batido na filha em um momento de desespero...&amp;nbsp;Esse momento fez com que eu lembrasse de uma cena de Ladrões de Bicicleta. (Escreverei sobre essa obra de arte no próximo post!)&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O que o desespero pode causar? O que o desespero pode nos fazer descobrir?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Somos fortes e vejo na dor a beleza da força que urge do canto desconhecido.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Não se trata simplesmente de um filme que mereça ser visto, mas de um que deva ser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Semana a Todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-4765458062603739549?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/4765458062603739549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=4765458062603739549' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4765458062603739549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4765458062603739549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/09/cada-filme-cada-face.html' title='Cada filme cada face.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0ctkBw4r3og/Tm4_CN7DcHI/AAAAAAAAAXU/4ZP023ow1VA/s72-c/umadocementira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-100978210651701287</id><published>2011-08-29T01:32:00.002-03:00</published><updated>2011-08-29T02:03:40.014-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Que maratona!</title><content type='html'>Para lá e para cá com o meu caderninho...&lt;br /&gt;Um final de semana e quatro espetáculos vistos.&lt;br /&gt;A intenção não é a de compará-los como se tivessem propostas idênticas, mas de simplesmente colocar por escrito as impressões e sensações oriundas de tais experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4JU7aHwMiWY/TlsTYBXfkMI/AAAAAAAAAV0/v4fdfNKUreI/s1600/amorzinho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="230" src="http://4.bp.blogspot.com/-4JU7aHwMiWY/TlsTYBXfkMI/AAAAAAAAAV0/v4fdfNKUreI/s320/amorzinho.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O primeiro visto foi Amorzinho, um Conto de Tchekhov que estará em cartaz até o próximo final de semana no Teatro Glauce Rocha no Centro do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Um conto que por si só não é leve, mas que soube ser passado com leveza ao público.&lt;br /&gt;A história gira em torno de uma mulher que não se sabe mulher quando não está em prol de outrem.&lt;br /&gt;Ela se casa com um homem voltado para o Teatro e a sua vida é repleta de amor não só pelo homem como pelo que ele faz. Ela passa a dizer o que o homem diz.&lt;br /&gt;O homem falece e Olenka de olhos virados para dentro não vê a si própria, mas a solidão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ela questiona: "O que devo fazer?"&lt;br /&gt;O tempo passa e ela se casa com outro homem. O indivíduo da vez trabalha no ramo da venda de madeira. Ela sente sua vida repleta não só de amor pelo homem como pelo que o homem faz. Os seus discursos não falam mais sobre espetáculos. Ela fala sobre madeira. Ela sonha com madeira. Ela se torna essa mulher e em um determinado momento ela chega a dizer que trabalha tanto com o marido que não tem tempo para gastar indo ao teatro.&lt;br /&gt;O homem da madeira falece. Ela questiona: "O que devo fazer?"&lt;br /&gt;Ocorre que Olenka se envolve com o veterinário que era seu amigo.&lt;br /&gt;Entretanto, este não falece.&lt;br /&gt;Ele, ao contrário dos outros, não suporta vê-la reproduzindo os seus discursos, o que o faz ir embora, sem que ela perceba o real motivo da separação.&lt;br /&gt;A vida de Olenka se torna vazia. "Seus pensamentos e coração estavam tão desertos como o seu pátio."&lt;br /&gt;Ela tornou-se uma mulher infeliz, pois sua felicidade sempre era descoberta em outrem, como um tesouro que não é próprio.&lt;br /&gt;"E como é pavoroso não ter opinião."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Olenka, o amorzinho, não se deixava desenvolver como um ser, mas como uma repetição daquele que se tornava o seu amorzinho.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O tempo se passou... a mulher envelheceu...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A história ganha um desfecho inesperado no que diz respeito aos fatos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;É surpreendente não simplesmente o que ocorre de novo, mas a forma criativa pela qual o passado se repete. Não direi o final...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AcEJ27AqKxI/TlsToaKP-FI/AAAAAAAAAV4/qYmI_UX5gfI/s1600/outsidee.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="190" src="http://2.bp.blogspot.com/-AcEJ27AqKxI/TlsToaKP-FI/AAAAAAAAAV4/qYmI_UX5gfI/s320/outsidee.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O segundo espetáculo visto foi o musical noir Outside, feito com base em um poema escrito pelo músico David Bowie. O musical estará em cartaz até o próximo final de semana no Espaço Tom Jobim no Jardim Botânico.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Trata-se da história de Norma Jean, uma adolescente que se deixa ser assassinada para que seu corpo depois de morto seja considerado uma obra de arte devido a forma como foi morta. Um inspetor de crimes de arte da galeria Peggy Guggenheim é&amp;nbsp;acordado por um telefonema que o avisa do desaparecimento de Norma.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A partir desse acontecimento, a galeria em questão se volta ao ocorrido, uma vez que passa a ser questionado se um crime pode ser considerado uma obra de arte.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O que me encantou nesse espetáculo foram três fatores: as reflexões propostas, a banda ao vivo e a excelente atuação, que me mostrou na prática o que é profetizado nas aulas de Teatro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Os momentos em que os personagens interagiram com o público me encantaram, pois senti que não era simplesmente testemunha do que se passava, mas cúmplice em alguns instantes, como no das reflexões propostas a respeito do que é se tornar um plágio de si mesma.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;É importante que não nos tornemos um plágio de nós próprios, aprendendo o que a arte de envelhecer nos ensina e aplicando aos nossos novos atos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Trata-se de um espetáculo que critica a sociedade voltada ao culto à imagem, sendo interessante perceber que Norma Jean, o nome da menina da peça que permite sua destruição em &amp;nbsp;prol da arte é o nome que Marilyn Monroe foi registrada ao nascer.&lt;br /&gt;"Toda arte possui em si um potencial subversivo e criminoso." Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3_jM9m5JDRk/TlsUkVR74oI/AAAAAAAAAV8/2Vez3e7LbTs/s1600/grupocorpoo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/-3_jM9m5JDRk/TlsUkVR74oI/AAAAAAAAAV8/2Vez3e7LbTs/s400/grupocorpoo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O terceiro foi o espetáculo do Grupo Corpo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;O espetáculo de dança contemporânea foi dividido em dois atos (o corpo/ sem mim), sendo o segundo o que mais me emocionou.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Assisti sentada na galeria, o que me fez pensar antes do espetáculo que não iria conseguir enxergar tão bem.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O espetáculo foi iniciado e a sensação de ver o palco vermelho por completo e aqueles bailarinos dançando como células de um corpo em sintonia me fez ter a certeza de que o local escolhido não poderia ter sido outro. A dança que mostrava que o corpo ia além de si... O corpo é a extensão da alma, eu senti.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A coreografia do que segue e logo é seguido é tão fenomenal que num instante já não sabia mais quem seguia e quem era seguido. Todos eram guias. Todos eram células encadeadas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A necessidade da individualidade para a composição de um tecido foi a principal mensagem sentida por mim ao contemplar tamanha arte!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Houve um momento em que duas dançarinas dançavam juntas e que o corpo de uma ficou na frente do corpo da outra em uma posição que me fez lembrar do homem vitruviano de Leonardo da Vinci. Um instante apenas e uma lembrança que perdurará.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Os sons... Os corpos... Os corpos "tatuados"... Os movimentos... O som dos pés...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;As cabeças erguidas... As mãos que levavam e traziam...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E o momento que levou lágrimas aos meus olhos... o homem e a mulher dançando embaixo do pano transparente...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Até então sintonia da existência e da importância de todos no cerne social.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A partir de então sintonia "literal" do amor... do amor... do que é ingênuo, puro, inevitável e por isso talvez tão sensual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PksLMnbMgTQ/TlsWaIvQDKI/AAAAAAAAAWA/5cPnMkRByWQ/s1600/contosdeseducao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="170" src="http://2.bp.blogspot.com/-PksLMnbMgTQ/TlsWaIvQDKI/AAAAAAAAAWA/5cPnMkRByWQ/s320/contosdeseducao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O último espetáculo visto foi Contos de Sedução feito pelo Grupo Tapa, inspirado em seis contos de Guy de Maupassant no teatro do Caixa Cultural.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Devaneios e realidade. Como diferir?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Questões relevantes que criticam a hipocrisia social.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A mulher que quer trair o marido com ele próprio. Ela deseja sentir que é a sua amante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O fruto proibido.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;"As intoxicações da relação amorosa."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A dor e a loucura.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O que tem de real na loucura e de louco na realidade?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O espaço em que a peça foi passada é intimista e permite que a platéia se sinta mais próxima à realidade apresentada. Não se trata simplesmente da belle époque.&lt;br /&gt;As questões se repetem, o que torna a peça tão interessante!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Senti na atuação uma aula. Belíssima por sinal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Semana a todos! =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-100978210651701287?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/100978210651701287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=100978210651701287' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/100978210651701287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/100978210651701287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/08/que-maratona.html' title='Que maratona!'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4JU7aHwMiWY/TlsTYBXfkMI/AAAAAAAAAV0/v4fdfNKUreI/s72-c/amorzinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-2696953480356729568</id><published>2011-08-23T01:15:00.005-03:00</published><updated>2011-09-30T02:18:12.374-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Vidas na Vida.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PBt018Dzwu4/TlMpRig1n1I/AAAAAAAAAVI/cv2Ru26G8cE/s1600/dedentroprafora.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-PBt018Dzwu4/TlMpRig1n1I/AAAAAAAAAVI/cv2Ru26G8cE/s320/dedentroprafora.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;"Atores não mentem. Nós é que mentimos quando fingimos ser uma coisa só." Oswaldo Montenegro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Um texto meu sobre o Sobre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Fazer do corpo uma morada acolhedora para a personagem, que nem sempre nos acolhe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Ela já existe. Só precisa ganhar forma. Nós somos forma e conteúdo em prol do servir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Como essa personagem pensa o que ela pensa? Por que ela pensa assim?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Quais os sentimentos calados por conta do seu lado racional?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Quais os sentimentos que surgem em impulsos? Quem ela ama? Quem ela odeia? A quem ela é indiferente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Quando ela passou a amar e a odiar? E quando ela se deu conta disso?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;O que ela faz em razão do que sente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;O que ela faz em resposta a quem a rodeia? Onde ela mora? Em que tempo da história?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Qual a sua classe social? Quais os seus medos? Quais são os desejos que ganham asas? Quais são os reprimidos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Qual a sua idade? Como foi a sua infância? Como ela imagina a sua velhice? Ela já sabe do que se trata?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Como ela caminha? Como ela sorri?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Como ela chora? Como ela gargalha? Como ela dança? Ela chega a dançar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Seus passos são longos ou curtos? Leves ou pesados? Seu olhar é doce, amargo, salgado, cítrico ou apimentado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Seus movimentos carregam que visão de mundo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Qual o mundo carregado pelos ombros a serem vestidos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Quais as roupas que ela usa? Quais os objetos que a representam?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Quais as manias que percorrem o dia a dia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Quais os momentos mais latentes em sua memória?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;Qual o objetivo de falar o que fala? Qual o objetivo de deixar de falar o que poderia ser dito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&amp;nbsp;O que ela nunca diria? O nunca existe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;As personagens são incógnitas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Não as decifro completamente, como também não me decifro por inteiro. Seria audacioso afirmar o contrário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Estudo. Acredito que posso compreender boa parte que me permite vivenciar o que elas são.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;O amor não parece nascer da compreensão exata e inteira daquele que é amado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;A cada segundo de vida transformadora, transformamos também o que somos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Posso dizer que as amo. Sou profundamente grata a elas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Independentemente do que sejam elas sempre me acrescentam.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;As personagens não existem somente nas histórias contadas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Antes de as cortinas se abrirem e após os aplausos cessarem elas continuam vivas e diferentes em cada corpo que se prestar a servi-las.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;O que elas comem? O que elas comem por prazer e o que comem por necessidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Quais os sonhos que elas não acreditam? O que fez seus gritos serem roucos ou estridentes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Elas cantam? Quais as músicas?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Quais são os seus segredos?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;O que elas dizem querendo dizer exatamente o oposto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Quando elas são irônicas? Elas o são?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Como é a família delas? Como são aqueles que elas realmente consideram como familiares?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Qual a cor que melhor as decifra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Em quem elas pensam antes de dormir?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;Quais os silêncios que traçaram o rumo das suas vidas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/F_UfjPynAfw" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-2696953480356729568?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/2696953480356729568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=2696953480356729568' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2696953480356729568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2696953480356729568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/08/vidas-na-vida.html' title='Vidas na Vida.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PBt018Dzwu4/TlMpRig1n1I/AAAAAAAAAVI/cv2Ru26G8cE/s72-c/dedentroprafora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-344127626013431375</id><published>2011-07-22T03:20:00.013-03:00</published><updated>2011-09-12T13:29:16.918-03:00</updated><title type='text'>Por que não?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Um texto que escrevi dado ao fato de amar rir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Por que não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/SPBBuBXQNiY/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SPBBuBXQNiY&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/SPBBuBXQNiY&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Dramas geralmente são interessantes. &lt;br /&gt;Dramas levam a reflexões, que se bem administradas levam às atitudes promissoras. Entretanto, tenho percebido um fenômeno que ganha grandes proporções: o culto ao drama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;Algumas pessoas que se consideram intelectuais pensam ser mais inteligente o indivíduo que se dedica e respira o drama do que o outro que busca atenuar os dramas reais que toda existência já atrela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;Acaba-se discutindo a questão por horas a fio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Autores consagrados são exaltados! Filmes consagrados são colocados em cena! Cada "intelectual" na sua luta por se destacar mais do que os outros. As comédias ficam no canto da sala. Algumas são lembradas. Algumas de humor mordaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A maioria é rotulada como besterol e por conseqüência como fator de inutilidade à sociedade e puro elemento do capitalismo selvagem que busca o retorno financeiro excessivamente lucrativo em vez da educação do&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;s seres que formam o recinto social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É fato que peças de teatro, programas de televisão e filmes abarrotados de piadas de mau gosto pipocam não somente nas platéias afora como nos sofás de demasiados lares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Dizem: “O povo gosta de bobeirol.” A conclusão decorre dos altos níveis de audiência no que diz respeito ao assunto. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sendo os níveis tão altos é interessante para o mercado que haja investimento no que parece ser tão aclamado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O investimento se mantém. Aumenta. O ciclo continua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Programas educativos deveriam ser alvo de investimento. &lt;br /&gt;A lógica do mercado responde, por outro lado, que não sendo a audiência desses programas tão alta não há sentido em priorizá-los. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A resposta parece fazer sentido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém, sendo o povo brasileiro, em sua maioria, um povo que luta arduamente pelo pão de cada dia e que sofre por não ter garantido na prática o que a teoria das leis constitucionais garante é compreensível que esse procure rechear suas horas de descanso com programas que levem ao riso, seja esse considerado inteligente ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Considerando o baixo investimento em programas educativos, uma vez que esses não são interessantes para o governo por levarem um ser pensante a pensar, transformando uma potencial vítima em potencial célula de revolução, tais programas acabam por ser muitas vezes desinteressantes para a maioria, que se sã opta por rir, nos poucos momentos de descanso, em vez de descobrir a forma como um urso polar devora sua caça (vulgo exemplo).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É fácil para os intelectuais de sapatos de couro de jacaré criticar negativamente os que sofrem os pesares dos cadarços apertados. &lt;br /&gt;É fácil que rotulem a extrema necessidade do riso como falta de inteligência e bom gosto. &lt;br /&gt;É fácil e por alguma razão curiosa alimenta a vaidade dos ególatras de plantão. &lt;br /&gt;Sentem-se superiores!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não faço apologia ao uso vão da arte. Acredito que o fato de uma obra ser hilária não significa que deva ter associação com a falta de conteúdo significativo, tendo em vista que as comédias são dramas colocados por ângulos distintos, que se bem posicionados podem causar reflexões essenciais assim como as obras de cunho dramático. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Penso ser importante o investimento na arte que leva mais do que conteúdo propriamente dito, mas interrogações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém, o cérebro às vezes está cansado e sendo a maior máquina para a produção de grandes atitudes, é necessário que descanse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É necessário para a produção de endorfina, nosso “analgésico natural”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É necessário, inclusive, para o aumento do número e da qualidade das células NK, que são responsáveis por destruir determinados vírus e até mesmo células cancerígenas!!! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Que cada um se permita assistir um bobeirol de vez em quando, por mais fascinante que seja assistir um drama fundamentado em questões de fundo psicológico e uma comédia de humor fino e mordaz!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Estimular o culto ao drama não significa estimular a evolução social, pois da mesma forma que a felicidade plena sem um fator que a intrigue não produz solidariedade, a tristeza profunda sem um fator que a ofereça esperança leva o ser ao abismo de pensamentos negativos, o que dificulta que desenvolva atitudes positivas, uma vez que a escuridão total&amp;nbsp;faz com que esse se sinta impotente, não um ser em constante processo de construção da sociedade em que vive.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-344127626013431375?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/344127626013431375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=344127626013431375' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/344127626013431375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/344127626013431375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/07/por-que-nao.html' title='Por que não?'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-1905650689150929290</id><published>2011-07-06T01:42:00.004-03:00</published><updated>2011-07-07T13:28:58.057-03:00</updated><title type='text'>A Invídia.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lhrtwpM-MAM/ThPnw4YUdII/AAAAAAAAAUc/0BNMtwd0-2w/s1600/pimentaa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-lhrtwpM-MAM/ThPnw4YUdII/AAAAAAAAAUc/0BNMtwd0-2w/s1600/pimentaa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Uma de minhas poesias.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A Invídia.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Cada qual uma beleza.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Cada qual em suas inspirações e aspirações...  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Cada qual, suas proezas e tormentos&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Com seus olhares e silêncios...&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Cada qual com seus movimentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Havia admiração.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Estrelas a brilhar no céu.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Uma se sabia bela.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Outra tentava se convencer.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Uma possuía gostos de tempos.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Outra tentava se apetecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Uma era a forma e conteúdo que a outra queria ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A cada movimento para brilhar outro brilho,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O brilho próprio se exauria.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Eram duas fontes de luz,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas só uma se sabia.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A outra virando lua.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Brilhando um brilho que não era seu.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Copiava as coreografias &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Dos raios da estrela de Zeus.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Sentia-se bela mostrando aos céus&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Sua nova forma de brilhar.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Engrandecida.&lt;br /&gt;Maior que estrelas quaisquer!&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Brilhava brilho refletido.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Todos os discursos e palavras, textos teatrais.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Era a lua dos cenários de palco&lt;br /&gt;Que cabia nos barcos do cais!&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-1905650689150929290?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/1905650689150929290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=1905650689150929290' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1905650689150929290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1905650689150929290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/07/invidia.html' title='A Invídia.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-lhrtwpM-MAM/ThPnw4YUdII/AAAAAAAAAUc/0BNMtwd0-2w/s72-c/pimentaa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-2483672406655704461</id><published>2011-06-30T20:52:00.010-03:00</published><updated>2011-06-30T22:07:36.961-03:00</updated><title type='text'>O simples simplesmente.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gNo95WX8FjQ/Tg0Lg-mXb3I/AAAAAAAAAUU/CUg4hMsntBE/s1600/abacaxis.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="233" src="http://1.bp.blogspot.com/-gNo95WX8FjQ/Tg0Lg-mXb3I/AAAAAAAAAUU/CUg4hMsntBE/s400/abacaxis.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;Acabo de comprar um descascador de abacaxi.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Não se trata de um descascador qualquer. Ele foi inclusive batizado!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Seu nome é "Cascaxi". Pasmem! Por R$5,90 podemos descascar qualquer abacaxi, sendo maduro ou verde, grande ou pequeno... Enfim, qualquer um!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Essa informação não me parece de extrema utilidade, embora achar tal relíquia tenha me feito sentir por um instante algo bem curioso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Estava olhando as prateleiras de artigos de cozinha quando me deparei com ele: o cortador de abacaxi!! Foi uma surpresa tão grande como se eu tivesse descoberto um atalho que fosse me levar em segundos a um lugar que demoraria horas para chegar...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Esse encontro repentino me levou à lembrança da última vez que cortei abacaxi.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Além de tê-lo desperdiçado, posso dizer que a sensação da faca destruidora de abacaxi passando rente a mão que o segura não é das sensações mais agradáveis...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Lembrei também que tinha abacaxi em casa e fui procurar o hortelã para que tudo ficasse perfeito.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Não encontrei o hortelã, mas quem sabe eu não o encontre no fundo de uma das gavetas da geladeira?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A questão é que meu dia recebeu um novo sabor depois de tal acontecimento.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Antes eu não estava infeliz, mas depois eu percebi o quanto era feliz.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A felicidade de lembrar de um sabor....&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A felicidade de perceber a própria felicidade, que de forma alguma está disponível no final de um caminho árduo de lutas e conquistas, mas no meio do caminho, entre os sabores mais diversos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E se eu não encontrar o hortelã para que tudo fique perfeito? Não importa.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Talvez o hortelã se torne ainda mais saboroso num outro dia, quando sentir o seu gosto não seja o acessório para a perfeição, mas o sabor principal, de forma que eu necessite sentir o seu sabor puro, sem abacaxi algum.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A perfeição não está na perfeição. Se tudo fosse perfeito... seria tão fácil descascar o abacaxi, sendo literal ou não... &lt;br /&gt;&amp;nbsp;Penso que a perfeição tiraria as nossas sensações de surpresa que nos transportam para a infância. E como algo seria perfeito sem a surpresa?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Como ser perfeito ainda tendo as surpresas se a própria surpresa já depende de um fator de imperfeição?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Um brinde ao cítrico necessário!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Voilà!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9iMmutrWEko/Tg0X4-3E_UI/AAAAAAAAAUY/JIxvPGR4xgw/s1600/cascaxiii.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-9iMmutrWEko/Tg0X4-3E_UI/AAAAAAAAAUY/JIxvPGR4xgw/s1600/cascaxiii.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-2483672406655704461?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/2483672406655704461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=2483672406655704461' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2483672406655704461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2483672406655704461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/06/o-simples-simplesmente.html' title='O simples simplesmente.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gNo95WX8FjQ/Tg0Lg-mXb3I/AAAAAAAAAUU/CUg4hMsntBE/s72-c/abacaxis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-5842589591212781235</id><published>2011-06-17T02:42:00.010-03:00</published><updated>2011-06-17T03:21:10.955-03:00</updated><title type='text'>Ruborizando. . .  Palavrinhas?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XhLThltzrak/TfrpMckIkPI/AAAAAAAAAUM/HZLTy4mRKuU/s1600/vinhotinto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-XhLThltzrak/TfrpMckIkPI/AAAAAAAAAUM/HZLTy4mRKuU/s320/vinhotinto.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Na crônica de Verissimo publicada no O Globo de ontem está escrito:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;E as pessoas ruborizavam! Ninguém mais ruboriza.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;No Brasil, há uns bons 50 anos não se tem notícia de que alguém tenha ruborizado."&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Escrevi uma poesia inspirada na minha sensação de quando ruborizo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Notifico, portanto, que ainda existe alguém nesse país que torna o verbo no infinitivo passível de conjugação!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A arte de ruborizar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ruboriza-se por vergonha,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas por vergonha boa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Como uma espécie de vinho tinto a molhar os lábios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sente-se o ardor da carne&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Antes mesmo de ser possível visualizar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Um pouco de atenção ao corpo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;E nota-se que está a denunciar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não se sabe o que&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nem se saberá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A menos que os olhos, deflagrando invisíveis pontes,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Tratem de devanear.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nem sempre pelo mesmo,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nem em iguais circunstâncias,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Há de corar a face.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não existe fórmula.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não há caminho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Veias passam a ser cálice.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Talhadas taças de vinho!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-5842589591212781235?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/5842589591212781235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=5842589591212781235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5842589591212781235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5842589591212781235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/06/ruborizando-palavrinhas.html' title='Ruborizando. . .  Palavrinhas?'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XhLThltzrak/TfrpMckIkPI/AAAAAAAAAUM/HZLTy4mRKuU/s72-c/vinhotinto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-8362172110644350051</id><published>2011-06-09T01:42:00.001-03:00</published><updated>2011-06-09T01:56:23.562-03:00</updated><title type='text'>Somente uma questão de olhar e Ver. ;)</title><content type='html'>O ditado é clichê. A história mais ainda.(Penso até que seja o texto mais clichê que já escrevi!) &lt;br /&gt;A evolução ocorrerá no dia que o espanto final for tão clichê o quanto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga disse a outra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele não me deu valor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é uma questão de dar, mas de reconhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela reparou o seu equívoco e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso! Ele não reconheceu o meu valor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra, desejando incitar o óbvio, perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que reconheceria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela discorreu sem economias e sem exageros acerca de si mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra, com O espanto dos olhos arregalados fez A indagação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O erro é do porco ou de quem lhe deu as pérolas?!?!?!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o diálogo, um longo silêncio se perpetuou entre elas.&lt;br /&gt;Não se tratava mais de duas amigas apenas, mas de dois seres que passaram a se comunicar, sobretudo, na ausência das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem hipocrisias. Sem vestimentas. Na nudez essencial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-8362172110644350051?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/8362172110644350051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=8362172110644350051' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8362172110644350051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8362172110644350051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/06/somente-uma-questao-de-olhar-e-ver.html' title='Somente uma questão de olhar e Ver. ;)'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-3934024437672791679</id><published>2011-05-30T01:44:00.000-03:00</published><updated>2011-05-30T01:44:44.371-03:00</updated><title type='text'>Uma de minhas poesias.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CNYq_K1_eoQ/TeMgqWTYeKI/AAAAAAAAAUE/TCpYYEqamEE/s1600/passarinhos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="250" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-CNYq_K1_eoQ/TeMgqWTYeKI/AAAAAAAAAUE/TCpYYEqamEE/s400/passarinhos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não assisti o filme Crepúsculo, mas hoje escutei essa música que faz parte da sua trilha sonora. Essa música guiou uma poesia que mora dentro de mim para o papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/ShxZgm8zxbw" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui ela está:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que chamo de eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar o céu e conseguir enxergar o quão pequena sou diante de toda a natureza que me cerca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar o céu e perceber que a admiração à estrela independe de ela ainda estar viva ou não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar a estrela e perceber o quão breve é essa vida que chamo de minha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que a estrela admirada está morta. E o que importa? O que é estar morta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando-a sinto seu brilho em cada poro que exala os sentimentos que chamo de meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fazê-la ainda mais viva? Como acreditar que esteja morta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutar uma música e sentir vibrações tão fortes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu não fosse capaz de escutá-la? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que forma sente o surdo o mesmo que sinto em cada som escutado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que forma sente o cego o mesmo que sinto em cada estrela refletida em minhas retinas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que forma sente o paralítico o mesmo que sinto quando ponho os pés a dançar sem coreografia ditada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não penso, nem conseguiria acreditar que eles não sentem o mesmo que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que sentimos o mesmo, por vias diferentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emoção existe. Ela não dorme. Nós é que dormimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes acordamos diante do ímpeto de sentir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamos que a emoção nos invadiu, quando na realidade ela já estava lá, junto a nossa capacidade de. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que é a realidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que acreditar que não sinto a mesma emoção do pássaro ao alçar vôos aos mais coloridos lugares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por não ter asas, responderiam os realistas. Mas o que é a realidade? Seria ela uma e a dos realistas outra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de mim mora um céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas cores são aquelas que não enxergo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas estrelas as almas dos meus antepassados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de mim mora um céu que tem uma árvore que flutua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa árvore moram os ninhos, que são os sonhos meus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascem os frutos que são as emoções fugazes. Que nascem. Que alimentam. E que caem ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dentro de mim não há um chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de mim elas nascem, alimentam e ficam a dançar no vento, como sementes de um fogo que vezes queima, vezes esfria, vezes deixa até de ser reconhecido como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de mim moram pássaros que seguem seus destinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles dançam. Amam. E voam pelo simples prazer de voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de mim moram pássaros que me acariciam ao bater as asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E embora, não sejam minhas essas asas de cores desconhecidas, é dentro de mim que elas voam sem limites, mesmo tendo o corpo atrelado à sua condição de existência a limitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de mim há alma. Ou mesmo almas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonoras, mas incontáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa estranha e desconhecida terra do que chamo de eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-3934024437672791679?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/3934024437672791679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=3934024437672791679' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3934024437672791679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3934024437672791679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/05/uma-de-minhas-poesias.html' title='Uma de minhas poesias.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-CNYq_K1_eoQ/TeMgqWTYeKI/AAAAAAAAAUE/TCpYYEqamEE/s72-c/passarinhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-943826083400168254</id><published>2011-05-18T02:08:00.018-03:00</published><updated>2011-05-20T02:39:05.559-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Shirley Valentine</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-A1RcZXdElI8/TdNbdXsKjLI/AAAAAAAAAT8/sy2jfqaJpVE/s1600/shirley.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="268" src="http://1.bp.blogspot.com/-A1RcZXdElI8/TdNbdXsKjLI/AAAAAAAAAT8/sy2jfqaJpVE/s400/shirley.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Duas horas. O tempo que eu tinha. Nessa brecha uma conversa com um amigo. Disse a ele que estava indo ao CCBB assistir uma exposição. Ele me falou que havia assistido Shirley Valentine e do quanto gostou e disse que infelizmente a peça já havia saído de cartaz.&lt;br /&gt;Segui meu caminho. Chegando ao CCBB, resolvi pegar o folheto com a programação. Qual a primeira imagem que vi? Exatamente a de Shirley Valentine! Ali dizia que era o último final de semana da peça. Fui até o guichê e havia poucos lugares na platéia. Comprei meu ingresso por R$5,00. &lt;br /&gt;Fui em direção a exposição da Laurie Anderson e quando voltei com a idéia de chamar uma pessoa para assistir a peça comigo, descobri que os ingressos tinham se esgotado num intervalo curto de tempo. &lt;br /&gt;Um pensamento passou voando pela minha mente, algo como: "Deve ser para eu assistir essa peça sozinha." Algo como uma intuição...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não simplesmente uma peça bem humorada. Trata-se de uma peça na qual o texto é significativo inclusive nas partes bem humoradas. Uma peça que nos faz rir e pensar sobre o que nos fez rir. &lt;br /&gt;Grandes questões dentro dos convites feitos ao riso! Questões que se abordadas de forma distinta poderiam levar à tristeza, mas que são introduzidas de forma sutil a convidar à leveza necessária para a mensagem do todo. &lt;br /&gt;Shirley, uma mulher casada, mãe de dois filhos já criados. &lt;br /&gt;Shirley, uma mulher que se sente só. &lt;br /&gt;Shirley, uma mulher que se deixou arraigada no canto encardido da parede da sala para não atrapalhar as partes mais alvas do recinto. &lt;br /&gt;A história de Shirley Valentine interpretada por Betty Faria foi encantadora! &lt;br /&gt;Havia Shirley em Betty em todos os momentos. Havia Shirley em Betty não só no caminhar, não só na forma de trabalhar o texto, não só nos olhos, como inclusive na maneira pela qual cortava as batatas. A maneira que Betty, ou melhor, Shirley as manuseava deixava naquelas batatas a intenção de cada palavra, em seus diferentes tons.&lt;br /&gt;Shirley, uma mulher casada que se dedica integralmente ao marido. Essa ganha de sua amiga a passagem de ida e volta para fazer uma viagem a Grécia de duas semanas, que era um grande desejo seu. &lt;br /&gt;Entretanto, Shirley inicia seu discurso sozinha na cozinha enquanto prepara o jantar de seu marido dizendo que não iria a Grécia por não querer deixá-lo sozinho. Uma viagem de duas semanas apenas! &lt;br /&gt;Uma simbologia que mostra o quanto muitas mulheres deixam seus sonhos irem sozinhos num barco até os oceanos mais distantes renunciando a oportunidade de acompanhá-los. &lt;br /&gt;Os sonhos naufragam sem seus sonhadores, mas as oportunidades não. Como li uma vez em algum lugar do qual não me recordo: "Uma oportunidade nunca é perdida. Há sempre alguém que a encontre."&lt;br /&gt;Houve um momento que Shirley me fez lembrar muito dessa frase lida e de um texto que escrevi sobre o porquê de eu ver a oportunidade como uma peninha. Esse texto é o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia li “Uma oportunidade nunca é perdida, alguém sempre vai aproveitar as que você perdeu.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns esperam a oportunidade para aproveitarem as oportunidades. Não sabem eles nada de peninhas lindas e coloridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo uma linda pena voando. Posso não fazer nada e (por sorte, acreditam alguns) ser surpreendida com ela na minha mão. De tão surpresa, acabar só olhando e sendo vítima, de repente, de um vento mais forte pronto a levá-la de mim. Não há nada que eu possa fazer, a pena voou e seu destino será nas mãos de um outro, seja daquele que tomar uma atitude quando ela, por acaso, cair como caiu em mim, seja daquele que a vir dançando nas nuvens e a perseguir até alcançá-la, independentemente do esforço necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim a oportunidade é uma peninha. Mas não uma qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://nathaliareina.blogspot.com/2009/10/levinha.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me desse texto que escrevi no momento quando Shirley disse que existia um lugar reservado para ela, mas percebendo que ela não chegava, esse lugar foi dado a outra pessoa...a alguém mais jovem que soubesse falar a língua da vida.&lt;br /&gt;Shirley conversava com a parede, sua companheira que não evitava mostrá-la a todo o tempo que sua companhia era simplesmente a tradução da solidão existente. &lt;br /&gt;Enquanto divagava, lembrou-se de quando ainda namorava o seu marido. Ela se lembrou de quando os dois ainda não tinham ido morar naquela casa...do dia que pintaram as paredes a fim de preparar o futuro lar...&lt;br /&gt;Ela se lembrou de como aquelas paredes foram importantes, de como as paredes foram tradução da união de ambos e de como se transformaram na obra morta viva da desunião.&lt;br /&gt;Dentre suas histórias, Shirley nos contou que após o dia inteiro preparando o jantar de seu marido, sujeito colocado acima da viagem que tanto sonhava, esse teve a capacidade de chegar em casa e desdenhar da comida feita. &lt;br /&gt;É importante deixar claro que um dos argumentos que Shirley utilizou para tentar convencer a si própria de não aceitar as passagens foi o argumento pautado na preocupação voltada para a alimentação de Jorge! "Como Jorge comerá? O que Jorge comerá?"&lt;br /&gt;Este, outro dado de extrema simbologia ao meu ver. O motivo da preocupação desdenhado pelo próprio sujeito que era tido como protegido! Ele desdenhou as batatas e desdenhando as batatas desdenhava Shirley. Ela "desdenhou" a viagem à Grécia e "desdenhando" a viagem à Grécia, desdenhava a si mesma.&lt;br /&gt;Por não ter se permitido a cegueira total, Shirley resolve viajar. &lt;br /&gt;Outro dado importante se mostra na maneira pela qual resolve fazê-lo. &lt;br /&gt;A decisão tomada é a de viajar escondida. &lt;br /&gt;Apenas sua filha toma conhecimento. &lt;br /&gt;Ela diz resolver viajar sozinha por saber que se contasse ao marido, esse a convenceria a não ir. Interessante pensar que mesmo sendo portadora de todos os argumentos para tomar uma determinada atitude, essa tem conhecimento de que outra pessoa é capaz de fazê-la deixar de tomar a atitude pretendida por meio do convencimento. Interessante perceber como Shirley conhece a si própria e a sua fraqueza. Não concordo que pudesse ser convencimento. &lt;br /&gt;Shirley poderia ser persuadida.&lt;br /&gt;Interessante observar que mesmo sendo portadora de todos os argumentos que a convenceram, ainda assim era portadora do medo de ser persuadida a fazer o contrário do desejado.&lt;br /&gt;Ela conta para a filha apenas pelo fato de a filha ter ido ao seu apartamento dizer que havia decidido passar um tempo tanto com ela quanto com Jorge.&lt;br /&gt;A filha não só não a deu apoio, como disse que a mãe era ridícula e que viajar naquela idade com outra mulher era "pouca vergonha"! Logo a filha que era lésbica e morava com outra mulher...&lt;br /&gt;Importante alusão à hipocrisia da sociedade, que é na maior parte das vezes reflexo dos núcleos familiares que a forma. Ou seriam os núcleos familiares reflexo da sociedade?&lt;br /&gt;Penso que ambos se influenciam, sendo a família um núcleo social de ensinamento dos valores a serem utilizados na sociedade externa, no mundo que suga se não se souber nadar. &lt;br /&gt;Há um momento que Shirley lembra de sua vizinha Luci, vizinha essa que me fez lembrar de Dona Matilde de Nelson Rodrigues em O Beijo no Asfalto. &lt;br /&gt;Shirley disse: "Se você tem um resfriado, ela tem logo uma pneumonia!" &lt;br /&gt;Percebe-se que o texto também se preocupa em fazer referência ao sentimento de necessidade de superioridade. Quem não conhece alguém assim? Se é dito que se foi a uma praia muito bonita, a pessoa logo diz que a sua praia era mais bonita...e assim por diante... E o que importa? &lt;br /&gt;E o que de fato importa?&lt;br /&gt;O que dizer da cena que Shirley está arrumada e de malas prontas? &lt;br /&gt;Foi lindo especialmente o momento em que ela se virou de costas para o público e ficou de frente para um espelho que distorcia a imagem ao seu favor! Ela ali diante do espelho olhando a si própria e vendo a si própria como maior do que era! &lt;br /&gt;Vendo, ao meu ver, a realidade de si própria, o que era por dentro, além da imagem, além da altura, além de tudo o que se pode chamar de físico!&lt;br /&gt;Ela disse: "Naquele momento eu era eu. O telhado já não parecia alto. Eu poderia pular de um arranha céu! Eu não vou permitir que o medo me impeça de viver!"&lt;br /&gt;Era bonita a forma como ela deixava o nome de casada de lado e passava a se referir a si própria com o seu nome original: Shirley Valentine.&lt;br /&gt;Penso que sejamos alguém independentemente do nosso nome. Já li teorias que defendem que o nome influencia na personalidade. Será? Será que influencia tanto? &lt;br /&gt;Penso que se a pessoa tiver horror ao nome pode acabar desenvolvendo um quadro de insegurança. &lt;br /&gt;E se o nome for considerado comum? Há diferença entre um nome comum e outro na formação da personalidade?&lt;br /&gt;Penso, inclusive, que não sejamos todas as nossas atitudes. &lt;br /&gt;Como poderíamos ser resumidos a um grupo de atitudes se somos uma infinidade de atitudes, pensamentos, sentimentos...?&lt;br /&gt;Como poderíamos ser um nome? Soa engraçada a pergunta: "Quem você é?" &lt;br /&gt;Ainda mais engraçada a resposta: "Sou Nathália." &lt;br /&gt;Amo tanto escrever que não saberia viver longe das palavras! &lt;br /&gt;Elas dão forma ao que sinto, mas o que sinto é infinitamente vasto ao ponto de não ter forma.&lt;br /&gt;A palavra limita. Nosso sentimento é ilimitado. &lt;br /&gt;Dentro de cada letra, por cima de cada uma, por baixo e por fora, voando longe ou mesmo pertinho...paira a sombra deixada pela alma em cada voz de sentimento cantado, em cada voz de sentimento calado que se descobre quando se tenta pronunciá-lo ou quando se tenta, inclusive, pronunciar a sua inexistência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a Shirley... &lt;br /&gt;Shirley viaja à Grécia com a sua amiga. &lt;br /&gt;Entretanto, fica sozinha nos primeiros dias de viagem, uma vez que sua amiga resolve passar esses dias com um homem que conhece no avião. &lt;br /&gt;Mais uma vez a introdução de um tema importante! Shirley divaga sobre o quanto uma mulher sozinha gera incômodo! Conta a situação dos seus dias de jantar a companhia de si mesma. &lt;br /&gt;Conta como era olhada! Conta, inclusive, que um casal chegou a convidá-la para jantar e que no momento que aceitou o convite, movida pela pressão, o restaurante voltou a ficar calmo, retornando ao fluxo normal das conversas que o abrigavam...&lt;br /&gt;Ela disse: "Todo mundo olha! Como se fosse motivo de pena..."&lt;br /&gt;Mulher sozinha num bar de restaurante de Hotel a noite gera pena e preconceito. Por quê?&lt;br /&gt;Uma mulher pode conquistar uma carreira de sucesso, pode criar filhos com valores éticos mesmo no meio de uma sociedade que deturpa o que é a ética na prática, pode chegar a lugares inimagináveis, mas não pode simplesmente gostar da própria companhia ao ponto de querer ir a um restaurante sozinha? Comer é um prazer tão individual... &lt;br /&gt;Ser é um prazer tão individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa viagem Shirley conhece Nico e descobre o que é o prazer sexual com ele. &lt;br /&gt;Ela, porém, descobre que não se apaixonou por ele, mas por si própria. &lt;br /&gt;Ela descobre que a entrega foi realmente feita a si mesma. &lt;br /&gt;Ela decide ficar na Grécia e diz a Nico que não quer nada, somente um emprego em seu restaurante. Ela diz que não se apaixonou por ele, mas por si própria... &lt;br /&gt;O finalzinho? Deixo no ar para que descubram quando a peça ficar novamente em cartaz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensinamento mais marcante de todos para o mim foi o de quando ela disse algo que remetia a seguinte idéia: Um dia se percebe que não se tem 20, 40, 60 anos...Um dia se percebe que se está viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de rever algumas imagens da peça nesse vídeo e perceber que o reflexo do espelho é igual ao tamanho real de Shirley... &lt;br /&gt;A minha memória guardou que o reflexo era maior... &lt;br /&gt;Acabei de sentir uma sensação especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/Tn0MWb0AICc" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/dxeDdFw6RB0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-943826083400168254?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/943826083400168254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=943826083400168254' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/943826083400168254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/943826083400168254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/05/shirley-valentine.html' title='Shirley Valentine'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-A1RcZXdElI8/TdNbdXsKjLI/AAAAAAAAAT8/sy2jfqaJpVE/s72-c/shirley.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-8215963807831956808</id><published>2011-04-30T01:51:00.010-03:00</published><updated>2011-04-30T03:18:38.830-03:00</updated><title type='text'>"Fernando Pessoa, Plural como o Universo."</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-f58NQXxmZro/TbuVRROdZ3I/AAAAAAAAAT0/0A0Z3K3vnfk/s1600/fernandopessoa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-f58NQXxmZro/TbuVRROdZ3I/AAAAAAAAAT0/0A0Z3K3vnfk/s400/fernandopessoa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fernando Pessoa criança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia duas horas e meia entre um compromisso e outro. &lt;br /&gt;Havia também o desejo de assistir a exposição de Fernando Pessoa nos Correios. &lt;br /&gt;Pensei que fossem suficientes, mas terei que retornar para terminar de assisti-la, ou melhor tragá-la. &lt;br /&gt;Todos os espaços me agradaram, mas a primeira sala com painéis que mudavam de trecho conforme o movimento pareceu mágica para mim. A sensação era a de que eu era uma fada que em apenas um gesto fazia surgir uma poesia de outra. &lt;br /&gt;Heterônimos de Fernando Pessoa por painéis e mais painéis mágicos. &lt;br /&gt;De repente, quando me vi diante do painel de Bernardo Soares pude me surpreender com o fato de que um dos poucos trechos do Livro do Desassossego escolhido foi o que mais me chamou a atenção na época em que o li. &lt;br /&gt;O trecho estava lá fazendo-me reviver sensações, dentre as tantas que estava tendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir — é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mochila estava pesada demais. Os nichos onde ficavam os painéis convidativos demais! &lt;br /&gt;Resolvi sentar. Sentei e fiquei admirando as palavras. &lt;br /&gt;Admirando o som de quando se transformavam em outras. &lt;br /&gt;O som de quando sentia essa transformação dentro de mim, dentro das palavras sem forma que carrego.&lt;br /&gt;Foram tantos os trechos que anotei...alguns de primeiro encontro, outros de reencontro, mas todos especiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para ser grande, sê inteiro: nada &lt;br /&gt;Teu exagera ou exclui. &lt;br /&gt;Sê todo em cada coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Põe quanto és &lt;br /&gt;No mínimo que fazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim em cada lago a lua toda &lt;br /&gt;Brilha, porque alta vive."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ricardo Reis)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem por aí para que sejamos um pouco do que somos em tudo que fizermos. &lt;br /&gt;Ricardo Reis nos diz para que sejamos a completude do nosso ser no mínimo que fizermos. &lt;br /&gt;Não é mais valioso?&lt;br /&gt;Penso que sim, pois sinto que em cada detalhe transpiro a alma por completo, que é completa, embora não haja um limite definidor de forma. &lt;br /&gt;Que não façamos economia de nós próprios! Que cada flor tocada por nossas mãos sinta todo o calor do corpo que começa muito antes dos pés e "termina" muito depois da cabeça. &lt;br /&gt;Ou melhor, as aspas não são suficientes, pois não termina nem "termina". &lt;br /&gt;O calor se dissipa, mas não cessa. Não o calor da alma! Ele pode até se depositar dentro de uma flor, mas continuará em pingos mágicos pela terra que a abriga, pela água que a alimenta.&lt;br /&gt;Ah! O lago pode até ter duas gotas, mas para uma formiguinha que gotas dignas de passeio de barco...!&lt;br /&gt;Ah! E essa formiguinha verá o reflexo da lua bem ali...onde para nós não passa de duas gotículas de orvalho... &lt;br /&gt;Até no orvalho a lua brilha!&lt;br /&gt;Dentro de nós, inclusive. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Alberto Caeiro também me fez sentir a sensação de quando se come uma sobremesa diferente junto com alguém, que por alguma razão que se desconhece, também não havia provado dela ainda. &lt;br /&gt;A sensação de quando se olha nos olhos da pessoa e se sabe que a sensação sentida a respeito daquele doce é a mesma, embora só se possa sentir com o próprio corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Meu Olhar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O meu olhar é nítido como um girassol. &lt;br /&gt;Tenho o costume de andar pelas estradas &lt;br /&gt;Olhando para a direita e para a esquerda, &lt;br /&gt;E de, vez em quando olhando para trás... &lt;br /&gt;E o que vejo a cada momento &lt;br /&gt;É aquilo que nunca antes eu tinha visto, &lt;br /&gt;E eu sei dar por isso muito bem... &lt;br /&gt;Sei ter o pasmo essencial &lt;br /&gt;Que tem uma criança se, ao nascer, &lt;br /&gt;Reparasse que nascera deveras... &lt;br /&gt;Sinto-me nascido a cada momento &lt;br /&gt;Para a eterna novidade do Mundo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio no mundo como num malmequer, &lt;br /&gt;Porque o vejo. Mas não penso nele &lt;br /&gt;Porque pensar é não compreender ... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mundo não se fez para pensarmos nele &lt;br /&gt;(Pensar é estar doente dos olhos) &lt;br /&gt;Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... &lt;br /&gt;Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, &lt;br /&gt;Mas porque a amo, e amo-a por isso, &lt;br /&gt;Porque quem ama nunca sabe o que ama &lt;br /&gt;Nem sabe por que ama, nem o que é amar ... &lt;br /&gt;Amar é a eterna inocência, &lt;br /&gt;E a única inocência não pensar..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Alberto Caeiro em "O Guardador de Rebanhos")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muito me senti atraída pelo pensamento do Barão de Teive, em "A Educação do Estóico",uma vez que entendo por característica primordial e inerente a todo intelectual o ato contínuo de refletir sobre o que o cerca e de questionar os padrões aos quais a sociedade o submete a obedecer a fim de que seja aceito. &lt;br /&gt;Sendo, portanto, um homem que tem como característica básica o colocar pontos de interrogação onde a maioria do rebanho já atribuiu o ponto final, como condizer com os pontos de fim de questão quando se parece, em diversas vezes, muito mais sensato dar-lhe continuidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barão de Teive ( A Educação do Estoico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há maior tragédia do que a igual intensidade, na mesma alma ou no mesmo homem, do sentimento intelectual e do sentimento moral. Para que um homem possa ser distintivamente e absolutamente moral, tem que ser um pouco estúpido. Para que um homem possa ser absolutamente intelectual, tem que ser um pouco imoral. Não sei que jogo ou ironia das coisas condena o homem à impossibilidade desta dualidade em grande. Por meu mal, ela dá-se em mim. Assim, por ter duas virtudes, nunca pude fazer nada de mim. Não foi o excesso de uma qualidade, mas o excesso de duas, que me matou para a vida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram muitos os trechos que anotei. Poderia citar mais, mas é tão boa a surpresa da surpresa que deixo a dica aos leitores do blog. Não percam! &lt;br /&gt;Não deixem de ler as revistas expostas no segundo espaço! &lt;br /&gt;É lindo o que Pessoa escreveu na Revista Athena pela morte de seu amigo Mário de Sá Carneiro!&lt;br /&gt;Boa Semana a todos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exposição "Fernando Pessoa, Plural como o Universo." até 22/5/2011&lt;br /&gt;Visitação: de terça a domingo, das 12h às 19h (entrada franca)&lt;br /&gt;Local: CENTRO CULTURAL CORREIOS: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro, Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vídeos tão emocionantes...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/gWI1gs0dJYk" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/lDXtskH298k" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/4XJMoBq7fNQ" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/Ym2VMBS0rv0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/k7EQO3sA6Ls" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-8215963807831956808?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/8215963807831956808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=8215963807831956808' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8215963807831956808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8215963807831956808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/04/fernando-pessoa-plural-como-o-universo.html' title='&quot;Fernando Pessoa, Plural como o Universo.&quot;'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-f58NQXxmZro/TbuVRROdZ3I/AAAAAAAAAT0/0A0Z3K3vnfk/s72-c/fernandopessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-4714337342384222380</id><published>2011-04-18T00:00:00.009-03:00</published><updated>2011-04-18T03:12:59.077-03:00</updated><title type='text'>Sussurrada.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bRZfSvQUInk/TavJcFPDqwI/AAAAAAAAATs/rWDRD63_brE/s1600/intui%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="296" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-bRZfSvQUInk/TavJcFPDqwI/AAAAAAAAATs/rWDRD63_brE/s400/intui%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira alguma necessito convencer alguém da existência de Deus ou de uma força superior, seja lá o que esse termo incumbir como significado, ou melhor, significados. &lt;br /&gt;Entretanto, de uns tempos para cá fiquei mais atenta ao meu redor. Não atenta como quem busca apenas. Atenta como quem sabe e se permite. &lt;br /&gt;Intuições não devem ser postas de lado como quem coloca um pensamento que de nada vale. (até mesmo porque todo pensamento tem algum valor, mesmo que seja a descoberta de que o sentido se encontra na sua antítese, é necessário que ele exista. Todo pensamento insensato é acompanhado do sensato como em uma moeda e basta que se consiga enxergar para perceber que todas elas têm dois lados. Pode-se até ter essa percepção sem que se consiga enxergar, basta o tato!)&lt;br /&gt;Intuições também não devem ser confundidas com receios existentes. Ah sim! É muito comum alguém falar que teve uma intuição de que algo daria errado quando um medo exacerbado já era existente em relação a determinada questão. &lt;br /&gt;Intuições para mim são como pensamentos fora das palavras que vem à mente como um sussurro de outrem. &lt;br /&gt;E pensem o que pensar, eu não subestimo a força das minhas intuições colocando-as no subnível das coincidências. &lt;br /&gt;Elas são sussurros de anjos e quando tento explicar para mim o que se passou por dentro, elas são destrinchadas em frases passíveis de entendimento, mesmo que a princípio possam parecer desconexas.&lt;br /&gt;Um dos motivos de as pessoas perderem a crença na força superior, que acredito reger o nosso Universo, é pautado na alegação de que para as perguntas feitas não são dadas respostas. &lt;br /&gt;Ocorre que a comunicação depende do emissor, receptor, canal, código, referente e finalmente, mensagem! &lt;br /&gt;Como é de se perceber, de nada adianta um emissor se o receptor não se propuser a compreender o código utilizado por seu mensageiro!&lt;br /&gt;Sinto que o Universo se comunica a todo o tempo conosco. &lt;br /&gt;Sinto também que quanto mais me disponho a sentir o que me cerca, ainda mais sinto a mim. (mais ainda sinto a vida, que não me pertence, mas a qual pertenço.)&lt;br /&gt;Observar o que está por dentro do que já é profundo sem necessidade originada da extrema angústia por achar uma resposta, acaba, diversas vezes, por nos pegar sutilmente pela mão e nos guiar até ela naturalmente.&lt;br /&gt;Ao contrário, a angústia desenfreada acaba por nos fazer deduzir respostas pautadas, muitas vezes, em premissas advindas da imaginação fértil, isso devido à angustia ser um terreno extremamente fértil para o nascer das premissas ilusórias. &lt;br /&gt;Penso que não exista fórmula certa para que todos conquistem a percepção aguçada e passem a saber diferenciar intuições de vontades ou receios. &lt;br /&gt;Também penso que nem toda angústia seja um instrumento para as premissas ilusórias. &lt;br /&gt;Muitas vezes a angústia nos impulsiona a grandes descobertas e conquistas diárias. &lt;br /&gt;Entretanto, o que penso ser crucial para essa empreitada é a vontade real de evoluir espiritualmente, não entrando no mérito de acreditar ou não em espíritos de fato. &lt;br /&gt;Dessa vontade nasce a percepção dos pequenos detalhes ao nosso redor que apontam para detalhes despercebidos dentro de nós próprios. &lt;br /&gt;Dessa percepção nasce o prazer de se entender um pouco que seja sobre o sentido do desenrolar da vida, sentido esse tão abstrato e por isso mesmo, tão concreto tantas vezes!&lt;br /&gt;Desse prazer nasce o desejo de contagiar aqueles que estão ao redor para que deixem de existir apenas a fim de que vivam realmente, no mundo em que uma flor não é simplesmente uma flor. &lt;br /&gt;Ou seja, no mundo real. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espíritos de fato. Seríamos nós? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/6Mnj0tDilQ8" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-4714337342384222380?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/4714337342384222380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=4714337342384222380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4714337342384222380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4714337342384222380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/04/sussurrada.html' title='Sussurrada.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bRZfSvQUInk/TavJcFPDqwI/AAAAAAAAATs/rWDRD63_brE/s72-c/intui%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-7438290317476222220</id><published>2011-04-13T00:59:00.001-03:00</published><updated>2011-04-13T01:03:06.055-03:00</updated><title type='text'>Abstrato?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-joptR747z2o/TaUeZDiJebI/AAAAAAAAATk/8R9KHLwdZRM/s1600/borboletaa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-joptR747z2o/TaUeZDiJebI/AAAAAAAAATk/8R9KHLwdZRM/s400/borboletaa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nos comprometamos com aquilo que realmente pudermos dar conta, não simplesmente dar conta, mas realmente dar conta.&lt;br /&gt;Que não deixemos que o que nos comprometemos por prazer se torne um sacrifício para nós, tornando tensa a nossa musculatura, que por sua vez é apenas um reflexo da forma que encaramos a vida.&lt;br /&gt;Que façamos sempre uma análise das nossas escolhas, de forma que percebamos que nessa balança o que tem realmente peso é aquilo que não podemos de maneira alguma abrir mão. &lt;br /&gt;No final, a única razão para as nossas atividades, para cada movimento na vida, para cada compromisso firmado é a nossa felicidade. Parece óbvio, clichê de forma até mesmo enjoativa. &lt;br /&gt;Mas será que isso que é tão clichê é realmente o clichê, na prática, em nossas vidas? &lt;br /&gt;Campanha por passos menos apressados, por olhos mais atentos ao redor, por vidas que se permitam a sensibilidade, que exige tempo para que seja aperfeiçoada...&lt;br /&gt;Campanha por conversas mais calmas, menos exigentes, menos atropeladas! Campanha por respostas mais delicadas, por gentilezas diárias...&lt;br /&gt;Campanha por uma sociedade saudável, uma vez que muitas das doenças que desenvolvemos se trata de uma escolha feita, considerando que o estresse auxilia o desenvolvimento de muitas delas.&lt;br /&gt;Campanha por menos exigências. Por mais amor ao belo, à natureza, às folhas que balançam enquanto olhos e mais olhos só se curvam na direção do relógio. &lt;br /&gt;É uma questão de saber olhar e ver. Uma questão de ver e enxergar.&lt;br /&gt;Que prioridades sejam realmente dignas de serem prioridades e que no final do dever cumprido, olhemos para trás e sintamos o alívio de termos realmente feito de forma bem feita aquilo em que acreditamos. &lt;br /&gt;Que pressa alguma se torne tão urgente que nos impossibilite de sentir a urgência da vida. Pois, a urgência da vida não nos permite ignorar as paisagens ao redor como se fôssemos parte externa da natureza. A urgência da vida não nos permite deixar de olhar para o céu a fim de acompanhar o vôo de um pássaro e a forma que esse luta batendo suas asas para que enfim possa planar pelo céu sem tanto esforço. &lt;br /&gt;A urgência da vida não nos permite que sintamos urgência com o que não é realmente digno de. &lt;br /&gt;Pois, um dia a vida se esvai e o que nos mantém de pé, de queixo paralelo ao chão e de coração flutuante é muitas vezes aquilo que insistimos em chamar de abstrato.&lt;br /&gt;Saber olhar e ver...&lt;br /&gt;Saber ver e enxergar... a concretude do "abstrato".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa semana a todos! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/sXmWAOIWg3w" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-7438290317476222220?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/7438290317476222220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=7438290317476222220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7438290317476222220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7438290317476222220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/04/nao-para-nao.html' title='Abstrato?'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-joptR747z2o/TaUeZDiJebI/AAAAAAAAATk/8R9KHLwdZRM/s72-c/borboletaa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-2640624978810259564</id><published>2011-04-06T00:50:00.007-03:00</published><updated>2011-04-06T01:17:13.425-03:00</updated><title type='text'>Entre um pão e outro.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lwNCkP5Kg9s/TZvjRR4HvkI/AAAAAAAAATc/FrqFGi368LE/s1600/correndodinheiro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-lwNCkP5Kg9s/TZvjRR4HvkI/AAAAAAAAATc/FrqFGi368LE/s400/correndodinheiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e minha amiga estávamos estudando quando resolvemos fazer um lanche na cozinha, algo bem simples, pão com requeijão. &lt;br /&gt;Começamos a fazer indagações como é de costume. Nossa conversa acabou tomando o rumo que nos levou a questionar sobre o homem mais rico de um país. &lt;br /&gt;Será que ele senta na cozinha de casa com um amigo companheiro como é essa minha amiga para mim para saborear pão com requeijão ou seja lá o que for... caviar, talvez?&lt;br /&gt;Todos os dias ele vai trabalhar. Todos os dias ele se preocupa em continuar sendo o mais rico do país. Será que ele conhece todos os países do mundo? Será que ele se dá ao luxo de ir visitar os lugares mais exóticos que o nosso planeta abriga? Será que ele sabe o nome de todas as capitais do país que mora? Será que ele ajuda como poderia? Será que o travesseiro cheira bem?&lt;br /&gt;Estávamos nessa discussão quando lembrei do texto Os Sonacirema de Horace Minner. Esse texto nos coloca diante da questão da normalidade x loucura. O que nos parece tão normal nos parece tão estranho somente ao se modificar o nome da "tribo" e de se colocar em metáforas as realidades existentes. &lt;br /&gt;Há algo de ainda mais louco em ser um dos homens mais ricos do mundo e continuar acordando cedo para ser ainda mais rico em vez de simplesmente aproveitar a vida de outra maneira? &lt;br /&gt;Considerando que se pode morrer de repente e que se tem dinheiro para viver sem se preocupar com dinheiro, como ainda se preocupar em ser mais rico? &lt;br /&gt;Como julgar sensato ocupar o cérebro com essa questão podendo se dedicar a aprender todas as línguas possíveis, todos os lugares possíveis, todas as danças e artes possíveis, todos os livros possíveis, todas as músicas possíveis antes de chegar o dia final? &lt;br /&gt;(O único dia realmente certo em nossas vidas.)&lt;br /&gt;Como se tornar ainda mais rico pode ser um prazer que se sobrepõe aos outros prazeres citados acima ao ponto de uma pessoa continuar se dedicando a isso?&lt;br /&gt;Um minuto de vida é tão valioso e tendo em mãos a oportunidade de realmente escolher o que fazer com todos os minutos da vida é estranho para mim que alguém faça escolha tão peculiar!&lt;br /&gt;Será por vaidade? Ambição? &lt;br /&gt;Muitos minutos da vida desse homem são trocados por números nas contas bancárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, para mim, os minutos sempre são trocados. É uma questão de responsabilidade. &lt;br /&gt;E a vida, uma questão de urgência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Semana a todos! =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-2640624978810259564?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/2640624978810259564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=2640624978810259564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2640624978810259564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2640624978810259564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/04/entre-um-pao-e-outro.html' title='Entre um pão e outro.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-lwNCkP5Kg9s/TZvjRR4HvkI/AAAAAAAAATc/FrqFGi368LE/s72-c/correndodinheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-8308882204527572579</id><published>2011-03-29T20:25:00.005-03:00</published><updated>2011-04-14T00:46:14.577-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Insubstituível.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VlfCIdRXni4/TZJpFTYnJkI/AAAAAAAAATU/Bpk9A4cuM4U/s1600/mascaras-teatro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="305" src="http://1.bp.blogspot.com/-VlfCIdRXni4/TZJpFTYnJkI/AAAAAAAAATU/Bpk9A4cuM4U/s400/mascaras-teatro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aulas de Teatro fazem parte de mim. &lt;br /&gt;As sensações que sinto nas aulas de Teatro são insubstituíveis assim como as que sinto quando olho o mar, sinto o perfume de uma flor que me é dada, brinco com uma criança, escrevo...&lt;br /&gt;Não saber explicá-la me angustia, mas tentarei. &lt;br /&gt;As aulas de Teatro me fazem sentir que estou num mundo a parte por descobrir o que esse mundo que é o próprio corpo é capaz de me fazer sentir. Nunca girou em tanta harmonia!&lt;br /&gt;Busco no fundo do ser as minhas manifestações corporais! Mergulho. Passo a ter consciência profunda do poder de sentir que tenho, inclusive pelas limitações. Sinto a existência. &lt;br /&gt;Sinto a energia que emana do grupo e me sinto uma célula de um tecido poderoso! &lt;br /&gt;Sou um feixe de luz! Sou um ser!&lt;br /&gt;Sou um ser capaz de sentir e de fazer sentir as emoções que me inspiram! &lt;br /&gt;Sou um ser voltado para a arte, que não é apenas uma forma de representar a vida, mas um meio de aprimorar as sensações que ela pode nos causar. &lt;br /&gt;A arte nos faz sentir com toda a nossa capacidade de sentimento. &lt;br /&gt;A arte não nos permite a entrega parcial. A arte faz de nós um corpo que vibra! &lt;br /&gt;Que pulsa! Que vive! &lt;br /&gt;Para fazer arte é necessário que se deixe do lado de fora da sala não só os preconceitos, como as hipocrisias, os comodismos, as inseguranças, o egocentrismo, os medos.&lt;br /&gt;Não digo que os sentimentos negativos não inspirem também a arte. Inspiram e muito! &lt;br /&gt;Afinal, fazem parte do que é o ser em sua totalidade. &lt;br /&gt;Porém, para que permitamos que eles se transformem em arte é crucial que exista em nós o desejo e a atitude de deixá-los do lado de fora. &lt;br /&gt;Só depois de deixá-los lá, podemos entrar, fechar a porta e fazer barulho. &lt;br /&gt;Fazer barulho mesmo no silêncio, que nunca, em hipótese alguma, é para mim um silêncio vazio. &lt;br /&gt;E quando saímos para voltar para casa, a energia é tão fascinante que acaba por se deixar do lado de fora mesmo tudo aquilo de negativo que por algum motivo deixamos um dia que entrasse em nós. &lt;br /&gt;Deixamos do lado de fora da sala, do palco, do corpo, da alma o que nos atrapalha como célula de um tecido, de um órgão, de um corpo que visa o pleno funcionamento de suas funções! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só eu sei o brilho que senti inundar meus olhos quando ouvi essa música e o que ele disse no início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/WDq_ewUxds4" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-8308882204527572579?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/8308882204527572579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=8308882204527572579' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8308882204527572579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8308882204527572579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/03/insubstituivel.html' title='Insubstituível.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VlfCIdRXni4/TZJpFTYnJkI/AAAAAAAAATU/Bpk9A4cuM4U/s72-c/mascaras-teatro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-2700313437921471288</id><published>2011-03-26T20:19:00.001-03:00</published><updated>2011-03-27T17:34:08.062-03:00</updated><title type='text'>Escher</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MI9Gxj20ROQ/TY50cWY6PEI/AAAAAAAAATM/hM9Zb9yYILU/s1600/escher.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="346" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-MI9Gxj20ROQ/TY50cWY6PEI/AAAAAAAAATM/hM9Zb9yYILU/s400/escher.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã é o último dia da exposição do Escher no CCBB!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escher causa uma emoção diferente. Escher causa a emoção do espanto, da surpresa, da descoberta não só da obra e das diferentes formas de vê-la como da descoberta de nós próprios. &lt;br /&gt;Por meio de suas obras fascinantes, ele nos leva a refletir acerca das perspectivas da vida e dos diferentes ângulos que estão a nosso alcance para que vejamos não só desenhos como situações de diversas maneiras. &lt;br /&gt;Escher me levou a questionar o porquê de uma pessoa ver primeiro em um desenho uma imagem e outra pessoa ver outra em vez da mesma. O que nos faz ver primeiro o anjo ou o monstro? Haveria alguma ligação do nosso estado de espírito ou do nosso inconsciente com o que vemos primeiro? Seria a nossa primeira impressão uma pista para que nos compreendamos mais profundamente?&lt;br /&gt;Em uma sala pequena e escura e de poucas cadeiras um filme sobre o artista. Um filme que dizia que suas obras não eram líricas nem poéticas, mas cerebrais. Não discordo. Porém, como Escher mesmo disse "A matemática e a poesia têm a mesma raiz."&lt;br /&gt;Aquilo que é cerebral me levou a reflexões racionais, portanto, também consideradas cerebrais que me levaram por consequência a uma satisfação tamanha por notar a capacidade que reside em mim de olhar e ver. E ver de novo. E ver mais profundamente. E ver diferente!&lt;br /&gt;O que é cerebral acabou por me levar ao emocional, mostrando-me que não só a raiz é a mesma como a ponta da folha residida no galho mais alto, naquele que por pouco não agarra o céu. Naquele que entende a independência do céu e que se restringe a beijá-lo de leve, mas que mesmo assim não deixa com que o beijo perca o sabor. Não agarrá-lo não torna essa folhinha infeliz. Ela beija o céu. Nós beijamos. &lt;br /&gt;Não deixem de ir a essa exposição amanhã, que posso adjetivar de diversas maneiras, mas que jamais poderei explicar com a mesma intensidade a intensidade do fascínio ao qual ela transporta.  Escher afirmou a incapacidade do homem de expressar a intensidade da mesma maneira sentida. Fazendo parte desse Universo, eu não haveria de ser diferente. &lt;br /&gt;Mas isso não me restringe. Isso me faz ainda mais intensa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-2700313437921471288?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/2700313437921471288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=2700313437921471288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2700313437921471288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2700313437921471288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/03/escher.html' title='Escher'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MI9Gxj20ROQ/TY50cWY6PEI/AAAAAAAAATM/hM9Zb9yYILU/s72-c/escher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-4670330829679733385</id><published>2011-03-23T13:14:00.011-03:00</published><updated>2011-03-26T01:38:44.130-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Feliz por Saber! =)</title><content type='html'>Essa postagem é para expressar o quanto fiquei feliz por ter tido conhecimento de que Arlindo Lopes achou em site de pesquisa a crítica que fiz a Ensina-me a Viver nesse blog e por ter recebido dele um comentário tão lindo acerca do que sentiu lendo o que escrevi sobre o seu trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://nathaliareina.blogspot.com/2008/09/uma-lio-aqui-ali-e-acol.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje revivi essa satisfação, pois recebi um novo recado dele que me avisava que a minha crítica foi considerada relevante dentro de um Universo de muitas que já foram feitas e foi uma das escolhidas para ser colocada no site que divulga o espetáculo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.primeirapaginaproducoes.com.br/espetaculos/ensina_me/clipping.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que as críticas que faço nunca deixem de transmitir a emoção que sinto! São feitas tanto para que eu compreenda as emoções que me invadem quanto para que transmita o que corre dentro das veias, que por vezes parecem trascender o limite do corpo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-v9c55zkrCQM/TY1tykrb20I/AAAAAAAAATE/eVA4TABZve0/s1600/print.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="388" src="http://1.bp.blogspot.com/-v9c55zkrCQM/TY1tykrb20I/AAAAAAAAATE/eVA4TABZve0/s400/print.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-4670330829679733385?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/4670330829679733385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=4670330829679733385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4670330829679733385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4670330829679733385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/03/bom-saber.html' title='Feliz por Saber! =)'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-v9c55zkrCQM/TY1tykrb20I/AAAAAAAAATE/eVA4TABZve0/s72-c/print.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-225123181799039531</id><published>2011-03-22T19:39:00.003-03:00</published><updated>2011-09-01T03:13:44.839-03:00</updated><title type='text'>Há meia hora. Agora. Amanhã.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yi3H9ySakSo/TYksc4jRSEI/AAAAAAAAASk/fNyn7y1ENpI/s1600/maodepedinte.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="234" src="http://4.bp.blogspot.com/-yi3H9ySakSo/TYksc4jRSEI/AAAAAAAAASk/fNyn7y1ENpI/s320/maodepedinte.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem Demagogias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um tempo atrás estava andando na rua quando um jovem me pediu para que comprasse balas para ele vender. Ele me falou que era de outro lugar do Brasil do qual não me recordo e que queria juntar dinheiro para voltar para lá. Ele também me disse que furtaram as suas coisas enquanto ele dormia. Fui comprar as balas, mas quando voltei ele não estava mais lá. &lt;br /&gt;Provavelmente ele deve ter pensado que eu era mais uma que falava:"vou ali comprar e já volto..." e não voltava nunca. &lt;br /&gt;Talvez por esse motivo, por essa descrença, por esse cansaço tenha resolvido sair daquele local que o remetia a espera angustiante, por mais rápida que possa soar no bater dos relógios. &lt;br /&gt;Pois, por mais estranho que se possa parecer para alguns, todos nós temos uma área de nossa mente que é responsável por nos remeter a algum lugar e por consequência à sensação gerada, tenhamos casa ou não. Tenhamos ponto de referência ou não, ainda teremos ponto de referência.&lt;br /&gt;Aquele rapaz ficou na minha memória como poucos, porque eu realmente acreditei nele e foi frustrante não poder ajudá-lo, mesmo que essa ajuda não fosse significativa para que ele de fato alçasse vôo para a sua cidade da memória. &lt;br /&gt;Hoje, há cerca de meia hora, estava voltando para o aconchego do lar quando escutei um mendigo tossir de maneira angustiante. Eu olhei para ele, pois era preciso olhar. Sempre é.&lt;br /&gt;Era ele. Eu quase não acreditei nos olhos. Era ele que por decisão resolvi olhar, por mais pesar que aquele olhar fosse me causar e "atrapalhar" o curso da minha programação diária. &lt;br /&gt;Era preciso olhar. Sempre é.&lt;br /&gt;Ele me pediu para que comprasse algo para ele comer e quando me prontifiquei a isso, ele, que viu que teria a minha ajuda disse que preferiria que eu comprasse dois sacos de bala para ele vender. Eu disse que iria comprar e ele insistiu para ir comigo. Eu lembrava dele.&lt;br /&gt;Eu sabia que era o mesmo. E eu não senti medo. &lt;br /&gt;Fui embora, mas quando cheguei em casa resolvi voltar para levar algo para ele comer. &lt;br /&gt;A idéia de ele ter preferido os sacos de bala para vender à comida era impressionante, pois vendendo cada balinha ao preço normal de cada balinha e contando com a benevolência das pessoas, que não olhavam para ele, ele demoraria para juntar dinheiro para comprar algo para comer. Mas mesmo assim, ele o preferiu. &lt;br /&gt;Voltei. Dei a ele algo para comer. E fiquei pensando. Pensando...pensando...pensando...&lt;br /&gt;Lembrei da grande quantidade de pessoas que se nega a ajudar. Lembrei dos argumentos dessas pessoas. Lembrei que essas pessoas dizem que pagam um lanche, mas não dão dinheiro vivo na mão dos pedintes. Como pagam um lanche se não olham sequer para o lado? Se a mesma tosse fosse num banco ou num mercado ou numa sala de espera do dentista, essas pessoas olhariam. Mas não.&lt;br /&gt;Um dos argumentos mais fortes é de que esses pedintes têm tamanho e capacidade para trabalhar e que pedir dinheiro é um comodismo. &lt;br /&gt;Agora eu pergunto a essas pessoas: você costuma empregar ou indicar pedintes para um determinado ofício? &lt;br /&gt;Você conhece alguém que daria essa chance a um deles? &lt;br /&gt;Você perde um minuto do seu tempo a fim de escutar uma história olhando nos olhos de quem pede a você apenas um prato de comida? &lt;br /&gt;Se você estivesse com fome até quando você ainda pediria a comida? &lt;br /&gt;Até quando você aguentaria ouvir "não" quando fosse tentar mudar de vida ou quando só pedisse algo para comer?&lt;br /&gt;A bebida alcoólica atenua a sensação de frio. Até quando resistiria a ela dormindo nas ruas, sentindo o vento dançar como canivete nas suas costas? &lt;br /&gt;Ele me disse: as pessoas não me dão atenção. &lt;br /&gt;Ele me disse: Dormi e roubaram meu chinelo. &lt;br /&gt;Ele é uma vítima do furto, do roubo, da violência, como nós.&lt;br /&gt;Porém, Ele é uma vítima da pior violência. &lt;br /&gt;Ele é vítima da violência dos olhos que não se viram, dos queixos que não se abaixam. &lt;br /&gt;Ele é a vítima de um silêncio que insiste em ser silêncio enquanto ele geme de dor, de fome, de tristeza, de raiva, de SEDE. &lt;br /&gt;Ele é vítima do silêncio que só se transforma em som quando é para ser repreendido. Pelo quê?&lt;br /&gt;Pela simples atitude de existir, resistir, sobreviver. &lt;br /&gt;Ele é uma vítima do suicídio não cometido. Vítima do assassinato de todos os dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos o quê?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-225123181799039531?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/225123181799039531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=225123181799039531' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/225123181799039531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/225123181799039531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/03/hoje.html' title='Há meia hora. Agora. Amanhã.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yi3H9ySakSo/TYksc4jRSEI/AAAAAAAAASk/fNyn7y1ENpI/s72-c/maodepedinte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-2943076676188012936</id><published>2011-03-21T01:14:00.000-03:00</published><updated>2011-03-21T01:14:47.222-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Cópia Fiel</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xiFaMSRlwFU/TYbAaiOKyvI/AAAAAAAAASc/z3Qy71975fI/s1600/copia%2Bfiel.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="218" src="http://1.bp.blogspot.com/-xiFaMSRlwFU/TYbAaiOKyvI/AAAAAAAAASc/z3Qy71975fI/s320/copia%2Bfiel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;  Penso que valha a pena indicar o filme em cartaz "Cópia Fiel" dirigido pelo iraniano Abbas Kiarostami, mesmo que também tenha algumas críticas não tão positivas a fazer. &lt;br /&gt;  O filme se baseia na questão da originalidade versus cópia e no que isso implica, não somente no que diz respeito às obras de arte, mas também e sobretudo, no que tange às relações humanas. &lt;br /&gt;  James, o escritor de um livro que defende as cópias baseado no argumento de que as cópias só confirmam o valor do que é original e em outros argumentos conhece Elle, que busca conhecê-lo melhor em razão do seu interesse pelo lido em seu livro.&lt;br /&gt;  Eles têm um encontro que acaba por tomar um rumo original, seguido a partir do momento que eles estão em um café e que ele a deixa sozinha por um momento em razão de uma ligação telefônica. Sozinha, Elle trava uma conversa com a senhora do estabelecimento e não só deixa que essa senhora pense que ela é casada com James como acaba por criar uma história falsa, cópia da realidade de muitos casais. &lt;br /&gt; James não hesita e assume o papel de marido de Elle, o que acaba por gerar discussões entre os dois como se eles realmente fossem companheiros e sofressem dos mesmos problemas que a maioria dos casais juntos há anos, como é o caso da história criada, reclamam sofrer. &lt;br /&gt; A idéia de mostrar ao público que a obra original já é uma cópia da realidade e que a cópia da cópia, por essa razão, não era tão inferior a obra original em si é interessante, pois assim como James diz que a pintura original da Mona Lisa não é senão uma cópia da pessoa pintada e que inclusive seu sorriso pode ter sido dado em razão de um pedido de Leonardo da Vinci, o filme não deixa de trazer reflexões e indagações mesmo que seja uma encenação dentro de outra.&lt;br /&gt; A "realidade" é a de que James e Elle não são casados. Porém, se essa fosse a "realidade" o filme não deixaria de ser uma cópia da realidade de tantos casais. Abordagem criativa de Abbas Kiarostami. &lt;br /&gt; Entretanto, considero que uma vez posta em prática a idéia interessante, essa deveria ter sim se desenrolado em algumas questões que envolvem grande parte dos casais, mas não deveria ter tido a duração que teve, pois penso que o tempo dedicado às discussões do casal acabou por tornar o filme um pouco monótono, pois a película em questão tinha diante de si um grande desafio por conta dessa idéia original ter sido posta em prática: o desafio de não tornar o filme monótono para o espectador, uma vez que esse já sabia que James e Elle estavam encenando, razão pela qual torna-se difícil sentir emoção. &lt;br /&gt; É por esse motivo, que acaba por tornar difícil a emoção, que considero que a "farsa" deveria ter durado menos tempo e que ao contrário do ocorrido, o desfecho dado deveria ser em relação a uma história de James e Elle, após pararem de "fingir" para que pudessem, enfim, construir uma história não tão real assim, mas capaz de assegurar maior catarse ao espectador. &lt;br /&gt; O filme também acaba por transmitir uma boa idéia: aquele que entra em uma farsa acaba por acreditar nela. Considerando que o conceito da realidade é extremamente difuso, é importante que vivamos de acordo com o que realmente, originalmente acreditamos, pois caso venhamos a nos confundir ou mesmo a sofrer, que seja por algo que fosse real para nós, espectadores e viventes.&lt;br /&gt; O que me fez considerar que a partir de um certo momento a monotonia começava a se instalar na película não foi somente a extensão da "farsa", mas também a atuação de William Shimell, que ao contrário da atuação de Juliette Binoche, pareceu-me caricata.&lt;br /&gt; Embora toda cópia seja um pouco caricata, só se pode crer no valor da cópia quando essa, que se propõe a ser fiel a realidade chega o mais próximo dela possível. &lt;br /&gt; Há duas frases, clichês ou não, que instigaram o meu interesse pelo filme desde o início: &lt;br /&gt;"Não é simples ser simples." "Esse é o ideal, mas o ideal não existe."&lt;br /&gt; Considerando que o ideal não existe, posso dizer que vale a pena assistir "Cópia Fiel", pois apesar dos pesares, idéias interessantes acerca do que é estudado pela psicologia, filosofia e pelos estudantes de arte são oferecidas a nós como pipoquinhas tentadoras a qualquer cérebro faminto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Abbas Kiarostami&lt;br /&gt;Roteiro: Abbas Kiarostami&lt;br /&gt;Elenco: Juliette Binoche, William Shimell, Angelo Barbagallo&lt;br /&gt;País de Produção: França/Itália/Irã (2010) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/eqjYRDXPNPE" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-2943076676188012936?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/2943076676188012936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=2943076676188012936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2943076676188012936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2943076676188012936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/03/copia-fiel.html' title='Cópia Fiel'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-xiFaMSRlwFU/TYbAaiOKyvI/AAAAAAAAASc/z3Qy71975fI/s72-c/copia%2Bfiel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-5721759256745807253</id><published>2011-03-13T17:00:00.000-03:00</published><updated>2011-03-13T17:00:29.078-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Os Girassóis da Rússia.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1U7-zp3q-ts/TX0hEHuKPKI/AAAAAAAAASU/3t5qTsYfxgk/s1600/girassois.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="288" width="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-1U7-zp3q-ts/TX0hEHuKPKI/AAAAAAAAASU/3t5qTsYfxgk/s320/girassois.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Está cada vez mais difícil encontrar duplas que contracenem em tanta harmonia como Sophia Loren e Marcello Mastroianni, especialmente em Os Girassóis da Rússia, filme dirigido pelo italiano Vittorio de Sica.&lt;br /&gt; Um filme que me fez pensar não somente sobre o amor, uma vez que narra a história de uma mulher recém casada que faz do seu amor a razão pela qual vive, indo em busca do seu marido, que convocado a se unir às tropas italianas, foi em direção ao calamitoso frio russo.&lt;br /&gt; Ao contrário do que esperava Giovanna, seu marido desaparece. Não conformada, Giovanna resolve ir atrás do seu marido, enfrentando o frio russo. O seu lema é "Ele está vivo."&lt;br /&gt; Porém, ela não supunha que ele poderia estar vivo nas condições que ele estava, que ela viria a descobrir. Ela não supunha que ele havia sido salvo por uma russa em uma situação que estava quase morrendo congelado e que desde o fato passara a viver dedicando-se a ela e a família que formaram.&lt;br /&gt; Enquanto Giovanna entregou a sua felicidade ao objetivo de encontrá-lo, Antonio acaba por formar uma família com a mulher que simplesmente não o deixou morrer ao encontrá-lo. &lt;br /&gt; Enquanto a mulher russa o salva literalmente, Giovanna abandona o seu país para tentar salvá-lo da distância dos dois, para tentar salvá-lo da morte presumida, pois salvá-lo é a sua salvação.&lt;br /&gt; Um filme que não leva apenas a reflexão do que é o amor e do que esse sentimento implica. &lt;br /&gt;Um filme que leva a reflexão acerca das expectativas que criamos e nutrimos, da implantação e superação dos limites invisíveis, mas completamente sentidos. &lt;br /&gt; Um filme que mostra que por mais que as situações não se desenvolvam da forma como esperamos, ainda assim não é a melhor alternativa viver na dúvida do que poderia ter sido caso tivéssemos enfrentado o frio russo de cada qual. Há frios russos que precisam ser enfrentados. &lt;br /&gt; Um filme belíssimo, não somente em relação a história e ao trabalho dos atores, como em relação a fotografia e a trilha sonora. Um filme delicado como as pétalas e forte como os Girassóis que vivem defendendo a vida, retorcendo suas estruturas em busca do sol.&lt;br /&gt; Giovanna, o maior girassol de todos os que se espalham pelos campos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: Os Girassóis da Rússia, de Vittorio De Sica &lt;br /&gt;Título Original: I Girasoli &lt;br /&gt;Direção: Vittorio De Sica &lt;br /&gt;Elenco: Sophia Loren, Marcello Mastroianni, Lyudmila Savelyeva, Galina Andreyeva, Anna Carena, Germano Longo, Nadya Serednichenko, Glauco Onorato &lt;br /&gt;Fotografia: Giuseppe Rotunno&lt;br /&gt;Ano de Produção: 1970 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/bmtrghVo8aM" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-5721759256745807253?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/5721759256745807253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=5721759256745807253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5721759256745807253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5721759256745807253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/03/os-girassois-da-russia.html' title='Os Girassóis da Rússia.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-1U7-zp3q-ts/TX0hEHuKPKI/AAAAAAAAASU/3t5qTsYfxgk/s72-c/girassois.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-7726685956712748408</id><published>2011-03-11T02:51:00.000-03:00</published><updated>2011-03-11T02:51:10.944-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Estudante.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AFZctf8AFvE/TXm2LCFyxaI/AAAAAAAAASM/QkAQfnWByso/s1600/oestudante.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="214" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-AFZctf8AFvE/TXm2LCFyxaI/AAAAAAAAASM/QkAQfnWByso/s320/oestudante.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acabei de assistir o filme mexicano O Estudante e posso garantir que meus níveis de seretonina ainda estão bastante altos, o que não me permite dormir sem que eu escreva sobre ele.&lt;br /&gt;Um filme simples e belíssimo! Um filme que mostra que nunca se está velho para investir num sonho seja ele repentino ou de longa data. Um filme que mostra o quanto se ganha ao se deixar o preconceito de lado e o quanto se ganha ao se dedicar profundamente ao verdadeiro amor, que é generoso e companheiro em vez de possessivo e imediatista. &lt;br /&gt; Um filme que mostra o quanto a vida ganha de leveza ao se aprender a amar sem julgar o outro, mas buscando compreendê-lo e apoiá-lo em seus momentos mais difíceis, que não se tratam apenas de momentos de dor, mas também de momentos em que é preciso força e determinação para que seja dado o passo adiante, o tão desejado passo adiante, pois a coragem para enfrentar os receios que todo sonho traz consigo não é fácil de ser conquistada. &lt;br /&gt; Porém, quando se tem o apoio de um amor verdadeiro torna-se fácil subir e cavalgar o Rocinante como um exímio Dom Quixote de la Mancha!&lt;br /&gt; O filme aborda as questões que envolvem a decisão de um homem de setenta anos, Chano, que resolve frequentar a faculdade a fim de estudar literatura e o que essa decisão acaba por gerar não somente a si próprio como aos outros.&lt;br /&gt; Para quem deseja assistir um filme leve que faça os níveis de seretonina aumentarem, fazendo o coração se aquecer e os olhos umidecerem indico O Estudante. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Título Original: (El Estudiante)&lt;br /&gt;Lançamento: 2009 (México)&lt;br /&gt;Direção:Roberto Girault&lt;br /&gt;Elenco:Jorge Lavat, Jeannine Derbez, Cuauhtémoc Duque, Pablo Cruz Guerrero.&lt;br /&gt;duração: 95 min&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/odYpSDI6N54" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-7726685956712748408?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/7726685956712748408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=7726685956712748408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7726685956712748408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7726685956712748408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/03/o-estudante.html' title='O Estudante.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AFZctf8AFvE/TXm2LCFyxaI/AAAAAAAAASM/QkAQfnWByso/s72-c/oestudante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-7550499504957145347</id><published>2011-03-05T13:12:00.002-03:00</published><updated>2011-03-05T13:26:23.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Escafandro e a Borboleta.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5JQ9AEDST74/TXJgwz48mnI/AAAAAAAAAR8/ybnhGKC2da4/s1600/oescafandroeaborboleta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="212" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-5JQ9AEDST74/TXJgwz48mnI/AAAAAAAAAR8/ybnhGKC2da4/s320/oescafandroeaborboleta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias surgiu, em uma conversa, "O Escafandro e a Borboleta", filme inesquecível que assisti a cerca de dois anos atrás. &lt;br /&gt;O filme conta o que ocorreu com Jean-Dominique Bauby, que era redator chefe da revista Elle, Jean-Dominique Bauby, casado e pai de dois filhos, no momento em que sofreu um acidente no dia 8 de dezembro de 1995, que o acometeu de uma doença rara responsável por toda a sua paralisia corporal, salvo a do olho esquerdo. Não bastasse esse sofrimento, ele continuou lúcido e em nada a sua capacidade de cognição foi afetada. &lt;br /&gt;Jean não só aprendeu a se comunicar por meio da piscada do olho, como escreveu um livro com a ajuda da iluminada fonoaudióloga do hospital, só ditando com o olho as páginas que já havia decorado e feito as devidas correções mentalmente ao longo da noite. &lt;br /&gt;É incrível o método que a fonoaudióloga trabalha, que consiste em começar a dizer as letras do alfabeto por seu maior uso na língua francesa, não por sua ordem correta. Incrível a maneira pela qual ela o trata, com paciência e determinação. Incrível a criatividade para tornar possível a comunicação, cuja falta ferve feito sangue nas veias de quem possui as palavras, os sentimentos, os desejos, mas não consegue expressá-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme que não é simplesmente triste. &lt;br /&gt;Basta dizer que é uma história real. &lt;br /&gt;Um filme que não fala simplesmente de determinação e força. &lt;br /&gt;Basta dizer que é uma história real. &lt;br /&gt;Um filme que não nos permite o marasmo, não nos permite as desculpas que criamos para nos abstermos de grandes lutas, do passo a passo, do processo de conquista que implica seus obstáculos, nem sempre tão fáceis de se vencer. &lt;br /&gt;Um filme que nos deixa diante do paradoxo da nossa fragilidade versus a nossa força, pois nas circunstâncias de maior impotência de Jean, nasceu a maior resistência à sua incapacidade repentina, tornando-o capaz escrever um livro como era de seu desejo. &lt;br /&gt;Quantos planejam um livro e nunca o escrevem? &lt;br /&gt;Não é simplesmente uma história de exemplo. É uma história a ser lembrada sempre que o fantasma do medo, das desculpas convincentes pautadas nos mais sólidos argumentos vier sussurar em nossos ouvidos, tocar nossos objetivos, assoprar os nossos sonhos. &lt;br /&gt;Jean faleceu dez dias após a publicação do seu livro "O Escafandro e a Borboleta", no dia 9 de março de 1997.&lt;br /&gt;O que estávamos fazendo no dia 8 de dezembro de 1995? O que cada um adia hoje que não permite publicar o livro de cada qual ou o que o simbolize em menos de dois anos? Não que o tempo seja crucial, mas impressiona-me como Jean conseguiu escrever e publicar um livro nessas condições em menos de dois anos. &lt;br /&gt;Olhar para os filhos e não conseguir movimentar os dedos para fazer um carinho sequer. Olhar para a mulher e não conseguir abraçá-la. Não conseguir abrir a boca para dizer "eu te amo", não conseguir movimentá-la, sabendo que a voz existe. E sobretudo, os sentimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Trecho por Jean-Dominique Bauby:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por trás da cortina de pano roída pelas traças, uma claridade leitosa anuncia a aproximação da manhã. Doem-me os calcanhares, sinto a cabeça apertada num torno, e todo o meu corpo está encerrado numa espécie de escafandro. O meu quarto sai lentamente da penumbra. Observo pormenorizadamente as fotografias dos meus queridos, os desenhos das crianças, os cartazes, um pequeno ciclista de folha enviado por um camarada na véspera do Paris-Roubaix, e o cavalete que sustenta a cama onde estou incrustado há seis meses como um bernardo-eremita sobre o seu rochedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso de reflectir durante longo tempo para saber onde me encontro e recordar-me de que a minha vida sofreu uma reviravolta naquela sexta-feira, dia 8 de Dezembro do ano passado. Até essa altura, nunca tinha ouvido falar do tronco cerebral. Naquele dia descobri abruptamente essa peça fundamental do nosso computador de bordo, passagem obrigatória entre o cérebro e os terminais nervosos, quando um acidente cardio-vascular me deixou o dito tronco fora do circuito. Antigamente chamava-se-lhe “ligação ao cérebro” e a sua falta provocava muito simplesmente a morte. O progresso das técnicas de reanimação tornou o castigo mais sofisticado. É possível escapar, mas mergulha-se naquilo que a medicina anglo-saxónica baptizou muito justamente com o nome de locked-in-syndrome: paralisado da cabeça aos pés, o paciente fica encerrado dentro de si próprio, com o espírito intacto e os batimentos da pálpebra esquerda como único meio de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, o principal interessado é o último a ser posto ao corrente dessas prerrogativas. Pela minha parte, tive direito a vinte dias de coma e algumas semanas de nevoeiro antes de me aperceber verdadeiramente da extensão dos danos. Só emergi verdadeiramente no fim de Janeiro, neste quarto 119 do Hospital Marítimo de Berck, onde agora penetram os alvores da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma manhã vulgar. As sete horas, o carrilhão da capela recomeça a pontuar a fuga do tempo, de quarto em quarto de hora. Após a trégua da noite, os meus brônquios obstruídos põem-se a roncar ruidosamente. Crispadas sobre o lençol amarelo, as minhas mãos incomodam-me, sem que consiga determinar se estão a arder ou geladas. Para lutar contra o anquilosamente, desencadeio um movimento reflexo de alongamento que faz mover os braços e as pernas alguns milímetros. Tanto basta, por vezes, para aliviar um membro dorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escafandro torna-se menos opressivo e o espírito pode vagabundear. como uma borboleta. Há tanta coisa a fazer. É possível elevar-me no espaço ou no tempo, partir a voar para a Terra do Fogo ou para a corte do rei Midas. É possível ir visitar a mulher amada, deslizar junto dela e acariciar o seu rosto, ainda adormecido. É possível construir castelos no ar, conquistar o Tosão de Ouro, descobrir a Atlântida, realizar os sonhos de criança e os sonhos de adulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta de dispersão. É sobretudo necessário que eu componha o início deste diário de viagem imóvel, para estar pronto quando o enviado do meu editor vier recolher este ditado feito letra a letra. Na minha cabeça, mastigo dez vezes cada frase, corto uma palavra, acrescento um adjectivo, e decoro o meu texto, parágrafo a parágrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete e meia. A enfermeira de serviço interrompe o curso dos meus pensamentos. Segundo um ritual bem ensaiado, corre a cortina, verifica a traqueotomia e o gota-a-gota, e acende a televisão com vista à obtenção de informações. De momento, um desenho animado conta a história do sapo mais rápido do Oeste. E se eu formulasse o voto de ser transformado em sapo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Julian Schnabel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anne Consigny e Max von Sydow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roteiro: Ronald Harwood&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografia: Janusz Kaminski&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edição: Julliete Welfling&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música: Paul Cantelon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gênero: Drama&lt;br /&gt;Duração: 112 min.&lt;br /&gt;Distribuidora: Europa Filmes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Vejam esse trailer e deixem-se mergulhar na última imagem.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/N4yY1yedPEc" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma música que amo e que amo sobretudo a letra, que me permite associá-la ao filme.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/XvyMG0z0FZY" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-7550499504957145347?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/7550499504957145347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=7550499504957145347' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7550499504957145347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7550499504957145347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/03/o-escafandro-e-borboleta.html' title='O Escafandro e a Borboleta.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5JQ9AEDST74/TXJgwz48mnI/AAAAAAAAAR8/ybnhGKC2da4/s72-c/oescafandroeaborboleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-221554462871588300</id><published>2011-02-25T11:45:00.005-03:00</published><updated>2011-02-25T11:50:47.245-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>"A Procura de si mesmo" - O Conto da Ilha Desconhecida - José Saramago</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-eo_TBMqnBc0/TWe_-LLlZPI/AAAAAAAAAR0/mLmpmG06HM0/s1600/thales.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="210" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-eo_TBMqnBc0/TWe_-LLlZPI/AAAAAAAAAR0/mLmpmG06HM0/s320/thales.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um espetáculo que nos remete a mensagem de que não devemos nos contentar com o já desbravado, que nos remete a idéia de que a dose certa de atrevimento é necessária para que se conquiste o que não é fácil de se conquistar. Uma doce certa de atrevimento contra o conformismo.&lt;br /&gt;Um espetáculo que nos faz refletir sobre os barcos que buscamos para conhecer mais do que oceanos, mas o fundo deles dentro de nós próprios. &lt;br /&gt;Um espetáculo que une a beleza do cenário, do figurino, do jogo de iluminação com a beleza do olhar de determinação do homem do barco e da mulher da limpeza. A encenação dos atores que não só aproveitaram o espaço para fazerem o trabalho ao qual foram designados, como para surpreender os espectadores por meio de movimentos em sintonia que convidavam a uma dança poética. &lt;br /&gt;Que cena linda a do homem do barco com o passarinho...&lt;br /&gt;Não deixemos de levantar as velas de nossas embarcações! &lt;br /&gt;Não deixemos de abandonar os castelos em que somos enclausurados para buscar desenvolver nossas aptidões onde nosso coração de uma forma nada comedida nos mostra a direção! &lt;br /&gt;Não deixemos de procurar as nossas ilhas desconhecidas, que por uma intuição ou algo que não se explica, acreditamos firmemente que exista! Sejam as nossas ilhas uma força interna ou uma característica já abandonada não se sabe onde nem quando nem o porquê. (Ou talvez se saiba, mesmo que não se tenha a coragem de dominar o controle do barco a fim de que realmente se saiba.)&lt;br /&gt;Não deixemos de cuidar de nossos passarinhos, de nossas asas, feridas ou não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixem de assistir ao espetáculo em cartaz no Teatro Gláucio Gill às quartas-feiras, quintas-feiras e sextas-feiras às 19h. &lt;br /&gt;Em cartaz até o dia 4 de março. Aproveitem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Thaisa Areia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: &lt;br /&gt;Thales Laranja&lt;br /&gt;Mariana Zurc&lt;br /&gt;Alanna Araújo&lt;br /&gt;Diego Carvalho&lt;br /&gt;Leonardo Bastos &lt;br /&gt;Lucy Pavlsh&lt;br /&gt;Pedro Rothe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilha sonora : &lt;br /&gt;Vinicius Castro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-221554462871588300?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/221554462871588300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=221554462871588300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/221554462871588300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/221554462871588300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/02/procura-de-si-mesmo-o-conto-da-ilha.html' title='&quot;A Procura de si mesmo&quot; - O Conto da Ilha Desconhecida - José Saramago'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-eo_TBMqnBc0/TWe_-LLlZPI/AAAAAAAAAR0/mLmpmG06HM0/s72-c/thales.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-112280106069258087</id><published>2011-02-21T02:36:00.005-03:00</published><updated>2011-02-21T02:47:26.560-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Cisne Negro.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ADaHduu2-uQ/TWH1oTUiYeI/AAAAAAAAARM/HtG1kw0CLjk/s1600/cisne-negro-10.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="205" src="http://3.bp.blogspot.com/-ADaHduu2-uQ/TWH1oTUiYeI/AAAAAAAAARM/HtG1kw0CLjk/s320/cisne-negro-10.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cisne Negro. O primeiro contato foi com o trailer, que não me passou uma boa impressão do filme.&lt;br /&gt;Achei exagerado, um pouco "trash", mas a minha curiosidade não me deixou ficar somente no campo da primeira impressão gerada por uma união de pequenas cenas.&lt;br /&gt;O filme mais comentado dentre tantos interessantes que estão em cartaz! &lt;br /&gt;Será que a minha impressão mudaria? Fui conferir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma menina frágil, já com transtornos psicológicos inserida num contexto de extrema competição, falta de ética e pressão psicológica. Uma menina que tinha uma mãe que muitos criticaram, dizendo que era sufocante, mas que era simplesmente uma mãe que sabia perfeitamente o que pertencia a carreira do ballet, entre seus prós e contras.&lt;br /&gt;Era uma mãe que via a filha inserida em um transtorno psicológico do qual ela não sabia como ajudá-la a conquistar a cura. Uma mãe sozinha, preocupada, temerosa. Como julgar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tal contexto, uma menina que acabou enlouquecendo e tendo alucinações que a levaram para a autodestruição, defendem. &lt;br /&gt;Entretanto, tive uma interpretação distinta. Ela realmente não continuou sã, já não o era. &lt;br /&gt;É um fato que também acabou no caminho autodestrutivo, mas a esse ela já pertencia. &lt;br /&gt;Simplesmente atingiu a intensidade máxima dos transtornos que já possuía? &lt;br /&gt;Não penso que seja somente isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena final enfatiza os olhos de Nina. Vermelhos como sangue, detentores de pupilas enormes, dilatadas, quase tomando os olhos por completo. &lt;br /&gt;Essa cena me levou a pensar que as suas alucinações hiperbolicamente terríveis eram fruto não somente da loucura, mas também do uso de droga, iniciado no dia que saiu com a bailarina Lily, pois os olhos não estavam diante do espelho. &lt;br /&gt;Não era a Nina vendo a si própria. &lt;br /&gt;Eram os olhos de Nina direcionados para os espectadores. &lt;br /&gt;Olhos direcionados para mim, uma espectadora aflita diante dessas tantas alucinações violentas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a pensar que algumas cenas eram "trash", que eram exageradas, que eram apelativas, desnecessárias. Entretanto, o que é o exagero frente ao exagero de uma mente pertubada?&lt;br /&gt;O que é o exagero frente a uma mente supostamente atingida por uma droga sintética como o ecstasy?&lt;br /&gt;Por que pensar que o filme estava exagerando? Se as alucinações de Nina eram exacerbadas daquela maneira, qual a melhor forma de mostrá-las aos espectadores senão pela própria demonstração exacerbada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que esses olhos tão vermelhos tinham a pretensão de deixar essa idéia subentendida? &lt;br /&gt;Será que esses olhos fizeram com que minhas divagações atingissem proporções que nem mesmo faziam parte da intenção de Mark Heyman?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pesares em todas as profissões. A culpa dos transtornos causados não é do ballet em si. &lt;br /&gt;Não é da sapatilha de ponta, dos pliês repetidos e repetidos em perfeita sintonia. &lt;br /&gt;A dança liberta. A música clássica, transcende. &lt;br /&gt;O instinto aprisiona. Não sempre. Mas quase! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto separa o "sempre" do "mas". &lt;br /&gt;Na gramática, o correto é que se use a vírgula. Mas há instintos de sobrevivência que acabam, paradoxalmente, por destruir o ser e esses precisam ser separados por pontos. Exatos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/5jaI1XOB-bs" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Darren Aronofsky&lt;br /&gt;Roteiro: Mark Heyman, John McLaughlin e Andrés Heinz&lt;br /&gt;Com: Natalie Portman, Vincent Cassel, Barbara Hershey, Mila Kunis, Winona Ryder, Benjamin Millepied, Ksenia Solo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-112280106069258087?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/112280106069258087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=112280106069258087' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/112280106069258087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/112280106069258087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/02/cisne-negro.html' title='Cisne Negro.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ADaHduu2-uQ/TWH1oTUiYeI/AAAAAAAAARM/HtG1kw0CLjk/s72-c/cisne-negro-10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-6565461706085629524</id><published>2011-02-19T12:02:00.002-02:00</published><updated>2011-02-19T12:05:40.668-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Adélia - Poesias de Adélia Prado</title><content type='html'>Adélia Prado. Força. Paixão. Delicadeza.&lt;br /&gt;Perto de nós, ela escreve.&lt;br /&gt;Íntima. Entregue. &lt;br /&gt;As palavras ditas pelas atrizes da Companhia de Teatro Íntimo na peça "Adélia - Poesias de Adélia Prado" não foram meramente ditas. Não foram simplesmente repassadas aos ouvidos. &lt;br /&gt;Elas foram sentidas e diante de todo o sentimento, traduzidas.&lt;br /&gt;Em uma sala rústica, as atrizes transformaram o corpo numa tela em branco a todo o tempo pintada pelas almas de Adélia. &lt;br /&gt;A sensualidade com a qual o trabalho artístico se desenrolou permaneceu no campo exato da sensualidade dos escritos da poeta, sem que se tornasse desnecessária.&lt;br /&gt;Um pouco a mais, um pouco a menos não teria sido realizada a proeza de levar ao encontro.&lt;br /&gt;A peça levou ao encontro.&lt;br /&gt;Ao encontro da garra.&lt;br /&gt;Ao encontro da emoção.&lt;br /&gt;Ao encontro da Adélia.&lt;br /&gt;Ao encontro de si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Adélia - Poesias de Adélia Prado" em cartaz no Centro Cultural Solar de Botafogo até o dia 27 de fevereiro às sextas e sábados (21h) e aos domingos às 20h30. &lt;br /&gt;Direção: Renato Farias&lt;br /&gt;Elenco: Gabriela Haviaras, Fernanda Boechat e Bellatrix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com licença poética&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nasci um anjo esbelto,&lt;br /&gt;desses que tocam trombeta, anunciou:&lt;br /&gt;vai carregar bandeira.&lt;br /&gt;Cargo muito pesado pra mulher,&lt;br /&gt;esta espécie ainda envergonhada.&lt;br /&gt;Aceito os subterfúgios que me cabem,&lt;br /&gt;sem precisar mentir.&lt;br /&gt;Não sou feia que não possa casar,&lt;br /&gt;acho o Rio de Janeiro uma beleza e&lt;br /&gt;ora sim, ora não, creio em parto sem dor.&lt;br /&gt;Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.&lt;br /&gt;Inauguro linhagens, fundo reinos&lt;br /&gt;— dor não é amargura.&lt;br /&gt;Minha tristeza não tem pedigree,&lt;br /&gt;já a minha vontade de alegria,&lt;br /&gt;sua raiz vai ao meu mil avô.&lt;br /&gt;Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.&lt;br /&gt;Mulher é desdobrável. Eu sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.releituras.com/assinaturas/adeliaprado.gif" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="136" width="280" src="http://www.releituras.com/assinaturas/adeliaprado.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-6565461706085629524?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/6565461706085629524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=6565461706085629524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6565461706085629524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6565461706085629524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/02/adelia-poesias-de-adelia-prado.html' title='Adélia - Poesias de Adélia Prado'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-3260503630163280415</id><published>2011-02-18T22:00:00.001-02:00</published><updated>2011-02-19T12:35:06.567-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Adultério -  Cia. Atores de Laura</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-E8xqsuCcdDw/TV_Tv57xBpI/AAAAAAAAARE/xLRgvJHO7jw/s1600/adulterioteatro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="210" width="315" src="http://2.bp.blogspot.com/-E8xqsuCcdDw/TV_Tv57xBpI/AAAAAAAAARE/xLRgvJHO7jw/s400/adulterioteatro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando um personagem nasce,adquire imediatamente tal independência, inclusive do seu próprio autor e pode ser imaginado por tantos em tantas outras situações em que o autor não pensou em inseri-lo." Luigi Pirandello&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adultério, um tema polêmico e comum.&lt;br /&gt;Sendo comum é necessário que a abordagem o envolva por cantos ainda pouco desbravados de uma forma tão criativa o quanto a fim de que o comum possa mostrar suas facetas prolixas. &lt;br /&gt;O espetáculo Adultério da Cia. Atores de Laura é surpreendente. &lt;br /&gt;Ele o é não só pela forma como as cenas se transformam como pela maneira que mescla o humor a um tema tão associado ao drama fazendo com que a peça seja reflexiva, mas leve.&lt;br /&gt;Não só texto, não só a direção, pois toda a idéia inteligente e sensível não teria como ser desenvolvida caso os atores não demonstrassem extrema afinidade com a maneira pela qual o espetáculo se desenrola. Facetas e mais facetas transformadas em instantes. Atores concentrados. Atores diante de modificações repentinas. Atores que passam a fragilidade das certezas com tanta certeza de seus movimentos. Atores diante do foco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Adultério não é crime."&lt;br /&gt;"Mas tem seu preço." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adultério por R$30,00 no Teatro Gláucio Gill às sextas e sábados às 21h e aos domingos às 20h30 até o dia 27 de fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Daniel Herz&lt;br /&gt;Elenco: Ana Paula Secco, Anderson Mello, Leandro Castilho, Marcio Fonseca, Paulo Hamilton e Verônica Reis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-3260503630163280415?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/3260503630163280415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=3260503630163280415' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3260503630163280415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3260503630163280415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/02/adulterio-cia-atores-de-laura.html' title='Adultério -  Cia. Atores de Laura'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-E8xqsuCcdDw/TV_Tv57xBpI/AAAAAAAAARE/xLRgvJHO7jw/s72-c/adulterioteatro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-1506192753633205708</id><published>2011-02-15T19:00:00.004-02:00</published><updated>2011-02-16T04:30:07.340-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A Última Estação.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nghG44FcTQ4/TVtp_2NczqI/AAAAAAAAAQ8/ckpA1dOXPwI/s1600/08.PNG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="214" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-nghG44FcTQ4/TVtp_2NczqI/AAAAAAAAAQ8/ckpA1dOXPwI/s400/08.PNG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme transcende a vida de Tolstói.&lt;br /&gt;Aquele vai de encontro às vidas dos espectadores.&lt;br /&gt;Um filme que leva a uma reflexão sobre o que a ideologia é capaz de causar na vida de alguém e na vida daqueles que forem seduzidos por ela, gerando o ato de refletir sobre as próprias convicções, sobre o momento em que deixam de ser próprias e passam a ser um punho serrado nas costas de alguém, mesmo que a intenção não seja essa.&lt;br /&gt;Um filme que nos faz refletir sobre a dedicação das pessoas às outras, não somente nas relações amorosas.&lt;br /&gt;A dedicação da esposa de Tolstói a ele...&lt;br /&gt;A dedicação do próprio a Chertkov...&lt;br /&gt;A dedicação de Valentin Bulgakov a Tolstói....&lt;br /&gt;A dedicação de todos a ideologias que se tornam frágeis, pois por mais fortes que sejam as ideologias, essas não apagam a importância daqueles que se dedicaram incondicionalmente aos outros, como foi o caso da mulher do autor em relação a ele. &lt;br /&gt;As ideologias também não apagam a importância do nascimento dos sentimentos instintivos e a importância da permissão para que esses se desenvolvam, como foi o caso de Valentin Bulgakov ao se apaixonar por Masha.&lt;br /&gt;E, sobretudo, as revoltas causadas por decepção atingem o tamanho suficiente para mostrar que há revoltas que são inevitáveis pela própria condição humana e que essas permanecem e devem permanecer num campo em que não transcendam a humanidade e amor, também inerentes à própria condição humana, por mais difícil que possa ser acreditar nesta inerência, ainda mais para os hobbesianos fidedignos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi curioso observar que Valentin se sentiu a vontade para dar asas ao seu sentimento por Masha ao sentir o apoio de Sofia e de Tolstói, considerando que eles dizem para não enxergar as palavras tolstoianas de maneira radical. Caso não fosse mostrado isso a ele, como a sua vida teria se desenrolado? &lt;br /&gt;Percebo a mensagem de que o propagador da idéia se torna tão importante quanto às suas idéias se mostram ser para os seus discípulos, de forma que se mais tarde um dos discípulos tiver a tentação de agir de maneira contrária a uma das idéias e for considerado um ato compreensível pelo próprio propagador da idéia, não há tanta hesitação em optar pela realização do desejo tentador, numa relação que induz a questionar se os discípulos das idéias consideram que os seus guias são de uma certa forma donos das idéias sugeridas, de forma que possam "autorizar" ou não o descumprimento das mesmas de acordo com suas novas idéias. &lt;br /&gt;Penso que uma ideologia não pertença mais ao seu criador quando atingir pessoas que sejam adeptas a ela, assim como um personagem não pertence mais ao seu autor quando passa a abrigar a mente de terceiros. &lt;br /&gt;Não há posse. Há referência. Ou melhor, grande referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valentin se permite amar. E é fabuloso! (por mais que gere questionamento acerca da sua atitude levando-se em conta a hipótese que considera que ele poderia não ter encontrado apoio nos seus "guias") &lt;br /&gt;O fato é que ele se entrega e que aprende o que é, sobretudo, o apoio a si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Michael Hoffman&lt;br /&gt;Elenco: Christopher Plummer (Leon Tolstói)&lt;br /&gt;Helen Mirren (Sofia Tolstói)&lt;br /&gt;James McAvoy (Valentin Bulgakov)&lt;br /&gt;John Sessions (Dushan)&lt;br /&gt;Patrick Kennedy (Sergeyenko)&lt;br /&gt;Kerry Condon (Masha)&lt;br /&gt;Anne-Marie Duff (Sasha Tolstói)&lt;br /&gt;Tomas Spencer (Andrey Tolstói)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/PAk6Jf5j0GE" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-1506192753633205708?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/1506192753633205708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=1506192753633205708' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1506192753633205708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1506192753633205708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/02/ultima-estacao.html' title='A Última Estação.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-nghG44FcTQ4/TVtp_2NczqI/AAAAAAAAAQ8/ckpA1dOXPwI/s72-c/08.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-8735655253432731788</id><published>2011-02-12T20:25:00.005-02:00</published><updated>2011-02-16T02:25:44.077-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>A lua vem da Ásia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4OH3QvIF-0U/TVcRdyURt_I/AAAAAAAAAQk/4w_I4D22-ko/s1600/a%2Blua%2Bvem%2Bda%2Basia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-4OH3QvIF-0U/TVcRdyURt_I/AAAAAAAAAQk/4w_I4D22-ko/s400/a%2Blua%2Bvem%2Bda%2Basia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572942267314976754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um louco aprisionado, o que somos tantas vezes.&lt;br /&gt;Escrever é preciso. Viver é preciso. E vive-se.&lt;br /&gt;Poderia ser, a realidade, a mais doce das criaturas e ainda assim se necessitaria do sonho. &lt;br /&gt;A loucura seria crer no sonho como se este fosse realidade? E os otimistas? E os pessimistas? É o exagero? O que seria do artista? O que é o homem das finanças investindo em dinheiro imaginário? Quantos papéis não se fazem com uma árvore e quantas árvores não são derrubadas por algumas resmas de papel? O que é considerada essa associação? Prende-se um homem num hospício por ele não se enquadrar. O que dizer das contradições dos critérios para se colocar dentro ou fora desse quadrado? &lt;br /&gt;O que dizer dos choques que os chamados doentes mentais são submetidos nesses locais de sofrimento? O que dizer daqueles que defendem essa medida como necessária? Seriam eles sãos? Amarrar alguém que sofre e grita e fazê-lo sentir choques explodindo a cabeça e as terminações do corpo é são? Não me refiro somente aos elétricos...&lt;br /&gt;Se o grito foi dado ao homem é para que este o use já nos mostra a peça, já nos mostra a vida...&lt;br /&gt;O que temos de Astrogildo? Quanto do surreal está inserido na realidade? Não haveria o surreal sem o real. O que nos falta para que aceitemos Astrogildo? O que nos falta para que aceitemos o nosso próprio?&lt;br /&gt;O nome Astrogildo tem por significado "brilhante e digno de sacrifício".&lt;br /&gt;Somos todos duais. Uns sacrificam a parte que brilha. Outros não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixem de assistir a peça A lua vem da Ásia de Campos de Carvalho em cartaz às 20h no Centro Cultural do Banco do Brasil de quarta a domingo até o dia 27 de fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco:  Chico Diaz&lt;br /&gt;Direção: Moacir Chaves&lt;br /&gt;Supervisão de dramaturgia: Aderbal Freire-Filho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-8735655253432731788?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/8735655253432731788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=8735655253432731788' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8735655253432731788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8735655253432731788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2011/02/lua-vem-da-asia.html' title='A lua vem da Ásia'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4OH3QvIF-0U/TVcRdyURt_I/AAAAAAAAAQk/4w_I4D22-ko/s72-c/a%2Blua%2Bvem%2Bda%2Basia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-2691622947485668265</id><published>2010-12-07T20:06:00.002-02:00</published><updated>2010-12-07T20:51:12.342-02:00</updated><title type='text'>De encontro ao mundo.</title><content type='html'>Era tempo de calor excessivo. Tempo de calor infernal para os mais pessimistas.&lt;br /&gt; Tempo de pegar ônibus. Tempo de pegar ônibus sem ar condicionado para os menos privilegiados pela sorte.&lt;br /&gt; Tempo de fazer prova. Tempo de fazer prova no quarto andar após enfrentar a luta contra os malvados degraus.&lt;br /&gt; Era ainda tempo de fazer prova sem ar condicionado. Tempo que o governo ainda não julgava isso tão necessário.&lt;br /&gt; Tempo em que ela olhava para o azul do céu e se imaginava mergulhando num mar tão azul o quanto. Longe dali, longe das  pessoas com pressa. Longe da poluição. Longe das saunas naturais que as ruas haviam se tornado.&lt;br /&gt;  Era dia de prova. Era dia de mochila pesada. Era dia de calor infernal. Era dia sem elevador. Era dia sem ar condicionado. Era dia sem perdão.&lt;br /&gt;  Era era era tudo tudo em sua mente, que por pouco não se deixava derreter também.&lt;br /&gt;  Ela estava ali, parada na Central. Foi até lá porque era lá que passavam os ônibus com ar condicionado em direção ao seu destino. Não era tão perto, mas ela queria sentir por mais tempo o calor lhe queimando a nuca do que ter que viajar por duas horas em um ônibus sem ar e sem vento, já que o trânsito não permitia que o ônibus ganhasse velocidade.&lt;br /&gt;  Andou até a Central. Disseram que para ela ficar na rua que queria teria que pegar um ônibus específico, mas o ônibus não passava. Todos aqueles sem ar condicionado passavam, menos o que ela aguardava tanto. Queria tanto! Desejava tanto!! Implorava tanto!!! Salivava tanto!!!!&lt;br /&gt;  Quando ela já não aguentava mais o peso nas costas, um ônibus com ar passou. Não era o específico. Ela ainda não ficaria tão perto de casa, mas ela já não se importava mais. Ocorre que o motorista também não se importava com todas aquelas pessoas no ponto. O motorista passou com muita pressa por ali, sem cogitar parar para um indivíduo que sofria no inferno dos quarenta e dois graus.&lt;br /&gt; Decidida, foi atrás do ônibus, mas já não era possível alcançá-lo, nem mesmo em seus sonhos. Olhou para a frente e tudo que viu foi um ônibus que ia em direção ao seu destino,mas que possuía janelas abertas. Janelas abertas!! Ela não aguentaria!!&lt;br /&gt; Passou por ela uma mulher sem as duas pernas. Uma mulher maquiada sem as duas pernas. Uma mulher maquiada sem as duas pernas sentada em uma cadeira de rodas antiquada. Uma mulher maquiada sem as duas pernas sentada em uma cadeira de rodas antiquada sem se abanar, sem se assoprar, sem expressar qualquer sensação de calor.&lt;br /&gt; Uma mulher que só queria ser posta dentro do ônibus, dentro daquele ônibus que a menina tanto desprezou...dentro daquele ônibus que possuía janelas abertas...&lt;br /&gt; Ambas foram no mesmo ônibus, sentindo o mesmo vento. Ambas na janela. Ambas olhando para o lado de fora. &lt;br /&gt; O seu suor virou vergonha ao lado do suor daquela mulher que não escorria na pele...escorria nos olhos...sentindo a maravilha que eram as janelas abertas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-2691622947485668265?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/2691622947485668265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=2691622947485668265' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2691622947485668265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2691622947485668265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/12/de-encontro-ao-mundo.html' title='De encontro ao mundo.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-9036919504752750287</id><published>2010-12-07T00:24:00.004-02:00</published><updated>2010-12-07T01:13:41.090-02:00</updated><title type='text'>Um anjinho.</title><content type='html'>Sentado esperava para ir embora. Ele e sua coleção de bonequinhos.&lt;br /&gt; Ela olhou para ele, que estava perto do irmão, mas parecia sozinho e não demorou para sentar ao seu lado em um gesto carinhoso.&lt;br /&gt; -O que tem nesse saco, aí?&lt;br /&gt; -São meus bonecos gogo's. Tenho do 1 ao 80.&lt;br /&gt;-Qual você vai me dar?&lt;br /&gt;-Qual você quer?&lt;br /&gt;-Aquele que achar que mais combina comigo&lt;br /&gt;-Qual você prefere? Se quiser eu te dou todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não podia acreditar que havia conquistado o coração daquela criança que não se importaria de se desfazer de todos os seus bonequinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele continuou perguntando qual ela gostaria de ter. Ela continuou dizendo para ele escolher.&lt;br /&gt;Voltaram juntos e a questão permaneceu por bastante tempo. Eram quilômetros de distância. &lt;br /&gt;Algumas horas de viagem e ela não conseguia simplesmente escolher um bonequinho da coleção do menino.&lt;br /&gt;Ela não queria que ele se desfizesse de nenhum deles. Como ele mesmo havia dito, ele tinha do 1 ao 80.&lt;br /&gt;Todos eram importantes, mas tornou-se uma questão de honra aceitar.&lt;br /&gt;Ele insistia. Escolha. Gosta desse aqui? Quer esse aqui?&lt;br /&gt;Ela perguntou: Por que acha que esse combina comigo?&lt;br /&gt;Ele sem pensar respondeu: ah, porque é magrinho como você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um momento da viagem, ficou ainda mais claro que ele queria dar todos os seus bonequinhos para ela por gostar dela.&lt;br /&gt;Em um momento da viagem ele discorreu animado sobre o seu maior plano! &lt;br /&gt;O plano de colocar todos os bonequinhos na bancada do seu quarto de um jeito que eles ficassem intercalados...&lt;br /&gt;O plano que existia com vigor apesar da doença que afetava o menino... O plano que o fazia ficar estonteante e esquecer por alguns instantes das suas limitações...&lt;br /&gt;O seu quarto estava em obra e ele não conseguia esperar pela tão sonhada bancada que seria a casa dos seus bonequinhos!&lt;br /&gt;Animado, ele perguntava para ela: Você acha que devo colocar os bonequinhos misturados ou os coloridos na frente?&lt;br /&gt;Ela o ajudava a traçar seu plano importante.&lt;br /&gt;Ela simplesmente sabia que esse plano não havia nascido naquele instante.&lt;br /&gt;Ela sabia que ele havia sido mais do que gentil quando ofereceu todos os bonecos a ela.&lt;br /&gt;Ela havia percebido como nunca o quanto aqueles bonecos eram indispensáveis a ele.&lt;br /&gt;Ela passou a sentir que aquele menininho era indispensável na sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias mais tarde, a irmã do menininho contou para ela que ele disse seriamente que queria ter uma conversa com a sua amiga da viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irmã, muito curiosa, perguntou o que ele queria conversar com a sua amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respondeu que estava pensando em colocar os bonequinhos pendurados na cortina e que era muito importante saber o que a sua amiga achava disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino passou a ter duas irmãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as cortinas nunca mais foram as mesmas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-9036919504752750287?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/9036919504752750287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=9036919504752750287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/9036919504752750287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/9036919504752750287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/12/um-anjinho.html' title='Um anjinho.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-4465679063049756241</id><published>2010-12-01T22:23:00.004-02:00</published><updated>2010-12-01T23:15:36.158-02:00</updated><title type='text'>Olhar e ver.</title><content type='html'>No meio do frenesi das ruas um homem. Um homem e seu violino.&lt;br /&gt; Um homem aparentemente normal. Um violino aparentemente normal num dia aparentemente normal...&lt;br /&gt; No meio do frenesi das ruas apenas uma senhora de cabelos muito branquinhos sentada no banquinho observando o homem aparentemente normal e seu violino.&lt;br /&gt; Ela simplesmente não podia mais se permitir perder tempo ao contrário dos outros.&lt;br /&gt; Outros aparentemente normais...outros que viviam a ilusão de que parar por um instante para ouvir uma melodia tão linda forte e delicada era perda de tempo...&lt;br /&gt; Ali estavam pares de amantes.&lt;br /&gt; Um homem aparentemente normal tocando seu violino aparentemente normal.&lt;br /&gt; Uma senhora aparentemente normal sentada num banquinho aparentemente normal.&lt;br /&gt; Ali a aparente normalidade era a mais delicada das obras de arte da vida.&lt;br /&gt; Bem ali, no frenesi das ruas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-4465679063049756241?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/4465679063049756241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=4465679063049756241' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4465679063049756241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4465679063049756241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/12/no-meio-do-frenesi-das-ruas-um-homem.html' title='Olhar e ver.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-5973900289102442583</id><published>2010-11-04T19:20:00.005-02:00</published><updated>2010-11-04T20:48:31.833-02:00</updated><title type='text'>Pensar dói?</title><content type='html'>Hoje uma pessoa me disse que o egoísmo é um instinto animal e sendo nós, animais, esse instinto também nos pertence.&lt;br /&gt; Essa pessoa me deu o exemplo dos animais que matam os outros para comê-los.&lt;br /&gt; A grande questão é: "até que ponto nosso egoísmo é necessário para a nossa sobrevivência assim como é o egoísmo do animal?"&lt;br /&gt; O que vejo é uma sociedade em que os mais desesperados, os mais carentes, os mais necessitados não têm sequer força para matar por sobrevivência. O que vejo é uma sociedade repleta de seres que nutrem o egoísmo em suas vidas por defesa a valores totalmente distintos da urgente necessidade de sobrevivência. &lt;br /&gt; Olhe para o lado. Quais as motivações que você, caro(a) leitor(a) percebe naqueles que estão ao seu redor para as atitudes egoístas que cometem? Instinto de sobrevivência? &lt;br /&gt; Olhe para dentro de si. Quais as motivações que você, caro(a) leitor(a) percebe nas próprias atitudes egoístas que comete? Instinto de sobrevivência? &lt;br /&gt;  Observando o mundo, percebo que as maiores causas da defesa do egoísmo são o orgulho e a ganância. Também percebo que é nutrido pela ignorância e pela imaturidade.&lt;br /&gt;  Há o egoísmo de duas fontes: daqueles de boa índole e do resto.&lt;br /&gt;  Nos que têm boa índole vejo que as atitudes egoístas nascem da "preguiça" para refletir acerca delas. É raro que a disposição para a reflexão nasça espontaneamente. É raro que se mude um time que até então parecia estar ganhando, ou pelo menos que até então não dava sinais de derrota garantida. Refletir demanda energia, vontade e necessidade. Percebo que a maioria das pessoas reflete por se encontrar em uma situação em que a reflexão é crucial, em que não há outra saída, situação análoga às pessoas que deixam para procurar o apoio de alguma religião em situação de desespero.&lt;br /&gt;  Ao se encontrar em uma situação de caos, o ser necessita refletir sobre as próprias atitudes e consegue enxergar o quanto foi egoísta. Caso se aprofunde mais em suas reflexões descobre as motivações não só que o fizeram ser egoísta, como também que o mantiveram sendo dessa forma por tempo suficiente até que se chegasse ao caos. &lt;br /&gt; Sabendo das motivações que o fizeram manter atitudes egoístas, é possível que se pense acerca dessas motivações. "Até que ponto essas motivações são necessárias? Por que insistir em mantê-las vendo o caos gerado ao redor? Seriam essas motivações fonte de benefício próprio mesmo quando se gera a infelicidade alheia? O que é o benefício? O que me beneficia DE FATO?"&lt;br /&gt; Após pensar acerca das motivações e de se questionar, o ser é capaz de responder sinceramente aos seus questionamentos. Alguns notam que a resposta que se enquadra é a de que eram muito presos a conceitos da sociedade que racionalmente não trazem nada de bom para ela, mas que continuam sendo postos em prática a todo instante.&lt;br /&gt; O egoismo que tem como origem a defesa árdua de conceitos que não trazem o bem das relações sociais demonstra, no caso dos seres de boa índole, a simples ignorância (no sentido literal da palavra, que é o de ignorar a realidade) a respeito do que os conceitos representam de fato, a causa de terem sido "inventados", a causa de serem mantidos e as consequências para o meio social que esses conceitos geram.&lt;br /&gt; Quando o ser de boa índole repara que passou tempo significativo da vida sendo egoísta por causa de um pensamento baseado em determinados conceitos que só o prejudicam é capaz de mudar de idéia de uma forma madura, adquirindo para a sua vida não só a capacidade de refletir mais, de amadurecer e de respeitar mais a vida daqueles que estão ao seu redor, como consequentemente a capacidade de conquistar maior qualidade de vida para si próprio.&lt;br /&gt; Entretanto, a percepção do erro e de todas as causas para o erro e das consequências do erro não garantem que o erro não ocorrerá novamente.&lt;br /&gt; Vivendo em uma sociedade que ensina que os egoístas são os que possuem as melhores recompensas da vida e de que refletir é algo trabalhoso demais quando é possível conviver com pessoas que aceitam a falta de reflexão do outro, é difícil manter o hábito de reflexão constante, assim como é difícil reencontrar na Igreja aqueles que a procuraram em um momento de desespero quando não estão mais desesperados.&lt;br /&gt; Refletir ao ponto de chegar a conclusão de que os pensamentos que mantinham o egoísmo não trazem benefício não significa que esses pensamentos não voltem a pertubar o egoísta e aqueles que estão ao seu redor, uma vez que ao sair da situação de caos, o egoísta tende a abandonar a reflexão acerca das suas atitudes, tendo em vista que têm o hábito de recorrer a essas reflexões apenas em momentos caóticos.&lt;br /&gt; Manter o hábito de refletir acerca das atitudes cometidas e prestes a serem cometidas, mesmo quando o momento é tão tranquilo quanto balançar-se em uma rede em pleno paraíso caribenho, evita que novas tempestades ocorram. Entretanto, raras são as pessoas que desfrutam das belas paisagens sem abandonar os hábitos que evitam as tempestades. &lt;br /&gt; Refletir, Questionar, ter a solução em mãos de nada adianta se a maior percepção não for alcançada. &lt;br /&gt; Qual a maior percepção?&lt;br /&gt; Penso que seja a de que as mãos tendem a balançar e a deixar a solução cair. &lt;br /&gt; Sendo assim, eterna vigilância às mãos. :)&lt;br /&gt; Refletir não dói. Mudar hábitos destrutivos não destrói. Crescer alivia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-5973900289102442583?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/5973900289102442583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=5973900289102442583' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5973900289102442583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5973900289102442583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/11/pensar-doi.html' title='Pensar dói?'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-3433956217788216986</id><published>2010-10-25T15:35:00.006-02:00</published><updated>2010-10-25T16:38:04.888-02:00</updated><title type='text'>O sol tem que brilhar para todos.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TMXKlxC-UrI/AAAAAAAAAP8/FNheXfDqcfM/s1600/olho.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 349px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TMXKlxC-UrI/AAAAAAAAAP8/FNheXfDqcfM/s400/olho.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532050467464303282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um raio de sol amanheceu triste.&lt;br /&gt; Quase quase se tornou escuro, não fosse sua natureza invencível.&lt;br /&gt; Era um raio que havia nascido há pouco. Não tinha ainda a experiência de milênios.&lt;br /&gt; Ele adorava passear pelas matas fechadas. Adorava passear pelo fundo do mar.&lt;br /&gt; Mas um dia recebeu a missão de visitar a cidade. &lt;br /&gt; Começou pelos parquinhos infantis. Visitou os museus. Tentou as salas de cinema, mas logo percebeu não ser local para ele. Pensou que era por causa da faixa etária.&lt;br /&gt; O tempo foi passando e ele começou a sentir interesse pelas conversas daqueles seres estranhos a ele. Descobriu que poderia se unir a outros raios e iluminar os diálogos, os olhares. Não que já não o fizesse. Apenas não tinha ciência disso.&lt;br /&gt; Não demorou muito, houve a descoberta de que não era um raio qualquer, como seus companheiros. Ele era um raio que sabia quando a verdade estava sendo dita e quando não estava.&lt;br /&gt; Presenciou cenas que o fizeram se sentir impotente. Ele iluminava belos olhos que diziam mentiras. Ele iluminava belos seres que diziam insistentemente: "Eu estou dizendo a verdade. Olhe nos meus olhos."&lt;br /&gt; Ele era testemunha e não fosse ele, os olhos não seriam iluminados. É fato que se não fosse ele, outro raio estaria ali, mas ele sentia o peso da responsabilidade desse testemunho.&lt;br /&gt; A sensação de impotência se tornava cada vez maior. Ele queria gritar ao mundo sua revolta, mas não tinha voz. Ele queria deixar de brilhar, mas não tinha esse poder. Ele queria entrar no local mais escuro de todos e se esconder, mas se o fizesse o local deixaria de ser escuro. Alguns locais que não fossem mais as salas de cinema. Ele se conformou que nunca atingiria a faixa etária. Além disso, não queria mais ter contato com seres humanos, mesmo que fosse em um local de pouco diálogo.&lt;br /&gt; Ele nutria o desejo ardente de contar aos seus companheiros o que se passava com ele, mas não tinha voz. Nenhum raio de sol possui voz. Nenhum possuirá.&lt;br /&gt; Ele sentia que isso só se passava com ele, pois suas reflexões o levaram a conclusão de que fosse o mundo repleto de raios como ele, o mundo já não existiria mais.&lt;br /&gt; Os raios tinham a missão de brilhar em todos os lugares da Terra. Não podiam ter o luxo de permanecer em um local preferido. Era uma missão árdua até que o sol se apagasse. &lt;br /&gt; Ele pensava que se os raios soubessem o que se passava nas mentes e corações humanos iriam ficar cada vez mais fracos, levando a sociedade chamada Sol a acabar mais rápido do que era o proposto pelo Ser Maior.&lt;br /&gt; Seu pensamento só o tornava ainda mais triste, pois se sentia sozinho. Ele não tinha voz. Ele tinha sentimentos e pensamentos. &lt;br /&gt; Seus pensamentos o levaram a crer que todos os outros raios eram diferentes dele. Até que um dia um pensamento o inundou de repente: "Se o sol vai se apagar um dia significa que os outros raios são como eu, ou pelo menos que alguns são como eu ou ainda que a evolução dos raios é de que se tornem como eu."&lt;br /&gt; Foi quando passou a olhar seus companheiros com compaixão. Eram todos pertencentes à sociedade Sol. Eram todos militantes da causa de ajudar a sociedade Terra. &lt;br /&gt;Eram todos cientes e impotentes. &lt;br /&gt; A diferença entre eles é a de que alguns sabiam de sua impotência, enquanto outros a desconheciam. Outros possuiam esperança.&lt;br /&gt; A sua maior tristeza não foi a de presenciar cenas de mentiras. &lt;br /&gt; A sua maior tristeza foi a de presenciar as consequências daquelas cenas.&lt;br /&gt; Mas ele não tinha escolha, até que o sol se apagasse...&lt;br /&gt; ...até que o sol se apagou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-3433956217788216986?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/3433956217788216986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=3433956217788216986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3433956217788216986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3433956217788216986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/10/o-sol-tem-que-brilhar-para-todos.html' title='O sol tem que brilhar para todos.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TMXKlxC-UrI/AAAAAAAAAP8/FNheXfDqcfM/s72-c/olho.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-8027778558787895799</id><published>2010-09-07T21:56:00.002-03:00</published><updated>2010-09-07T22:33:14.916-03:00</updated><title type='text'>O dia em que Clara raiou.</title><content type='html'>Clara trazia flechas no peito, ou cordas, ou o que quer que fosse que a machucasse.&lt;br /&gt; Pensava que era uma corda perigosa que a puxava até o enforcamento.&lt;br /&gt; O enforcamento existia, mas sempre restou oxigênio. Sempre restou.(de modo que a fez crer que a corda não era de todo perigosa.)&lt;br /&gt; Aprendeu que a corda não puxa a si própria e que por mais que pareça que está longe das suas mãos pequeninas, está mais próxima do que o pensado.&lt;br /&gt; Ela até ouviu Elis dizer que "sem nós dois o que resta sou eu."&lt;br /&gt; Clara ficou triste. Chegou a pensar que nasceu tarde demais. Chegou a pensar que deveria ter nascido antes de Elis ir embora desse mundo. &lt;br /&gt; Ela queria dizer a Elis que restou o principal.&lt;br /&gt; Foi aí que ela se deu conta de que o pior enforcamento é aquele que se sente falta do principal. Lembrou-se entretanto, que diante de qualquer enforcamento o principal sempre acaba emergindo. Se não fosse assim, não restaria oxigênio.&lt;br /&gt; E ela descobriu que a saudade é um barco que aproxima do passado como forma de impulsionar ao futuro, como quando se quer nadar mais longe e é necessário voltar até a borda já conhecida para se buscar o impulso. Ela descobriu que a corda é elástica. E que sem ela, viver seria simplesmente existir. &lt;br /&gt; O que resta é o principal, pois só o "eu" é capaz de nadar até a borda, de buscar impulso e de seguir adiante, sem medo.&lt;br /&gt; E quando menos se espera descobre-se que uma saudade morreu. Simplesmente quando se pára de tentar descobrir quando ela irá embora de vez. &lt;br /&gt; Há, porém, saudades que nunca se vão. Essas são especiais o bastante e mostram que o tempo nada mais é do que uma invenção humana. Vivem num plano ainda mais especial. Vivem no plano da emoção, onde não há o tempo limitando a vida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Clara aceitou seus barcos e cordas.&lt;br /&gt; Fez uma oração destinada a Elis. &lt;br /&gt; E adormeceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-8027778558787895799?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/8027778558787895799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=8027778558787895799' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8027778558787895799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8027778558787895799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/09/o-dia-em-que-clara-raiou.html' title='O dia em que Clara raiou.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-6555060701382275658</id><published>2010-08-31T03:18:00.013-03:00</published><updated>2010-11-21T13:50:20.082-02:00</updated><title type='text'>Liberdade no século XXI? Hipocrisia.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/THy56HZjTgI/AAAAAAAAAPU/9WAzt7MXztc/s1600/uhul.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 296px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/THy56HZjTgI/AAAAAAAAAPU/9WAzt7MXztc/s400/uhul.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511484452064415234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgar. Por que julgamos? Por que julgamos o tempo todo? Por que nos julgamos por tantas vezes? Por que julgamos os outros?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A vida é o palco dos erros e acertos onde estamos para descobrir que uma fantasia nos veste melhor do que outra e que um cenário tem uma iluminação que nos faz sentir mais a vontade do que outra... A vida é o palco dos erros e acertos e nos julgamos a todo o tempo. Julgamos a nós próprios e os outros. E a maior síndrome de todas é a forma como julgamos os outros e sentimos extrema necessidade de não sermos julgados. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Eu vi uma moça que dançava de um jeito que achei engraçado. Ela dançava sozinha no meio de todos e num ritmo totalmente diferente da música que tocava, como se estivesse drogada. Eu achei engraçado porque eu a julguei. E a sua droga poderia ser simplesmente um estado de espírito invejável. A sua droga poderia ser simplesmente a despreocupação com a regra que dita a forma de dançar para cada ambiente e situação. &lt;br /&gt; Ela estava de olhos fechados e se soltava no ar como um pássaro. Ela atraía a atenção para si. E eu me pergunto: Por quê? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Por que as pessoas estavam de algum modo perplexas com ela se o que mais necessitavam na vida era da despreocupação? Será que os olhares perplexos e as risadas maldosas eram uma expressão inconsciente da inveja delas? Quantos erros dignos de vergonha elas acabaram cometendo na vida sem que se sentissem envergonhadas? E por que a moça deveria sentir vergonha dos seus passos de dança?&lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;(de inocentes passos de dança...)&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Se a moça fosse uma criança ela não seria julgada...mas como já tinha altura e corpo de mulher ela o era. &lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;Por que crescer faz com que diminuamos tanto a nossa liberdade?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; Que crescimento é esse? Por que uma criança pode e nós não podemos? &lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;Que tipo de convenção estabelece o que é ridículo para cada faixa etária?.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Outra coisa que julgamos muito são as pessoas que se bastam. Se uma mulher vai a um bar sozinha para beber é julgada. Uma pessoa indo a uma boate sozinha é digna de estranhamento. "No mínimo ela está buscando companhia" pensa a maioria. E eu me pergunto: Por quê? Por que a pessoa não tem o direito de sentir vontade de dançar em um lugar sozinha? Por que as pessoas acham esquisito quem se diverte sozinho? Por que é esquisito quem se basta? &lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;Por que uma pessoa que está com muita vontade de sair para dançar tem que ficar em casa quando seus amigos tem outros compromissos?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por que ela não pode simplesmente se satisfazer com a própria companhia sem ser julgada? A pessoa deveria ser vista com admiração não com estranhamento. &lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;A pessoa deve ser a sua melhor companhia e não deve se sentir mal justamente por ser bem resolvida e se sentir bem-vinda por si mesma.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Meu Deus! Ela não está com um criminoso, com um pervertido...ela está em companhia de si mesma...daquela que a conhece melhor...daquela que está sempre ali quando ela está triste e feliz...daquela que sabe de todas as suas decepções...de todas as suas falhas...de todas as suas surpresas e alegrias...de todas as suas impressões e lembranças...de todas as suas maluquices e peripécias...de todos os seus hábitos e segredos...de todas as suas peculiaridades...&lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;ela está na companhia daquela que é de fato a sua maior companheira...&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;que não a deixa um segundo sozinha... e ela ainda sente vergonha dessa companhia? A que ponto chegamos? &lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;Sentir vergonha por ter como única companhia a própria companhia?.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; Vergonha de nós próprios? Essa é a maior contradição de todas. &lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;A pessoa pode conquistar diversos objetivos na vida mas não serve a si mesma para sair para dançar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Que pessoa é essa? Uma pessoa que não se sente a vontade consigo própria é uma estranha para si mesma. &lt;br /&gt; Deixemos de julgar as pessoas e passemos a amá-las. &lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;É disso que o mundo precisa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por julgarmos as religiões alheias que ocorreram e ocorrem as guerras. Por julgarmos as etnias alheias que ocorreram e ocorrem guerras. Por julgarmos os gostos alheios que ocorreram e ocorrem guerras. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Por julgarmos uma pessoa que sai sozinha para dançar que continuamos tão dependentes dos outros e cada vez mais mergulhados em uma superficialidade que não nos permite nos conhecermos de fato e nos curarmos de traumas e decepções. Ninguém nesse mundo pode ser a companhia mais agradável do que a nossa própria. E se ter apenas a própria companhia é motivo de constragimento deve-se perguntar o porquê. Será que precisamos de pelo menos mais uma pessoa ao nosso lado para nos permitirmos dançar do jeito que queremos... para que não nos achemos estranhos? E por que essa necessidade de se sentir aceito? &lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;Por que a necessidade de ter mais alguém para se fazer aquilo que já se está com vontade de fazer?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Somos mesmo estranhos uns aos outros. Somos mesmo diferentes. Cada um com sua voz, sua gestualidade, sua forma de andar, sua forma de falar, seus olhos, suas deficiências, seu cheiro, sua beleza, sua cor, sua religião, sua inclinação sexual, política, filosófica...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Não queiramos ser iguais. O fato de ter uma pessoa fazendo o mesmo que nós não nos torna menos ridículos. &lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;O fato de nos sentirmos ridículos por estarmos sozinhos nos torna ridículos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; E devemos pensar: o que é ridículo de fato? O que é digno de se sentir vergonha? O que deveríamos apontar no mundo ao invés de pessoas que saem para dançar sozinhas e dão um show que nem ao menos percebem já que estão em uma sintonia tão profunda consigo mesmas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sejamos livres! Evitemos a pobreza de espírito! Evitemos as guerras!&lt;br /&gt; Evitemos também a solidão...já que o caminho mais adequado para a solidão é a capacidade que temos para julgar as pessoas ao invés de as deixarmos em paz com o seu direito de expressão e individualidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A atitude mais digna que se pode ter com o próximo é o respeito à sua individualidade.&lt;br /&gt; Só assim existe o amor verdadeiro...a amizade verdadeira...só quando paramos de querer encaixar as pessoas num molde e passamos a aceitá-las da forma que elas são...dançando de forma calma ou dando rodopios por aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Amemos as pessoas e admiremos as pessoas que são livres! &lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;As pessoas que são livres ao ponto de se bastarem na própria companhia são as pessoas que mais valorizam a companhia das outras...já que realmente saem com aquelas que elas gostam de verdade, considerando que se relacionam por prazer e não por necessidade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se são muito felizes sozinhas e resolvem sair com uma pessoa e dividir com ela momentos de sua vida significa que realmente gostam daquela pessoa, já que ela não é necessária para que se sintam a vontade...ela é necessária porque as fazem sentir uma emoção diferente, porque as inspiram pela sua forma de ser. Ela é necessária de verdade. Ela é amada de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As pessoas livres amam de verdade e a todo o tempo se tenta retirar a liberdade dessas pessoas com comentários infelizes e olhares de reprovação...&lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;Palavras e olhares de reprovação muitas vezes aprisionam mais do que jaulas e armamentos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sejamos a mudança que queremos no mundo. Se queremos a paz devemos respeitar a pessoa e tudo aquilo que a pessoa se sente a vontade. Por que querer que a pessoa deixe de se sentir a vontade com algo? Por que querer moldá-la à nossa visão? Somos os causadores das guerras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;A cada momento que tentamos moldar uma pessoa que é livre estamos construindo a guerra, porque a guerra nada mais é do que isso: uma tentativa de fazer determinadas pessoas abandonarem ideologias e atitudes próprias que são boas para elas em suas concepções.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Lutemos pela paz! &lt;p&gt;&lt;font color="#0000FF"&gt;Comecemos pelas nossas relações!.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/THy5B9IkndI/AAAAAAAAAPE/YjKquAPobqI/s1600/maosdadas.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 377px; height: 263px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/THy5B9IkndI/AAAAAAAAAPE/YjKquAPobqI/s400/maosdadas.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511483487236169170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/THy5dWK4mnI/AAAAAAAAAPM/Gu_kBuktph4/s1600/maossslindas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 277px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/THy5dWK4mnI/AAAAAAAAAPM/Gu_kBuktph4/s400/maossslindas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511483957813222002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-6555060701382275658?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/6555060701382275658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=6555060701382275658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6555060701382275658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6555060701382275658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/08/liberdade-no-seculo-xxi-hipocrisia.html' title='Liberdade no século XXI? Hipocrisia.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/THy56HZjTgI/AAAAAAAAAPU/9WAzt7MXztc/s72-c/uhul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-360237619276762002</id><published>2010-08-23T11:32:00.010-03:00</published><updated>2010-08-23T12:30:18.529-03:00</updated><title type='text'>"A boba".</title><content type='html'>Querida Anita Malfatti,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Espero que esteja conseguindo se expressar nessa dimensão que está. Lembro de um trecho que escreveu em uma carta dirigida a Mário de Andrade que dizia: "(...) até se fosse perfeita só acharia sossego no Céu e para lá não quero ir por enquanto...está tão bom aqui." Penso portanto, que esteja bem. Desejo que esteja e te digo que há razões para que esteja. As suas obras inspiram sensações, desejos e pensamentos antes ocultos...que dão a chance a pessoas como eu, que estão por aqui por enquanto, de fazerem da existência algo especial o bastante para buscar promover mudanças positivas dentro de si e pelo mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Anita, penso que não devemos olhar uma obra de arte. Devemos senti-la. Não pura e simplesmente pelo respeito ao seu autor, mas também pelo respeito a nós próprios. Respeitar o nosso eu interior significa nos permitirmos sentir até as últimas consequências, até as últimas gotas de sangue que bombeiam as mais puras emoções.&lt;br /&gt;Não fique triste querida, com aqueles que só possuem a capacidade de olhar as suas obras. Isso é só um exemplo de que essas pessoas só conseguem olhar para diversas fontes de graça e redenção sem sentir. A forma que olham as suas obras e que julgam as suas pinceladas é um mero exemplo do estilo de vida que levam. As obras de arte não têm a obrigação de nos gerar emoções, como o mar não tem a obrigação de nos fazer senti-lo. Acontece que necessitamos mergulhar em ambos para que possamos sentir. E o mergulho é uma decisão. É o permitir-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Anita, penso também que deva achar graça de pessoas que te vangloriam sem ao menos ter sensibilidade. Pessoas que te vangloriam para mostrar aos outros que conhecem bem a sua arte e o seu talento, sem que ao menos tenham permitido a si próprios conhecê-los de fato. Pessoas que defendem seu talento por pensarem que dá status social defender argumentos ao seu favor. Como se o seu talento fosse discutível...Como se fosse discutível a inspiração...Como se o desejo latente de pintar de uma determinada forma fosse discutível... Há pessoas que pensam que conhecer um artista signifca sê-lo. Quantas questões não reveladas havia nos olhos que pintou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Duas moças passaram por mim na sua exposição e escutei uma delas dizendo a outra: "Ela não era bem resolvida." Quem pode dizer se uma pessoa é bem resolvida ou não? Muitas vezes nem a própria pessoa tem a capacidade de dizê-lo. Como o fazer não é a questão. Por que o fazer? &lt;br /&gt; Os seres mais bem resolvidos são aqueles que não olham como deveriam os fatos sociais que o mundo coleciona. Aqueles que veêm sempre encontram questões a resolver. Pobres moças ingênuas com uma pretensão que chega a ser engraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Querida, o que mais me tocou foram os olhos que pintou ao longo da sua vida. Olhos que guardam mistérios profundos. Olhos que passam uma sensação de que não há palavras que os descrevam. Olhos que são espelhos da alma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com espanto e admiração,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nathália&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exposição das obras de Anita Malfatti no CCBB. Não percam!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-360237619276762002?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/360237619276762002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=360237619276762002' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/360237619276762002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/360237619276762002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/08/boba.html' title='&quot;A boba&quot;.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-3564348214462289146</id><published>2010-07-18T23:15:00.007-03:00</published><updated>2010-07-18T23:54:57.342-03:00</updated><title type='text'>Certeza.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TEO-eNMGIqI/AAAAAAAAAOI/LaWVSEmJhXQ/s1600/baby.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 346px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TEO-eNMGIqI/AAAAAAAAAOI/LaWVSEmJhXQ/s400/baby.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495445396467884706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há uma sensação tão diferente que não sei o nome. &lt;br /&gt; Sinto saudade do filho que nunca tive. &lt;br /&gt; Não é simplesmente o sonho de tê-lo. &lt;br /&gt; Às vezes o desejo de sentir a sua pela macia me consome. Não é simplesmente o desejo de ser mãe e de acariciar o meu bebê. Não é desejo. É saudade. &lt;br /&gt; Eu sinto saudade dos seus olhos. Eu sinto saudade das suas risadas e sorrisos. Eu sinto saudade das nossas conversas e da troca de carinho.&lt;br /&gt; Eu sinto essa saudade desde criança e foi hoje que percebi que se trata de saudade.&lt;br /&gt; Sempre achei que fosse o maior sonho da minha vida o de ter um filho.&lt;br /&gt; Hoje sei que o maior sonho da minha vida é o de revê-lo.&lt;br /&gt; A maior certeza que tenho é que já fui mãe. Que já sou mãe e que sempre serei mãe.&lt;br /&gt; Eu não me tornarei mãe no dia que engravidar. Essa só será a maneira física de entrar em contato com o meu filho, pois eu já conheço o seu cheiro, o seu toque, o seu olhar e sobretudo, as covinhas do seu sorriso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-3564348214462289146?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/3564348214462289146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=3564348214462289146' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3564348214462289146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3564348214462289146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/07/certeza.html' title='Certeza.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TEO-eNMGIqI/AAAAAAAAAOI/LaWVSEmJhXQ/s72-c/baby.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-5547053896152670817</id><published>2010-07-13T01:38:00.009-03:00</published><updated>2010-07-13T02:00:58.694-03:00</updated><title type='text'>Adultos são esquisitos.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TDvwchklRbI/AAAAAAAAAOA/AZTmEI24tAk/s1600/fadinha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TDvwchklRbI/AAAAAAAAAOA/AZTmEI24tAk/s400/fadinha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493248543347262898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bule de café e eu conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entediante. Estressante. Os vocábulos mais citados no que diz respeito a ela, a ilustre rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há muito o que fazer, estressante. Se há pouco, bom por um momento, já que deixa de ser estressante e logo em seguida, entediante. Não simplesmente entediante, mas entediante de uma maneira que angustia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ambas as adjetivações a angústia ganha espaço. E penso que seja pela razão de a angústia ser um dos sentimentos que nos inundam quando sentimos que a vida está passando rápido demais, ou até mesmo lentamente, mas inutilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, os ambiciosos de plantão, queremos mais tempo para o que vai além dos afazeres e mais afazeres quando temos tempo demais, de uma forma que sempre encontramos razões para nos convencermos de que não somos completamente felizes. A felicidade é projetada em um agora distante que depende de centenas de fatores, que de uma maneira ou de outra sempre dependem do tempo.  Coitado do tempo, sempre o vilão! Comecei a ficar com pena dele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nessa de utilizar o meu tempo para refletir, que ele veio conversar comigo. Não mentiria, ele realmente estava com um semblante longe de ser caracterizado como feliz, mas também não posso dizer que era de todo infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez em razão de ter muito o que fazer, mesmo tarde da noite, achei conveniente oferecê-lo uma xícara de café para que a minha companhia se tornasse mais agradável, ou melhor, digo, sinceramente, para que ele não sentisse sono. Afinal, se apenas um bocejo de um mortal é capaz de contagiar, quem dirá o bocejo do maior vilão do século...&lt;br /&gt;Na dúvida, uma xícara de café, duas xícaras de café...um bule quem sabe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é extremamente diferente de qualquer pessoa. Sei que parece óbvio, mas foi inevitável tentar buscar características humanas em um “ser” “coisa” “fenômeno”, enfim no tempo mesmo, já que não há palavra alguma que vista decentemente o seu sentido a não ser ele próprio. O que mais me instigou foi o fato de ele falar coisas aleatórias que pareciam não fazer sentido algum e principalmente, o fato de ele não explicar a razão de falá-las. Senti-me angustiada. Tantas vezes ocorrem situações ao longo do tempo que parecem sem sentido...e eu teria a chance de desvendar diversos mistérios da vida, ou pelo menos, da minha vida!  &lt;br /&gt;Quando percebi que teria essa chance e notei que ele não iria me dar o que desejava, comecei a ficar angustiada. Sim, ele percebeu, se irritou um pouco e resolvi calar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que o Senhor Tempo parecia ser “do contra”,  achei que a melhor solução seria a de ficar quieta e deixá-lo falar o quanto quisesse, do que quisesse, pelo motivo não revelado que quisesse. E ele falou. Ele falou, falou, falou. Sobre o que?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou sobre seres que possuem sonhos que não trazem consigo a obrigatoriedade de serem realizados. Seres que não sentem a necessidade de trazê-los para o mundo real, por acreditarem fielmente que o mundo real é o mundo da imaginação. Afinal, passam horas do dia se dedicando ao mundo que inventam e se sentem extremamente perturbados quando algum ser os interrompe para mandá-los fazer algo que nada tenha a ver com o mundo que estão envolvidos. São obrigados a retirar a coroa de príncipe e princesa, sair do mar logo na hora que a sereia cantava, descer do foguete que estava quase chegando em Plutão, aprender a falar a língua dos homens logo na hora que estavam travando um diálogo com o cachorro da vizinha e ainda, para a desgraça momentânea desses seres, serem obrigados a explicar os traços que colocam no papel e terem que escutar que o que dizem ser uma estrela é pura e simplesmente um pingo azul no papel que mais parece um rabisco do que qualquer coisa! Ah! Quanta prepotência dizer que não se trata de uma estrela! Eles respondem no sentido do mundo que vivem, pois não sabem que os outros seres que os importunam não se referem ao mesmo mundo.  Não sabem o quanto sofrem esses seres, uma vez que foram expulsos um dia do mundo da imaginação. Ou melhor, ajudaram a construir o trem que os retiraria de lá e os levaria para um mundo cinzento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, passam a se sentir frustrados a cada sonho não realizado, e colocam a culpa no tempo. Dizem que o tempo passa rápido demais impedindo que realizem tudo que desejam. Dizem que o tempo quando não está repleto de afazeres os levam a uma paz tão grande que os leva à depressão e de lá sabe-se lá para aonde! Dizem que o tempo foi o trem que os retirou do mundo colorido. Dizem que o tempo é curto e que é preciso aproveitar cada dia como se fosse o último, mas não sabem como conversar com uma criança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi repentinamente, como num passe de mágica, que caí em mim. O Senhor Tempo já estava me dando a chave de todas as minhas perguntas. Ele me “reapresentou” a criança que há em mim. Quais foram as respostas que encontrei? Só sei que existem e que são importantíssimas, mas estão em outra língua, num lugar distante e em que cada letra possui uma cor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ótima semana a todos, muito embora saiba que somente aqueles que compreendem os mesmos signos sejam capazes de ter uma ótima semana.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-5547053896152670817?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/5547053896152670817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=5547053896152670817' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5547053896152670817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5547053896152670817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/07/adultos-sao-esquisitos.html' title='Adultos são esquisitos.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TDvwchklRbI/AAAAAAAAAOA/AZTmEI24tAk/s72-c/fadinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-3401773314313797343</id><published>2010-07-01T14:15:00.005-03:00</published><updated>2010-07-01T16:29:30.632-03:00</updated><title type='text'>A diferença.</title><content type='html'>Há pessoas bonitas.&lt;br /&gt; Há pessoas incrivelmente talentosas.&lt;br /&gt; E há os deslumbrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gd1PZCuTb5g&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gd1PZCuTb5g&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rWLjbo6ejUo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rWLjbo6ejUo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/V-ubO1SgJRs&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/V-ubO1SgJRs&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-3401773314313797343?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/3401773314313797343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=3401773314313797343' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3401773314313797343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3401773314313797343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/07/diferenca.html' title='A diferença.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-728351671398042311</id><published>2010-06-17T11:32:00.003-03:00</published><updated>2010-06-17T11:50:22.227-03:00</updated><title type='text'>ne ce pas les yeux.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TBo1xw5GaEI/AAAAAAAAAN4/74bxV8M3P5c/s1600/mona+lisa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TBo1xw5GaEI/AAAAAAAAAN4/74bxV8M3P5c/s400/mona+lisa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483754625331259458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O tempo não a faz murchar, nem o hábito azeda sua infinita variedade;&lt;br /&gt;Outras mulheres saciam os apetites que alimentam; mas ela deixa faminto quanto mais satisfaz.” Shakespeare (Antônio e Cleópatra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Havia algo de magnífico nos olhos. Algo de convidativo.&lt;br /&gt; Simplesmente um mistério que convida ao mergulho, doa as sensações de conforto que só a água traduz, doa belas paisagens e só.&lt;br /&gt; Não há tempo de vida suficiente para que se desvende.&lt;br /&gt; Simples e puramente por não haver maneiras de se desvendar.&lt;br /&gt; Há um mistério intocável repousado profundamente em seus olhos.&lt;br /&gt; E por mais que a boca se esforce a todo tempo para desvendá-los, não atinge sua intenção.&lt;br /&gt; É inexplicável. Não condiz com a língua dos homens.&lt;br /&gt; E o que se conserva da angústia que gera, nasce do fato de os homens não se contentarem com a realidade.&lt;br /&gt; A encantadora realidade de que há olhos desenhados e guiados pelo mistério divino.&lt;br /&gt; Nem a mais nobre e inteligente tentativa seria capaz de desvendar os segredos desses olhos tão próximos e tão distantes. Pura e simplesmente por não ser viável aos homens. &lt;br /&gt; E amar esses olhos sem que se possa possuí-los por inteiro, faz com que os homens desejem o inatingível: conquistar a habilidade divina, embora seja pensado que até mesmo Deus tenha se esquecido do segredo que criou para aqueles olhos.&lt;br /&gt; São olhos que até mesmo Deus não entende; assim como um artista que pára e paira admirado e atormentado diante da obra de arte e sente a certeza que o transborda:&lt;br /&gt;a pura certeza de que não há formas de reproduzir o que fora produzido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nas inspirações vivem os mistérios, por isso indecifráveis.&lt;br /&gt; A obra é misteriosa pela impossibilidade de desvendar a inspiração que lhe dá forma.&lt;br /&gt; Há olhos que respiram inspiração, misteriosa e encantadora por si só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-728351671398042311?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/728351671398042311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=728351671398042311' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/728351671398042311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/728351671398042311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/06/ne-ce-pas-les-yeux.html' title='ne ce pas les yeux.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TBo1xw5GaEI/AAAAAAAAAN4/74bxV8M3P5c/s72-c/mona+lisa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-5408757220748677131</id><published>2010-06-08T12:29:00.013-03:00</published><updated>2011-02-16T02:27:19.342-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Perdoe-me Lev Tolstói.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TA54xkrHzEI/AAAAAAAAANQ/YP2YQY2UrlE/s1600/Fechadura.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 212px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TA54xkrHzEI/AAAAAAAAANQ/YP2YQY2UrlE/s400/Fechadura.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480450589609937986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1910: ano de sua morte&lt;br /&gt;1911: ano da publicação e encenação de O cadáver vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra foi escrita dez anos antes da sua morte.&lt;br /&gt;Ele simplesmente não havia permitido que a obra tivesse repercussão.&lt;br /&gt;Por quê?&lt;br /&gt;Porque, segundo ele, era baseada em fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de lê-la, compreendi. Não eram simplesmente fatos. Eram relatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro em mãos. Não um livro qualquer. A curiosidade no peito. Não uma qualquer.&lt;br /&gt;Não aquela curiosidade que permitisse que o seu objeto fosse desvendado momentos mais tarde. Foi curiosidade honrada. &lt;br /&gt;Um livro que não era para estar em minhas mãos.&lt;br /&gt;Um livro que só estava diante dos meus olhos, por desrespeito à vontade do seu autor.&lt;br /&gt;Eu me sentia inundada de curiosidade honrada. &lt;br /&gt;E concomitantemente, um pouco criminosa.&lt;br /&gt;Estava prestes a mergulhar em relatos que não desejavam ser relatados.&lt;br /&gt;Estava eu e o livro, a intrusa e o baú de mistérios. Antes fosse um baú qualquer.&lt;br /&gt;Não era. Ao abri-lo luzes e mais luzes adentrando meus devaneios. Eram jóias a enfeitar minhas reflexões. &lt;br /&gt;Não pude evitar.&lt;br /&gt;Não pude me desvencilhar da tentação.&lt;br /&gt;Crime cometido sem maiores dores na consciência.&lt;br /&gt;Abri-o e devorei-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatos tão surpreendentes que seria mais fácil acreditar que foram grandes feitos da criatividade tolstoiana.&lt;br /&gt;Características marcantes. Extremamente marcantes. Porém, não há polarização clichê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fiódor Vassílievitch Protássov, meu querido Fiédia,&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;haveria tantas formas de descrevê-lo, mas somente uma a fim de honrar o que havia de melhor no senhor. Tenha certeza, essa foi a escolhida.&lt;br /&gt;E posso dizer que embora reconheça as suas falhas, elas realmente não se deixam ser concretizadas como maiores em relação às suas boas intenções. &lt;br /&gt;Não é simplesmente pelo fato de a morte reconciliar, como Anna Dmítrievna diz. Também não é de meu desejo, inferiorizar o seu ato. Ato esse, necessário para que se tornasse notório que a sua decisão de rompimento com Lizavieta não se tratou da fuga mais fácil. Não se tratou da fuga covarde, tragada com o gosto e odor da paixão de Macha, como o senhor mesmo diz: um amor puro, abnegado: dá tudo sem exigir nada.&lt;br /&gt;Foi um ato de bondade, por mais que o tenha feito por enxergar em Liza e em Víktor a qualidade de bondade que não enxergava em si próprio. Foi um ato de coragem. &lt;br /&gt;Mas foi, sobretudo, um ato de quem leva o bom senso às últimas consequências.&lt;br /&gt;Lembrarei do senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; Querida Liza, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por mais difícil que a vida tenha se tornado para você, por conta das irresponsabilidades cometidas por Fiédia, ficou claro que a maior batalha travada foi consigo própria.&lt;br /&gt;A decisão de lutar contra o amor sentido por Víktor e a dedicação ao amor à Fiédia a ponto de pedir ao próprio Víktor que fosse atrás do seu marido...&lt;br /&gt;Tenha certeza Liza, que se Fiédia cometeu ato tão impactante, foi por notar que era o grande obstáculo na luta travada entre duas Lizas, ambas nutridas por amor, embora fossem almas conflitantes. Fiédia percebeu que era necessário o adeus para que as suas duas almas fizessem as pazes, pois seriam almas que não poderiam continuar vivendo em conflito até que uma vida jovem como a sua, acabasse em mera poeira triste sobre um ponto frio da Rússia.&lt;br /&gt;A sua decisão de permanecer ao lado de Fiédia não foi um ato menor do que aquele cometido por ele. Não se sinta culpada. Digo isso porque penso que haja a possibilidade de se sentir assim algum dia, não por considerar que deva se sentir assim, mas simplesmente por ser suscetível a isso, sendo quem é.&lt;br /&gt;Não há que se ter pena de Fiédia. &lt;br /&gt;A sua missão que chega a beira da obrigação, digo já pedindo desculpas pela intromissão, é manter a convivência amigável entre as suas almas e se permitir ser feliz, já que a sua felicidade, foi a grande dama dessa história, presa em uma torre inatingível. &lt;br /&gt;Enquanto sacrificou a sua felicidade, lutaram por ela ao ponto de escorrer sangue e discórdia. &lt;br /&gt;Portanto, minha querida Liza, não coloque barreiras à sua felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Querida Anna Pávlovna,&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a senhora me surpreendeu muito. Em um contexto que o comum seria que adotasse a postura de Sacha e talvez, que ela adotasse, portanto, a sua, não foi isso que ocorreu.&lt;br /&gt;A senhora se permitiu sentir o amor que vai além dos preconceitos e convenções sociais. A senhora me deixou com vontade de passar uns tempos nesse frio russo mais uma vez. Embora, dessa vez com mais desejo, já que quando estive aí, não havia conhecido seus pensamentos.&lt;br /&gt;Como disse: "qualquer coisa é melhor do que destruir uma vida jovem."&lt;br /&gt;Eu a admiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Querido Víktor,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imagino o quão triste deve ter sido passar por isso. Imagino o quão triste deve ter sido amar Liza calado... a um ponto que expressar o seu amor por ela passou a ser deixá-la ser feliz da maneira que ela construia a vida ao lado de outro.&lt;br /&gt;A atitude que teve ao procurar Fiédia...os anos a fio sentindo um amor sufocado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há algo a aconselhar, se é que tenha permissão para isso, é que não deixe a chama do amor se apagar por ter sido permitido, finalmente, que queimasse.&lt;br /&gt;Somente agora, ao contrário do que muitos pensam, o senhor verá se o seu amor é verdadeiro. Há pessoas que não conseguem amar as outras diante da falta de empecilhos. Essas, nunca amam as outras. Amam vencer as barreiras. &lt;br /&gt;Não sabem elas nada sobre o amor. Não sabem que amar já é o próprio desafio, não por ser difícil, mas simplesmente por ser uma entrega que carece de energia todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é necessário dizer que recomendo, já que o que recomendo não é que leiam.&lt;br /&gt;Recomendo que se envolvam. &lt;br /&gt;Recomendo que não julguem as queridas personagens, mas que as amem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se abrir um livro, é necessário que se abra a alma primeiro e antes de tudo.&lt;br /&gt;Se não há, pois, como abri-la e deixar de lado preconceitos e superficialidades, não o façam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O livro não precisa de leitores. São os leitores que precisam dele.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-5408757220748677131?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/5408757220748677131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=5408757220748677131' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5408757220748677131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5408757220748677131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/06/perdoe-me-lev-tolstoi.html' title='Perdoe-me Lev Tolstói.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/TA54xkrHzEI/AAAAAAAAANQ/YP2YQY2UrlE/s72-c/Fechadura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-7823561982233158876</id><published>2010-05-17T20:59:00.009-03:00</published><updated>2011-02-16T02:27:41.701-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Ator: o expectador espectador.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/S_Hj8wQgi8I/AAAAAAAAANI/LdN3qQMKJ0U/s1600/adanca.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/S_Hj8wQgi8I/AAAAAAAAANI/LdN3qQMKJ0U/s400/adanca.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472405655117663170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira recomendação feita é a de que nos envolvamos. Entretanto, é apenas o resultado de uma recomendação implícita. &lt;br /&gt;É preciso que se esteja disposto a abrir o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De peito aberto, o envolvimento trata-se da conseqüência gerada. Porém, não se pode seguir o caminho que simplesmente se deseja, pois é essencial a transmissão da mensagem àquele que nem sempre está de peito aberto, aquele que nos sustenta. &lt;br /&gt;E se tudo o que se passa nas veias necessitar ser sussurrado, será preciso que se sussurre alto, e que se preste atenção na entonação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário estudar o espaço a ser explorado. Afinal, não se pode permitir que expressão alguma seja omitida daquele que se permite assistir e consequentemente ser assistido, em ambas as concepções da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por mais que se sinta dificuldade em encontrar palavras suficientes para a manifestação do que se quer passar, é de suma importância dizer o estritamente necessário. Aprende-se a valorizar cada palavra. Aprende-se tão intensamente o quanto, o valor do silêncio no momento oportuno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peito não só palpita. O peito não só estremece. O peito se deixa guiar pelo que ainda não recebeu nome. É sensação distinta de qualquer outra. Só é possível senti-la ali, entre um raio ou outro de luz por trás das coxias. Não há segurança capaz de distanciar alguma sensação típica do improviso. Essa, palpita entremeada. Permanece lá, intacta, vezes maior, vezes menor, mas sempre lá. &lt;br /&gt;Ou melhor, ali, aí. Aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E momentos depois, O sentimento, a inundação de todas as poesias em sais de lágrimas, não fosse o sentimento tradutor da estranheza que nos invade quando refletimos acerca do Infinito. Ah sim! É ainda maior que a inundação. É o sentimento que gosto de chamar de Universo, mesmo não sendo, ainda, e-xa-ta-men-te aquilo que queira dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Universo é quando se está ali, naquele espaço limitado, com um número tão limitado o quanto de espectadores, não fossem as centenas de almas que permeiam um só espectador, não fossem as milhares de almas a me permear. E são elas que me assistem, dos ângulos mais diversos possíveis. E são elas que me decodificam, de ângulos até mesmo inimagináveis. Elas me assistem de dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O proibido não é bem-vindo. O individualismo, repudiado. Não há maneira bela de se  construir uma cena sem o interesse pelo outro. Não só pelo que o outro fala, como pela maneira que o faz. Não só pelo que o outro ouve, como pela maneira que ouve. Não só pelo que o outro sente, mas principalmente pela forma que o outro se dedica a esse sentimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contracenar ensina a maneira ideal para gerar as reações desejadas no coração do espectador: a valorização, primeiramente, daquele que o observa do mesmo plano. Atuar requer, sobretudo, a habilidade de ouvir. Contracenar é uma dança que por mais que se saibam os passos, é necessário que se saiba dançar no ritmo apresentado, seja esse o ensaiado ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguidas todas as recomendações, é imprescindível o retorno à primeira. &lt;br /&gt;Primeiramente e finalmente o peito se abre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, façam silêncio: as cortinas também se abriram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-7823561982233158876?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/7823561982233158876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=7823561982233158876' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7823561982233158876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7823561982233158876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/05/ator-o-expectador-espectador.html' title='Ator: o expectador espectador.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/S_Hj8wQgi8I/AAAAAAAAANI/LdN3qQMKJ0U/s72-c/adanca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-6119289843082125245</id><published>2010-04-06T20:14:00.007-03:00</published><updated>2010-04-06T20:38:03.715-03:00</updated><title type='text'>flocos e mais flocos de psyche</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/S7vBONw7EiI/AAAAAAAAALY/ohiXvTafH_g/s1600/omaximo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 387px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/S7vBONw7EiI/AAAAAAAAALY/ohiXvTafH_g/s400/omaximo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457167823446676002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Sorvete de flocos. Nunca me foram tão interessantes. Porque não há motivo de maior felicidade do que receber um cartão postal da infância alheia e concomitantemente um convite para percorrê-la com os pés descalços. Simplesmente mergulhar nos misteriosos sorvetes de flocos. Simplesmente o mistério de sua composição. Simplesmente o mistério da infância ressuscitada.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Mais incrível do que lembrar dos gostos dos biscoitos que não voltam mais...dos aromas que marcaram as ansiedades...das brincadeiras, e mais ainda, das sensações que elas geravam... é conseguir  lembrar das sensações da infância alheia sem tê-las vivido naquele corpo, e no respectivo ambiente  e segundo em que foram retratadas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Por mais censuradas que as crianças sejam, há sempre uma compreensão maior para que se joguem na grama molhada de chuva a fim de rolar imitando um peixe e para que deslizem com as mãos sujas de sorvete de flocos pelas paredes de casa. Ah! Antes o rótulo de mal educada do que o de louca! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Tornar-se adulta requer a habilidade de deixar impulsos inocentes de lado, com a chamada precaução de não constranger alguém. &lt;br /&gt;E quando deixar de inventar coreografias no meio de uma rua cheia e com barulhos ensurdecedores de buzinas,  começar a fazer com que esse adulto constranja a si próprio? Porque não há nada de mais constrangedor do que ter que esconder impulsos infantis e o respectivo brilho nos olhos que esses geram...&lt;br /&gt;Pobres os adultos que pensam ser loucura ou bebida os mergulhos infantis do seu “semelhante”...&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Ah! Mas as crianças merecem ainda mais os esforços da advocacia... &lt;br /&gt;  Afinal, dificilmente lhes é concedido o direito a defesa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Qual o problema da criança não gostar da outra e de não querer que a outra estrague o seu brinquedo? Por que a criança não tem o direito de ficar triste com algo que ouve? Por que é acusada de fazer manha sempre que uma lágrima visita seus olhos? Por que censurá-la se o desejo de comer o bombom naquele momento inunda a sua vida inteira? Crianças não se tornarão os homens e mulheres do futuro. Já o são. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Eu não posso deixar de compartilhar a delícia que foi ler &lt;em&gt;Quando eu voltar a ser criança&lt;/em&gt; de Janusz Korczak. Um livro convidativo, comprado num sebo, com uma dedicatória de um sujeito chamado Lula para outro chamado Jorge.  O Lula pede ao Jorge que depois lhe empreste o livro. Se esse foi emprestado, não sei.  Só sei que gostaria que todos que conheço o lessem. Uns mais. Outros com menor intensidade. &lt;br /&gt;O que importa é que para mim esse livro não é apenas um livro que emociona. &lt;br /&gt;Trata-se de um divisor de águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Janusz foi um homem que teve a oportunidade de fugir do gueto de Varsóvia onde ficou em confinamento com as duzentas crianças do seu orfanato, mas não conseguiu abandoná-las e acabou sendo arrastado ao campo de concentração de Treblinka. &lt;br /&gt;Janusz traduz com delicadeza sensações que descobri guardadas num lugar muito especial dentro de mim. Sensações que me fazem sentir ainda mais amor e compaixão pelas crianças, responsáveis mor do pouco de espontaneidade que ainda paira por aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de suma importância relatar as dedicatórias do autor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Ao leitor adulto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês dizem: &lt;br /&gt;- Cansa-nos ter de privar com crianças.&lt;br /&gt;Tem razão.&lt;br /&gt;Vocês dizem ainda:&lt;br /&gt;- Cansa-nos,  porque precisamos descer ao seu nível de compreensão.&lt;br /&gt;Descer, rebaixar-se, inclinar-se, ficar curvado.&lt;br /&gt;Estão equivocados.&lt;br /&gt;Não é isso o que nos cansa, e sim, o fato de termos de elevar-nos até alcançar o nível dos sentidos das crianças.&lt;br /&gt;Elevar-nos, subir, ficar na ponta dos pés, estender a mão.&lt;br /&gt;Para não machucá-las. “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Ao leitor jovem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Vocês não encontrarão neste romance aventuras palpitantes. É uma tentativa de romance psicológico.&lt;br /&gt;Em grego, “psyche” quer dizer “alma”.&lt;br /&gt;O assunto deste relato é aquilo que acontece na alma do homem: o que ele sente, o que pensa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt; &lt;strong&gt;Janusz, se pudesse encontrá-lo um dia, na dimensão que fosse, teria imenso prazer e necessidade de dizer que não há aventura mais palpitante do que aquilo que acontece na alma do homem. Obrigada pelo que fez acontecer na minha.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-6119289843082125245?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/6119289843082125245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=6119289843082125245' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6119289843082125245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6119289843082125245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/04/flocos-e-mais-flocos-de-psyche.html' title='flocos e mais flocos de &lt;em&gt;psyche&lt;/em&gt;'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/S7vBONw7EiI/AAAAAAAAALY/ohiXvTafH_g/s72-c/omaximo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-4621674419449711354</id><published>2010-03-17T01:41:00.004-03:00</published><updated>2010-03-17T01:53:47.412-03:00</updated><title type='text'>Líquens.</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.infoescola.com/files/2009/08/liquens2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 215px;" src="http://www.infoescola.com/files/2009/08/liquens2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Líquens tão apaixonados...em formato de coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O amor só pode sobreviver em uma atmosfera que o alimente com todo o ar e que concomitantemente alimente a si própria. Pois, sabe-se que o fôlego necessário vai embora de todo ser que se esquece de inspirar. Há um momento que por mais que haja desejo ardente de expirar, não há como se desfazer da quantidade ínfima de ar que trata de não deixar que o ser que ama faleça. &lt;br /&gt;Desfazendo-se, há falência, seja daquele que morre de fome por entregar tudo o que lhe resta, seja do doce mutualismo que se sepulta em predação.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autótrofos e Heterótrofos têm muito a ensinar. São raros e preciosos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-4621674419449711354?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/4621674419449711354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=4621674419449711354' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4621674419449711354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4621674419449711354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/03/liquens.html' title='Líquens.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-1616839346266961014</id><published>2010-03-09T22:46:00.009-03:00</published><updated>2010-04-08T17:22:53.485-03:00</updated><title type='text'>Celeste.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/S5cAeWFz7WI/AAAAAAAAAK4/lfCT7d7-d-Y/s1600-h/no+mar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 258px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/S5cAeWFz7WI/AAAAAAAAAK4/lfCT7d7-d-Y/s400/no+mar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446822795653934434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Uma foto minha, desfocada, mas que gosto. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O ruído range, ou mesmo canta. Espreguiça-se. Encolhe-se. &lt;br /&gt; Acolhe-me.&lt;br /&gt; O mais ensurdecedor, aquele que se resguarda. É a virgem do silêncio, de uma forma que jamais permite que ele o possua por inteiro, enquanto ele...ah! ele...sempre encontra a ocasião para tentar o convencimento. Mas falha.&lt;br /&gt; Ah! Ruído este tão arraigado, pois mesmo no silêncio, há chiado, seja de uma dor que desatina, seja de uma paz celestial.&lt;br /&gt; Poupo-me do que é de relevância menor e me torno plena ao encontrar o cochicho do que é tranquilo, pleno. Pois para mim não há silêncio total. Há sempre uma brisa que passa por dentro nos momentos mais calmos...brisa essa, tão notável, que chega a atrapalhar as tentativas do silêncio... &lt;br /&gt; E basta estar sozinha sentindo a natureza da qual me constituo para abrir espaço ao silêncio. Esse me encontra. Acaricia-me. E me ama de uma tal forma que me faz cantar nas veias...e nesse momento o canto o encontra, como tinta que se espalha na alvura...&lt;br /&gt; Não é mais eu e o silêncio. Sou &lt;em&gt;eu e eu.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-1616839346266961014?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/1616839346266961014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=1616839346266961014' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1616839346266961014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1616839346266961014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/03/celeste.html' title='Celeste.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/S5cAeWFz7WI/AAAAAAAAAK4/lfCT7d7-d-Y/s72-c/no+mar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-7132473540034151732</id><published>2010-02-12T02:22:00.006-02:00</published><updated>2010-02-12T02:45:24.168-02:00</updated><title type='text'>Acreditem: raios refletem! =)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/S3TaARscwTI/AAAAAAAAAKw/aiWf-kgCEEA/s1600-h/aurora.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 317px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/S3TaARscwTI/AAAAAAAAAKw/aiWf-kgCEEA/s400/aurora.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437210348427723058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe sabiá, tinha esquecido de contar... Logo uma abelha, acredita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma abelha com medo percebeu que era o seu medo que a faria morrer. Fosse grande o quanto fosse, seu ferrão era inimigo. Um eterno inimigo em seu corpo. Como eram os espinhos da rosa que tanto queria ser tocada...como eram os pensamentos dela, da Aurora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que fazer com esse ferrão que se mostra tão valente e latejante quando o medo vem? Ele parece tão confiável...parece ser a armadura insubstituível...a armadura protetora...o anjo da guarda...”E o que fazer?”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E o que fazer quando os instintos teoricamente protetores, racionalmente protetores, biologicamente protetores, se mostram dissimulados? Porque era apenas um bichinho  que esbarrou... era apenas um bichinho que queria mel... era um bichinho que não queria matá-la... era um bichinho que teve o braço ferido...foi uma abelha que teve a vida retirada...ou diria...foi uma abelha suicida? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! O instinto a matou...mas morrer por instinto é suicidar-se? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode começar a ser quando o instinto pode ser pensado, não só sentido. Pobre abelhinha que morreu! Feliz a abelha que reflete... Pobre rosa que pensa sobre seus espinhos,  mas não é capaz de lutar contra eles... ah quem sabe aquela rosa que passou por mim não estava tentando o primeiro passo? Ah! Como fazia questão de exalar o paraíso... Ela estava apaixonada? Eu acho que queria mostrar que fosse triste o quanto fosse carregar aqueles espinhos...sempre estaria disposta a perfumar... Só posso dizer que a rosa amou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aurora sentou bem aqui embaixo de mim sabe Sabiá?! Ela tem uns pensamentos que me lembram o que os espinhos são para a rosa...Ela tem uns pensamentos que me lembram o que o ferrão é para abelha... Mas a Aurora...Sabiá...é uma abelha que pensa. &lt;br /&gt;A aurora é a abelha que passou a sentir medo do medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Aurora ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arlindo, acho importante responder àqueles que deixam recados para mim, mas infelizmente não sei como respondê-lo...não tenho nenhum e-mail nem nada...&lt;br /&gt;Por essa razão respondo por aqui mesmo... é claro que lembro de você! Foi muito gratificante para mim saber que o que escrevi sobre o seu espetáculo chegou aos seus olhos e trouxe satisfação. =)&lt;br /&gt;Afinal, conseguiu assistir "Aqueles Dois"? O que achou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo!!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-7132473540034151732?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/7132473540034151732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=7132473540034151732' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7132473540034151732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7132473540034151732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/02/acreditem-raios-refletem.html' title='Acreditem: raios refletem! =)'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/S3TaARscwTI/AAAAAAAAAKw/aiWf-kgCEEA/s72-c/aurora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-8058981650847411938</id><published>2010-01-22T00:28:00.009-02:00</published><updated>2011-02-16T02:28:00.927-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Aqueles Dois pela Cia Luna Lunera.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3Otjt6eJ4hk/SXXlcZBFPpI/AAAAAAAACXo/3RdR8g4aSmc/s400/0812_Aqueles+Dois_20080307.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3Otjt6eJ4hk/SXXlcZBFPpI/AAAAAAAACXo/3RdR8g4aSmc/s400/0812_Aqueles+Dois_20080307.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prêmios recebidos. Poucos recursos. Sinopse interessante. Ingresso barato. CCBB.&lt;br /&gt;Simplesmente fui. Fui e fiquei arrepiada. Fui assistir &lt;em&gt;Aqueles Dois &lt;/em&gt;,espetáculo que tem como base o conto homônimo de Caio Fernando Abreu, no Centro Cultural do Banco do Brasil. Incrível como peças tão bobas e dotadas de um humor tão precário ilustram os maiores teatros da cidade e custam seis, sete, oito, nove, dez vezes mais!&lt;br /&gt;E dizem por aí que teatro é caro. Sim. Sim. Fazer teatro é caro. &lt;br /&gt;Ir ao teatro é caro. Vivemos em um país que não estimula a arte. Sim. Sim. Sim. Mas fazer arte não custa caro. Ou melhor, quanto maior a capacidade de se fazer arte com menos recursos, maior a arte feita. Pura. Nua. Autêntica como a utopia da arte em sua perfeição.&lt;br /&gt;Aqueles que conseguem os patrocínios mais exorbitantes têm mais verba para promover o espetáculo. Assim, maior é o público recheando as platéias confortáveis. Público influente. Público privilegiado. Público que paga o que for, o quanto for. Entretanto, penso que o público mais valioso seja aquele que reconhece o esforço de atores que cobram tão barato ao passo que oferecem arte da mais pura qualidade, viva, latente, como diamante que tilinta. Público que sai de onde for em busca de uma expressão artística que seja menos influenciada pela indústria que a engole. Público que deseja mais do que entrenimento. Mais do que distração. Público que deseja sentir-se tocado de uma forma que sinta que seu peito é um leito de arte, que baila, que vibra, que goza...seu peito é um ator que aperta bem forte os olhos e grita MERDA antes do espetáculo começar. Seu peito é um ator que sua frio independentemente da experiência que tenha. Seu peito é capaz de agarrar os olhos dos atores e de beber suas palavras, sejam doces, azedas, amargas...sejam salgadinhas...sejam feitas de lágrimas...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aqueles Dois&lt;/em&gt; me arrepiou. Ou melhor, aqueles quatro. Um belo conto. Uma bela história de amizade. Uma bela forma de viver...porque quando se ama, os gritos da janela, as piadinhas maldosas, não só não importam, como não se nota sua existência. &lt;br /&gt;Porque haja o que houver, sempre haverá um táxi. Sempre haverá um gesto que expresse que o amor dignifica, vai além, se sobrepõe. Sempre haverá mãos que abrem a porta do carro. Sempre haverá Raul e Saul. Sempre. Sempre...mesmo que o amor seja comparado à morte. Ou melhor, ainda mais por sê-lo.&lt;br /&gt;E o que dizer da nudez? Somente a personificação da nudez que já doavam pelo olhar, pelas palavras, pela vibração do peito que deixavam que fosse ouvida, sentida, palpada.&lt;br /&gt;Eu amei. Eu me arrepiei. Eu senti meus olhos umidecerem. &lt;br /&gt;Eu indico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-8058981650847411938?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/8058981650847411938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=8058981650847411938' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8058981650847411938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8058981650847411938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2010/01/atitude.html' title='Aqueles Dois pela Cia Luna Lunera.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3Otjt6eJ4hk/SXXlcZBFPpI/AAAAAAAACXo/3RdR8g4aSmc/s72-c/0812_Aqueles+Dois_20080307.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-6038344593744944100</id><published>2009-12-31T04:29:00.018-02:00</published><updated>2010-01-06T11:38:07.153-02:00</updated><title type='text'>E tilintou...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SzxcRuzPwKI/AAAAAAAAAJ4/svxDkHviY60/s1600-h/tran%C3%A7a.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 326px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SzxcRuzPwKI/AAAAAAAAAJ4/svxDkHviY60/s400/tran%C3%A7a.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421309511137738914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: Eu e minha afilhada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma garota do outro lado do mundo. Ela e um barquinho. Águas e águas por todos os lados. Pensamentos a quilômetros e quilômetros de distância ou simplesmente tão perto do coração. &lt;br /&gt;Desejos, lembranças, pedidos. &lt;br /&gt;Um ou outro agradecimento. E 2009 nasceu da salinidade dos seus mergulhos, literais ou não.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E veio a outra data importante do ano. Carnaval. Sua fantasia: um avental azul. Dor. Surpresas. Salinidade outra vez. Ela sabe do que se trata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu-se sangrando. Quase deixou-se afogar. Mas algo brotava ali. Era a força maior do mundo. Era ela. Era a descoberta de um sentimento maior do que qualquer amor idealizado. Sentiu a pessoa importante mais perto do que pensava. Dormia no fundo de um peito que jamais tomariam. Era a própria! A origem de toda a alegria sentida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também percebeu que por mais responsável que fosse a escolha por uma profissão, aquilo não rotulava a sua vida. Ela era mais do que uma escolha. E uma escolha não anularia outras. Ela se permitiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela conheceu pessoas especiais. Muito especiais. Pessoas que a fizeram conhecer melhor um lado um pouco oculto da vida. Pessoas que apresentaram tristezas que  sequer conhecia. Colocou-se no lugar do outro. Reconheceu sorrisos sinceros em lábios que já haviam sentido, por tantas vezes, a salinidade de lágrimas incessantes. Eram os mais especiais do mundo. Obrigada amigos por terem aparecido na minha vida. Obrigada amigos com experiências tão marcantes. Obrigada por terem quebrado um casulo já úmido de um mofo rosado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Páginas e páginas a ler. Sempre mais. E quanto mais aprendia mais descobria que o que não sabia era ilimitado (tão ilimitado quanto era o que sentia aprendendo).&lt;br /&gt;Dedicação. Suor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um minuto de pausa dos afazeres. Um minuto de pausa das distrações. Um minuto para reconhecer o quanto era rara. Ela sorria e se perguntava se encontraria um diamante além daquele dentro de si. Resolveu descansar. &lt;em&gt;Um encontro marcante&lt;/em&gt;. Escutamos essa história lembrando do último conto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bem ali. Encontrou-se entre um passo e outro dobrando a esquina. Seu reflexo no espelho! Era mesmo uma mulher! Ela própria! E lá mergulhada na íris dos olhos, a menina, tão doce, tão alegre, tão limpa sem o sangue que um dia a encharcara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus pais tão amáveis e tão charmosos de uma maneira desengonçada de vê-la, resolveram se permitir. Permitiram-se ver o mesmo reflexo. Era mesmo uma mulher!&lt;br /&gt;Ela própria! &lt;br /&gt;Reconheciam-na.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E 2010 nasceu da pureza dos diamantes. Daqueles que brilhavam independentemente de qualquer salinidade. Daqueles que foram encontrados, por sua vez, em águas doces e correntes. Fluidas... &lt;br /&gt;Amantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-6038344593744944100?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/6038344593744944100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=6038344593744944100' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6038344593744944100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6038344593744944100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/12/pura.html' title='E tilintou...'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SzxcRuzPwKI/AAAAAAAAAJ4/svxDkHviY60/s72-c/tran%C3%A7a.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-2312840682708965960</id><published>2009-12-19T00:54:00.011-02:00</published><updated>2010-11-05T02:41:32.411-02:00</updated><title type='text'>O desenho do papel molhado de tinta.</title><content type='html'>&lt;em&gt;O encontro marcante.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi quando a menina cogitou que não era uma questão de azar. Ela caiu em si. Olhos um pouco mais polianos. Porque é necessário que se conheça o cascalho para que se reconheça o diamante. E ela simplesmente se deu conta de que o fundamental era o discernimento, não a busca. Afinal, não adianta lutar contra a natureza. A busca lhe dera o discernimento. E foi nisso que se fez útil. Agora já não era mais necessário analisar cascalhinhos. Ela não precisava mais de tanto tempo para saber do que se tratava. &lt;br /&gt;Ou melhor, tornou-se habilidosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despediu-se da caverna com um certo cansaço nas pálpebras. Com aquele calor que só o esforço traz. Foi-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclinou-se no tronco de uma árvore frondosa. Fechou seus olhos e sentiu. Sentiu o quanto era maravilhoso ter seus cabelos acariciados pelo vento. Sentiu o quanto era agradável o som das folhas dançando naquela brisa contente. Sentiu o que lhe cercava. &lt;br /&gt;Sentiu-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi quando a menina respirou que não era uma questão de azar. Ela mergulhou em si. Olhos um pouco mais atentos para uma caverna peculiar. Tão dentro de si, tão longínqua outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observar mosaicos tão arraigados a fez feliz. E ela se sentiu plena. E os seus cabelos voaram de uma forma tão poética que pareciam acariciar o arvoredo. Pingos de um riacho viajaram no ar até a sua tez. Foi quando ela percebeu que não era necessário que fechasse os olhos para que se sentisse a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com pés corajosos e tímidos. Foi mergulhar no fluxo convidativo. Ela e seus mosaicos cristalinos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por um motivo que se desconhece abriu os olhos lá no fundo das águas. Se havia cascalhos não me foi dito. O relato foi de que havia luzes para todos os lados. Arco íris navegáveis. E foi. Foi com olhos corajosos e tímidos. Foi assim que o diamante a enxergou. Surpreendente como estava ali sozinho. Talvez também tivesse se cansado de cavernas calorentas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-2312840682708965960?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/2312840682708965960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=2312840682708965960' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2312840682708965960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2312840682708965960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/12/com-um-tom-de-acaso.html' title='O desenho do papel molhado de tinta.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-7510706126918567450</id><published>2009-11-27T00:53:00.006-02:00</published><updated>2010-02-24T10:46:10.304-03:00</updated><title type='text'>liiistradinha</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/Sw9D2zLLqBI/AAAAAAAAAJI/CZ1EmBT3s2o/s1600/babygirl.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 278px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/Sw9D2zLLqBI/AAAAAAAAAJI/CZ1EmBT3s2o/s320/babygirl.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408616286224361490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira. Não sinto o mesmo do que quando leio Clarice. Não é tão arraigado a mim de forma que não consiga parafrasear. Clarice sim. Leio “Eu, reduzida a uma palavra? Mas que palavra me representa? De uma coisa sei: eu não sou meu nome. O meu nome pertence aos que me chamam.” e sinto que é exatamente o que se passa em mim, sem palavras. Não há uma pontuação fora do lugar. E qualquer vírgula que for se faz necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira invoca outro sorriso. Bandeira me mostra uma criança engraçadinha, curiosa e esperta. Clarice, uma criança em sono profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o dia for daqueles que não se é necessário ler Clarice, nem ao menos lembrar de sua existência para ir ao seu encontro, e se a sensação gerada não for a de plenitude, mas a de uma angústia profunda, não há nada que seja mais gracioso do que uma lagarta listradinha( isso se uma criancinha despenteada não vier ao meu encontro e disser que viu uma lagartinha, sem que eu saiba sequer que o seu conhecimento vai além do auau.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namorados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:&lt;br /&gt;-Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com sua cara.&lt;br /&gt;A moça olhou de lado e esperou.&lt;br /&gt;-Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?&lt;br /&gt;A moça se lembrava:&lt;br /&gt;-A gente fica olhando...&lt;br /&gt;A meninice brincou de novo nos olhos dela.&lt;br /&gt;O rapaz prosseguiu com muita doçura:&lt;br /&gt;-Antônia, você parece uma lagarta listrada.&lt;br /&gt;A moça arregalou os olhos, fez exclamações.&lt;br /&gt;O rapaz concluiu:&lt;br /&gt;-Antônia, você é engraçada! Você parece louca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Manuel Bandeira&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-7510706126918567450?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/7510706126918567450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=7510706126918567450' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7510706126918567450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7510706126918567450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/11/liiistradinha.html' title='liiistradinha'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/Sw9D2zLLqBI/AAAAAAAAAJI/CZ1EmBT3s2o/s72-c/babygirl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-4342080680776800792</id><published>2009-11-09T19:32:00.008-02:00</published><updated>2009-11-09T23:18:30.155-02:00</updated><title type='text'>Um conto salgado.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qP-RiMdgb5M/SgA0kj7fNgI/AAAAAAAABxo/XUzTGM1YW9E/s320/menina+invisivel.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 288px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qP-RiMdgb5M/SgA0kj7fNgI/AAAAAAAABxo/XUzTGM1YW9E/s320/menina+invisivel.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doce menina salgada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma menina foi juntando em um potinho todas as ofensas que realmente a faziam sofrer. Com o tempo o potinho já não era mais suficiente. &lt;br /&gt;A menina arrumou uma mala maior do que si e resolveu colocá-las lá dentro. Ela tentou jogar a mala no mar. O mar estava calmo demais para isso. Era covardia com a natureza que a cercava. Ela tinha que resolver a natureza do seu problema sem deixar que isso influenciasse na dinâmica terrestre. Era espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela via valores deturpados. Esses valores a oprimiam. Eles eram a natureza de tudo que havia dentro do depósito sem fundo que carregava consigo. Qualquer movimento de resistência só fazia com que o peso em suas costas adquirisse uma posição ainda mais desconfortante. Suas costelas não eram fortes o suficiente. Quiçá sua coluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus gritos de revolta eram mal interpretados. Pobres de espírito aqueles que não percebem que só gritam aqueles que ainda carregam algum tipo de esperança, independentemente do peso já carregado. Pior é o silêncio e a distância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente uma menina sem voz, costelas quebradas, coluna retorcida. Uma menina que não teve outra opção a não ser o silêncio e a distância. A voz que foi embora levou consigo a salinidade de suas lágrimas inúteis. Ela percebeu que impossível era o sonho de extinguir preconceitos tão arraigados. E não o seu sonho, independentemente de qual fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mesma menina pegou sua mala e a transformou em poesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-4342080680776800792?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/4342080680776800792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=4342080680776800792' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4342080680776800792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4342080680776800792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/11/um-conto-salgado.html' title='Um conto salgado.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qP-RiMdgb5M/SgA0kj7fNgI/AAAAAAAABxo/XUzTGM1YW9E/s72-c/menina+invisivel.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-6113997697281584704</id><published>2009-10-29T15:25:00.004-02:00</published><updated>2009-10-29T19:53:36.361-02:00</updated><title type='text'>Levinha.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SunQTuK-u-I/AAAAAAAAAHw/-Ckcrd2vo14/s1600-h/forrest-gump.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SunQTuK-u-I/AAAAAAAAAHw/-Ckcrd2vo14/s320/forrest-gump.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398074665610427362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia li “Uma oportunidade nunca é perdida, alguém sempre vai aproveitar as que você perdeu.”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns esperam a oportunidade para aproveitarem as oportunidades. Não sabem eles nada de peninhas lindas e coloridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo uma linda pena voando. Posso não fazer nada e (por sorte, acreditam alguns) ser surpreendida com ela na minha mão. De tão surpresa, acabar só olhando e sendo vítima, de repente, de um vento mais forte pronto a levá-la de mim. Não há nada que eu possa fazer, a pena voou e seu destino será nas mãos de um outro, seja daquele que tomar uma atitude quando ela, por acaso, cair como caiu em mim, seja daquele que a vir dançando nas nuvens e a perseguir até alcançá-la, independentemente do esforço necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim a oportunidade é uma peninha. Mas não uma qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5NDuj-MyVyA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5NDuj-MyVyA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-6113997697281584704?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/6113997697281584704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=6113997697281584704' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6113997697281584704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6113997697281584704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/10/levinha.html' title='Levinha.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SunQTuK-u-I/AAAAAAAAAHw/-Ckcrd2vo14/s72-c/forrest-gump.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-5146863867538262440</id><published>2009-10-26T20:21:00.005-02:00</published><updated>2009-10-26T22:20:38.535-02:00</updated><title type='text'>Encarecidamente =)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SuYi3NjvmRI/AAAAAAAAAHo/WM38s0UJ79o/s1600-h/macado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SuYi3NjvmRI/AAAAAAAAAHo/WM38s0UJ79o/s320/macado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397039535377848594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou aproveitar esse meu humilde espaço para fazer uma campanha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poupem Nathália Reina ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por menos bomba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por menos camisetas apertadas, que mais parecem corseletes do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por menos discursos descartáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me interessa saber em quais boates da moda tem benefícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me interessa saber quantos e quais “amigos” ricos te fazem companhia.&lt;br /&gt;Não me interessa saber qual o seu carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me interessa saber seu índice de massa muscular nem o seu condicionamento físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me interessa saber quais marcas veste nem quanto gasta com vodka nas respectivas noitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me interessa saber se tem a memória melhor do que a de todos e qual foi a sua colocação no podium das respectivas competições que participou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me interessa saber o seu potencial de sedução, que é medido pela quantidade de mulheres acéfalas que atraiu para o que bem queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não são poucas as pessoas que acham que meu ouvido é um depósito de dejetos fisiológicos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que tenho cara de Barbie afetada? (foi uma pergunta retórica ;) ) haha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, quem se identificar com a minha paciência invejável que vista a camisa. &lt;br /&gt;Posso até modificar a campanha...quem sabe... POUPEM AS PESSOAS BEM RESOLVIDAS ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se sentir de outra forma que vista a carapuça ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-5146863867538262440?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/5146863867538262440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=5146863867538262440' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5146863867538262440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/5146863867538262440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/10/encarecidamente.html' title='Encarecidamente =)'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SuYi3NjvmRI/AAAAAAAAAHo/WM38s0UJ79o/s72-c/macado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-8766408066717897368</id><published>2009-10-17T23:28:00.008-03:00</published><updated>2011-02-16T02:28:54.028-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Castor.</title><content type='html'>&lt;a href="http://culturageralsaibamais.files.wordpress.com/2009/05/simone-de-beauvoir-e-fernanda-montenegro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 540px; height: 300px;" src="http://culturageralsaibamais.files.wordpress.com/2009/05/simone-de-beauvoir-e-fernanda-montenegro.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Montenegro. Simone de Beauvoir. Sartre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, já fui esperando ver uma obra de arte. Só não imaginei qual seria a minha reação, espectadora nada passiva que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simone de Beauvoir, uma mulher que questionou valores em uma época tão distinta da minha. Alguns valores persistem intrínsecos no cerne social. Impressionante como suas palavras me deixaram um tanto desnorteada a respeito de alguns conceitos, considerando que não havia me limitado a nenhuma postura rígida. Falo a respeito do amor, do casamento, da afinidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou melhor, falo a respeito de algo muito maior e que parece abraçar ou se desvincular de qualquer outro pensamento e assunto: falo da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Viver sem tempos mortos” foi um dos slogans utilizados pelos estudantes franceses, em um contexto extremamente revelador e instigante, maio de 1968. Até para os mais conservadores deve ser difícil a tarefa de não se deixar envolver entre uma reflexão e outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que meu conhecimento acerca da literatura de Simone de Beauvoir era um tanto escasso. Como poderia deixar para depois a atenção necessária a uma mulher que se fragmentou em mil estilhaços, para fazer do seu pensamento, algo íntegro o bastante para ir adiante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não acreditava no casamento. Não me cabe julgar. É certo que tenho algumas opiniões sobre o assunto, mas nada que me faça adotar a rígida postura contra ou a favor. Por mais genial que um argumento pareça, ele se torna um tanto restrito se for pautado única e exclusivamente na vida de terceiros. São muitas as histórias, tantas as implicações e subjetividades...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também penso que seja restrita a posição de quem é contra ou a favor apenas a partir da análise da própria vida. Entretanto, as nossas experiências acabam nos fazendo crer no sucesso ou no fracasso de algo, muitas vezes, independentemente do conhecimento de relatos distintos.  Perigosa é a verdade absoluta. Encanta-me a flexibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que admitir que um dos pensamentos de Simone de Beauvoir expostos nesse espetáculo que mais me levou a reflexão foi: &lt;br /&gt;“Para mim, uma escolha nunca é final: está sempre sendo feita (...) O horror da escolha definitiva é que envolve não só o eu de hoje, mas também o de amanhã, razão pela qual fundamentalmente o casamento é imoral.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reflexão que faz acerca do casamento é muito mais subjetiva e rica do que a simples análise das experiências pessoais e de terceiros. Ela vai além e nos convida. É sedutora. Impressiona-me o efeito que causa. Difícil não se deixar levar. Mais difícil ainda a partir do momento que ela se faz entender pelos olhos e pela voz de Fernanda Montenegro. Mar de emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela também considerava impressionante o fato de nunca poder ser o outro, de estar fadada a viver até o final, uma vida em um único corpo. Não contive a emoção no momento desse relato. Identifiquei-me tanto. Já havia tocado nesse assunto com algumas pessoas, mas ninguém partilhava da mesma angústia que eu. O que posso fazer se o que é normal e óbvio me angustia e surpreende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não consigo me livrar dessa idéia de que sou sozinha, estou num mundo à parte, assistindo ao outro como a um espetáculo.” (Simone de Beauvoir)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto como se naquele momento minhas reflexões fossem telas em constante envolvimento com cores distintas. Milhares de cores e de repente a emoção: um jato de tinta vermelha, ou um sangue talhado que pôs-se a escorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sartre era alguém que a fazia sentir que as razões pelas quais vivia eram admiráveis. Era alguém que partilhava da surpresa e angústia que nunca morrem, mesmo perante a vida superficial imposta pela sociedade. Como não se render a um amor que nasce do berço da afinidade crua? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Percebi que mesmo se continuássemos falando até o dia do Juízo Final, eu ainda acharia que o tempo era curtíssimo.” (Simone de Beauvoir)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que meus olhos encheram de lágrimas, mas para mim eram jatos de sangue talhado na tela dos meus devaneios. Não houve como impedir que escorressem. Não houve como nem porquê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou muito inteligente, muito exigente e muito engenhosa para alguém ser capaz de se encarregar completamente de mim. Ninguém me conhece nem me ama completamente. Só tenho a mim.” (Simone de Beauvoir)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-8766408066717897368?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/8766408066717897368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=8766408066717897368' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8766408066717897368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8766408066717897368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/10/castor.html' title='Castor.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-2293563732193138406</id><published>2009-10-07T23:42:00.004-03:00</published><updated>2010-08-25T01:29:21.772-03:00</updated><title type='text'>sweet.</title><content type='html'>Doce Amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apareceu uma garotinha na minha vida. Essa garotinha me faz sentir a mesma sensação de quando brinco com uma criança. Essa garotinha é espontânea, cativante. Ela não tem medo de ser feliz. Ela não se acha bonita, mas eu a acho linda. Há beleza maior do que olhos radiantes como aqueles? Há tempos não via olhos assim. Quem a olha não imagina pelo que já passou. Ela não esconde, ela vive apesar de. Sabedoria. Força. Sucesso.&lt;br /&gt;E quando eu penso em ficar triste, ela me vem à cabeça. E ela faz questão de estar ao meu lado. Ela faz com que eu esqueça que havia lágrimas dentro de algum lugar. As lágrimas simplesmente não escorrem. Eu rio, sorrio, vivo.&lt;br /&gt;Ela me transporta para a minha infância. Eu me sinto livre. Eu sinto que posso marchar pela rua e fazer caretas. Posso imitar o que eu quiser: sons, expressões, canções... Ela me fez lembrar que existe uma parte doce na vida. Doce como o seu nome.&lt;br /&gt;Eu sei que já a conhecia. Talvez tenha sido o melhor brinquedo da minha infância...&lt;br /&gt;talvez tenha sido a sensação de cavar areia para chegar na China...&lt;br /&gt;Só sei que a reencontrei de algum lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-2293563732193138406?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/2293563732193138406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=2293563732193138406' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2293563732193138406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2293563732193138406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/10/sweet.html' title='sweet.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-7051352109247427803</id><published>2009-09-11T23:57:00.005-03:00</published><updated>2009-09-12T00:34:57.611-03:00</updated><title type='text'>Permita-se</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SqsOj29fnHI/AAAAAAAAAHA/TkRNzjy1dUE/s1600-h/neneeeem.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SqsOj29fnHI/AAAAAAAAAHA/TkRNzjy1dUE/s320/neneeeem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380410189035838578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que por algum motivo perderam as esperanças, suponho que não tenham mergulhado com intensidade nos olhos de uma criança.&lt;br /&gt;Eu também compreendo a melancolia nostálgica que pode vir a abrigar o peito dos que sofrem, quando esses estão diante da pureza.&lt;br /&gt;Ali se pode ser livre. Ali se pode ser prisioneiro.&lt;br /&gt;Muita da espontaneidade se foi com o tempo. Muita da doçura.&lt;br /&gt;A criança representa a perda.&lt;br /&gt;Mas não para aqueles que ainda a cultivam dentro de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei dos obstáculos para os que tentam de alguma forma, ver o mundo com doces olhos infantis.&lt;br /&gt;Não é tarefa fácil.&lt;br /&gt;Sei mais ainda que as armaduras não fortalecem nem protegem.&lt;br /&gt;Elas pesam e fazem sangrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que perderam as esperanças, a doçura, a espontaneidade...&lt;br /&gt;Eu aconselho que acariciem uma criança até que ela pegue no sono.&lt;br /&gt;Se possível, contem historinhas antes. Não as tradicionais.&lt;br /&gt;É permitido inventar o que for. Deixe a sua imaginação voar de mãos dadas com a emoção infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida permite a licença poética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IN5afcbOktU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IN5afcbOktU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-7051352109247427803?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/7051352109247427803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=7051352109247427803' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7051352109247427803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7051352109247427803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/09/permita-se.html' title='Permita-se'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SqsOj29fnHI/AAAAAAAAAHA/TkRNzjy1dUE/s72-c/neneeeem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-6182151116515651344</id><published>2009-08-26T23:20:00.011-03:00</published><updated>2009-08-27T12:30:57.077-03:00</updated><title type='text'>Orquídeas sorriem.</title><content type='html'>&lt;a href="http://hereshowididit.com/wp-content/uploads/2008/04/orchid.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 600px; height: 400px;" src="http://hereshowididit.com/wp-content/uploads/2008/04/orchid.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve maneiras de escrever sem tanto "tempo tempo tempo"... e repito... tempo tempo tempo... tempo de chuva...tempo de sol...tempo de orquídea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero sinônimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo, aprende-se que os erros dos pais não são dos filhos e que não há razão para estes responderem por aqueles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende-se que pais não são heróis e que há de ter muita cautela para não herdar os seus defeitos.  &lt;br /&gt;Nesse tempo, ama-se de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se que os melhores amigos também ficam algum tempo sem dar notícias e nem por isso deixam de ser os melhores amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende-se a seguir em frente e felizmente, após os primeiros passos, os demais são tão leves quanto à maresia que envolve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota-se que as mais lindas poesias, são muitas vezes mais especiais do que as respectivas fontes de inspiração. Mas depois de um tempo, já não importa mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo de lembrar as lágrimas como bobagens, rios que foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo de ser feliz? Esse nunca passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o tempo de saber o tempo? Esse, só vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intensamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-6182151116515651344?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/6182151116515651344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=6182151116515651344' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6182151116515651344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6182151116515651344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/08/orquideas-nascendo.html' title='Orquídeas sorriem.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-7390579322676574290</id><published>2009-08-19T23:10:00.000-03:00</published><updated>2009-08-19T01:25:05.835-03:00</updated><title type='text'>Proponho uma reflexão.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2DnECuAFN9w/SW9Qxytk9dI/AAAAAAAAAE0/DNaQAjFJ1mE/s400/73498_feminismo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 274px; height: 325px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_2DnECuAFN9w/SW9Qxytk9dI/AAAAAAAAAE0/DNaQAjFJ1mE/s400/73498_feminismo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou muito feliz por ter nascido em um contexto que me possibilita ter as mesmas condições para estudar e trabalhar que um homem, de forma que o contrário me parece surreal.&lt;br /&gt;Sou muito feliz por poder escolher se vou me casar ou não, de branco ou de vermelho, de véu ou de cabeça raspada e assim por diante.&lt;br /&gt;Sim, sinto muita gratidão pelas mulheres que prepararam o terreno para que as gerações seguintes pudessem colher esses belos frutos.&lt;br /&gt;Entretanto, é uma pena que uma luta travada por tantas guerreiras, em busca de condições dignas, tenha sido tão deformada e subestimada.&lt;br /&gt;A inversão dos valores é tanta de forma que o discurso que ganha notoriedade é o de que se resguarda aquela que se submete ao pensamento machista.&lt;br /&gt;Por mais que a sociedade ainda seja baseada nos valores conservadores judaico-cristãos, essa é a corrente que ganha a força daquelas que não têm zelo o suficiente por si próprias.&lt;br /&gt;A sensação é a de que muitas mulheres estão travando uma batalha para conquistarem destaque nas vitrines dos açougues pós-movimento feminista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma breve interrupção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diamante é realmente valioso?&lt;br /&gt;O que o torna valioso? O próprio valor?&lt;br /&gt;O diamante nada mais é do que algo valorizado.&lt;br /&gt;O valor agregado é baseado principalmente em um critério. Qual o critério?&lt;br /&gt;É tão simples que chega a ser clichê. Entretanto, penso que seja relevante dizer: quanto mais difícil for, mais valorizado será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa relação pode ser equiparada às mulheres e isso não tem a ver com o discurso machista.&lt;br /&gt;Entendo por machista o defensor de que a capacidade intelectual dos homens é superior.&lt;br /&gt;Entendo por machista aquele que pensa que a mulher deve reprimir a sua sexualidade, enquanto o homem de verdade deve gozá-la como quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um grande equívoco na cabeça de muitas: resguardar-se ganhou a conotação de reprimir-se. A libertinagem ganhou a conotação de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: a mulher de verdade não vai brigar por uma vaga na vitrine das carnes frescas. Ela é um diamante. E o fundamental, ela sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-7390579322676574290?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/7390579322676574290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=7390579322676574290' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7390579322676574290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/7390579322676574290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/08/proponho-uma-reflexao.html' title='Proponho uma reflexão.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2DnECuAFN9w/SW9Qxytk9dI/AAAAAAAAAE0/DNaQAjFJ1mE/s72-c/73498_feminismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-4999889325696030607</id><published>2009-08-09T09:15:00.003-03:00</published><updated>2009-08-09T15:03:12.602-03:00</updated><title type='text'>Incompatíveis.</title><content type='html'>Obrigada pelo carinho daqueles que dedicam uma parte do seu tempo lendo o que escrevo e ainda deixam comentários tão delicados e sensíveis. Cada palavra é gratificante e estimulante. Fico feliz que tenham gostado do que escrevi sobre a Groenlândia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Rousseau e Hobbes, diferentes posições acerca da natureza humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O meu conto não fala de um homem necessariamente. Falo da cobra que engole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entretanto, Rousseau e Hobbes foram muito bem-vindos nas minhas reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pode ser um conto com aparência de poema e vice-versa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cobra.&lt;br /&gt;Nasceu desse jeito, Hobbes pensou.&lt;br /&gt;Rousseau discordou.&lt;br /&gt;Foi ensinado que é preciso calar duras verdades para viver um conto de fadas.&lt;br /&gt;Todos os dias, a cobra olhava para os olhos da sua mãe.&lt;br /&gt;Engolia a seco a existência de uma vida.&lt;br /&gt;Aquela vida infantil foi engolida tantas vezes.&lt;br /&gt;Hoje mal é lembrada.&lt;br /&gt;Talvez o suficiente para derramar uma lágrima.&lt;br /&gt;A bondade não é lágrima, é luta.&lt;br /&gt;A criança respira, vive, é escondida.&lt;br /&gt;O silêncio de um significa o direito tomado do outro.&lt;br /&gt;O direito fundamental para todo e qualquer ser: dignidade.&lt;br /&gt;A mentira, antro dos urubus?&lt;br /&gt;Talvez somente das cobras mesmo. &lt;br /&gt;O urubu espera o sofrimento do outro cessar para seguir a sua tendência natural.&lt;br /&gt;Mente-se por um motivo.&lt;br /&gt;Qual motivo vale mais do que o direito de uma criança inocente?&lt;br /&gt;Omissão não é menos vulgar. Omitir uma vida é a pior das mentiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta pela verdade faz o sangue pisado escorrer, a ferida abrir, os órgãos dilacerarem.Porém, só é válido viver se for para derramar o sangue que alimenta a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criança não comove mais o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundo, antro de perversidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembranças que chocam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-4999889325696030607?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/4999889325696030607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=4999889325696030607' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4999889325696030607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4999889325696030607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/08/sem-mais-palavras.html' title='Incompatíveis.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-63590254486376772</id><published>2009-08-04T19:25:00.017-03:00</published><updated>2010-08-25T01:31:08.015-03:00</updated><title type='text'>Lindo para mim, kusanar para eles.</title><content type='html'>Groenlândia. O que vem a cabeça?&lt;br /&gt; Muitos me perguntaram, assustados, o que fui fazer por lá.&lt;br /&gt; Pois bem, lá não é só gelo. É bem verdade que não há árvores, mas não me restrinjo aos fatores do relevo, mesmo que tenha me sentido ainda mais impotente, diante da potência daqueles icebergs. Natureza impactante.&lt;br /&gt; Ukkusissat. Sim, esse lugarejo existe, ou melhor, resiste. Considerando que possui uma população de 190 habitantes e que no inverno a temperatura não se intimida a chegar a cerca dos 40 graus negativos, pode-se dizer que se trata de um lugarejo de sobreviventes. Serviço médico especializado? Somente uma vez ao ano, quando a Dinamarca envia um profissional. O mesmo ocorre em Sisimiut, local de 5.200 habitantes. &lt;br /&gt; Os nativos não são fantoches exóticos, dispostos em vitrines congelantes para demonstração. Infelizmente, muitos turistas os vêem dessa maneira, como seres humanos de categoria inferior. Vivem da pesca e da caça e tem olhos puxados, motivos considerados suficientes para serem discriminados. Seres inferiores? Vale dizer que não há resquício de sangue derramado por guerra alguma na Groenlândia. Exatamente isso: um povo que só conhece a guerra imposta pelas adversidades climáticas.&lt;br /&gt;Penso que também seja válido ressaltar, que cerca de 90% dos turistas que fizeram o mesmo cruzeiro que eu, era alemã. Humanidade, grande paradoxo.&lt;br /&gt; Fascinante mesmo, é o fato de que mais de 20 pessoas dessa população, de 190 habitantes, formaram um grupo de música e de dança, cuja arte comove mais do que muitas obras de artistas renomados. &lt;br /&gt;A arte nascida da sensibilidade resistente à pedra, ao gelo, ao isolamento. Uma sensação indescritível tomou conta de mim, enquanto meus olhos fitavam os olhos cheios de emoção daquelas pessoas cantando, tocando e dançando.&lt;br /&gt;Conheci um novo sentimento, não sei dar nome. Talvez um novo tipo de asanninneq. =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iu Eva-Sara, o nome da artista que me abraça na foto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-63590254486376772?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/63590254486376772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=63590254486376772' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/63590254486376772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/63590254486376772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/08/fascinio.html' title='Lindo para mim, kusanar para eles.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-236829466142562595</id><published>2009-07-05T15:36:00.006-03:00</published><updated>2009-07-05T16:14:05.331-03:00</updated><title type='text'>Alva.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SlD6qHdZcGI/AAAAAAAAAGA/Lk69kogrM5w/s1600-h/flor.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SlD6qHdZcGI/AAAAAAAAAGA/Lk69kogrM5w/s320/flor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355055558407319650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que suspiraram e olharam para o céu, crentes e descrentes.&lt;br /&gt;Aos que perderam a noção da hora de tanto se amarem.&lt;br /&gt;Aos que rolaram na areia.&lt;br /&gt;Aos que acariciaram uma criança até que ela pegasse no sono.&lt;br /&gt;Aos que deixam-se tocar pela arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que se aprende a compartilhar tudo o que é alegre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a felicidade é tanta que é preciso transbordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não deixar que ela transborde dentro de si e corra para os lábios seus e não para o ouvido de alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permita que corra somente para deixar os lábios entreabertos em um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a vontade for quase invencível, conte para si mesmo quantas vezes desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a fim de evitar a inveja ou qualquer reação no outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, somos os que mais nos invejamos quando queremos ser o que fomos um dia e não conseguimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O intuito é o de simplesmente sentir um dos maiores sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade de ser o seu próprio confidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade de sentir uma alegria que não cabe em si e faz o peito palpitar em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso gritar o maior sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não o grite e ele se tornará ainda maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem que seja uma única vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez essa vez se baste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardar uma alegria como um tesouro único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter um segredo consigo próprio é uma experiência indizível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor é que esse segredo pode ser simplesmente a asa de uma borboleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A asa de uma borboleta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-236829466142562595?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/236829466142562595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=236829466142562595' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/236829466142562595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/236829466142562595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/07/colorida.html' title='Alva.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SlD6qHdZcGI/AAAAAAAAAGA/Lk69kogrM5w/s72-c/flor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-1461552603197888447</id><published>2009-06-19T00:09:00.008-03:00</published><updated>2009-06-22T21:42:50.652-03:00</updated><title type='text'>Tempestade tragada.</title><content type='html'>A vida ensina que não criar expectativas é o melhor caminho para evitar a decepção.&lt;br /&gt;Porém, se não há o que esperar, o que vier está de bom tamanho.&lt;br /&gt;As atitudes são estimuladas pelo que se espera.&lt;br /&gt;O mundo urra por atitudes.&lt;br /&gt;Há circunstâncias. Há probabilidades. Há quem mencione Murphy.&lt;br /&gt;Mas as expectativas continuam sendo primordiais para as grandes conquistas.&lt;br /&gt;Qual o grande passo dado sem nenhuma grande expectativa por detrás?&lt;br /&gt;Não há fórmulas. Há conselhos. Quem sabe realmente quais são os pertinentes?&lt;br /&gt;Para aqueles que estão procurando a racionalidade nisso tudo, lembro da bolsa de valores: “Quanto maior o risco, maior o potencial de rentabilidade do investimento.”&lt;br /&gt;Para aqueles que nada procuram, lembro de Clarice: “Quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.”&lt;br /&gt;Chico me deu um conselho: “Está provado, quem espera nunca alcança.”&lt;br /&gt;Esperar ou não esperar, eis a questão.&lt;br /&gt;Viver eu diria.&lt;br /&gt;A decepção ensina a esperar sem desesperar.&lt;br /&gt;Espero o que me parece valer o esforço.&lt;br /&gt;Se o esforço for em vão?&lt;br /&gt;Vivi eu direi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fBeOEZITiOE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fBeOEZITiOE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-1461552603197888447?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/1461552603197888447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=1461552603197888447' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1461552603197888447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1461552603197888447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/06/vida-ensina-que-nao-criar-expectativas.html' title='Tempestade tragada.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-3613166070573114338</id><published>2009-05-28T23:34:00.005-03:00</published><updated>2009-05-30T00:07:48.891-03:00</updated><title type='text'>Da beirinha...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1ptYdDTw7nA/SWylT9wW8rI/AAAAAAAAAD4/TPSGywe6mUw/s400/PRECIP%C3%8DCIO.bmp"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 306px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1ptYdDTw7nA/SWylT9wW8rI/AAAAAAAAAD4/TPSGywe6mUw/s400/PRECIP%C3%8DCIO.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Um dia escrevi... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Sutil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sentindo a leve embriaguez de ler um conto ainda não lido.&lt;br /&gt;Estou enxugando dos lábios a bebida de sabor desconhecido.&lt;br /&gt;Transpus-me para um instante que desconhece a fronteira entre o sonhar e o acordar.&lt;br /&gt;O que convence do limite?&lt;br /&gt;O batente, pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lerei um dia os versos que estão me perseguindo.&lt;br /&gt;Encontrarei as estrofes que estão me colocando para dormir.&lt;br /&gt;Sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como deve ser acordar com os pés molhados?&lt;br /&gt;Onde pisei que não me contaram?&lt;br /&gt;Foi sonho, pensei.&lt;br /&gt;Alívio, não sei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;No outro li...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;"O amor é uma flor preciosa, mas é preciso haver o desejo de arrancá-la da beira de um precipício." &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Stendhal)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-3613166070573114338?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/3613166070573114338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=3613166070573114338' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3613166070573114338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3613166070573114338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/05/um-dia-escrevi.html' title='Da beirinha...'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1ptYdDTw7nA/SWylT9wW8rI/AAAAAAAAAD4/TPSGywe6mUw/s72-c/PRECIP%C3%8DCIO.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-5137636035711702938</id><published>2009-05-16T21:44:00.007-03:00</published><updated>2009-05-17T14:04:26.911-03:00</updated><title type='text'>Amanteigada</title><content type='html'>Com tantas informações e polêmicas, a moda do achismo ganhou força total.&lt;br /&gt;Cada um encontra a sua turminha que acha alguma coisa e se fecha em sua ideologia, como se a solução das grandes questões do mundo fosse simples como o modo de preparo da pipoquinha geneticamente modificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Coloca-se o milho no microondas e em cerca de 3 minutos a pipoquinha está lá dando água na boca. Os mais afoitos queimam a mão no pacote de vez em quando, mas acabam comendo satisfeitos, assim como o resto de sua turminha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Somos obrigados a deglutir essa porcaria toda e nos darmos por satisfeitos e ai de quem não souber a solução para as milhares de meninas de 13 anos que engravidam.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Antes reproduzir um discurso quentinho do que calar-se e recolher-se à insignificância, não é mesmo?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Muito me agrada o silêncio dos que não tem nada a dizer e as palavras de quem discute um assunto com o tato necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IH3CD2lEUcI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IH3CD2lEUcI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" 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href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/05/amanteigada.html' title='Amanteigada'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-3777413946180370000</id><published>2009-04-27T21:56:00.002-03:00</published><updated>2009-04-28T12:15:46.208-03:00</updated><title type='text'>Assim.</title><content type='html'>Paz nua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pausa para as lágrimas.&lt;br /&gt;Uma pausa para os sorrisos.&lt;br /&gt;Uma pausa para o que distrai da concepção de existência própria.&lt;br /&gt;Mais vasto que qualquer sentimento, pensamento, personalidade nata ou adquirida.&lt;br /&gt;Não há lei da ciência que seja mais compreensível do que o momento da pausa, nem filosofia que seja mais incompreensível.&lt;br /&gt;É entender tudo e se perguntar o que o tudo abraça.&lt;br /&gt;É a interrogação do único momento de entendimento.&lt;br /&gt;Sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser somente.&lt;br /&gt;Não há caracterizações. &lt;br /&gt;O que é sentir, aliás?&lt;br /&gt;Acho que entendi.&lt;br /&gt;A pausa é o que não tem nome.&lt;br /&gt;É o que sinto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-3777413946180370000?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/3777413946180370000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=3777413946180370000' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3777413946180370000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3777413946180370000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/04/assim.html' title='Assim.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-414372301705165404</id><published>2009-04-08T00:22:00.012-03:00</published><updated>2009-05-17T14:16:13.481-03:00</updated><title type='text'>Nós, contemporâneos...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/Sdwb-V-Y7FI/AAAAAAAAAFo/6mM-c3swgCU/s1600-h/monalisa_peituda2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 246px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/Sdwb-V-Y7FI/AAAAAAAAAFo/6mM-c3swgCU/s320/monalisa_peituda2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322159617509747794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Por que será, que a maior parcela dos que trabalham com algo ligado ao conceito polêmico da arte, se considera um poço de criatividade?&lt;br /&gt;Fugir do lugar comum é a maior intenção. A enxurrada de informações é tanta que é preciso diferenciar-se. Lembro das propagandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O grande desafio atual é criar algo que fuja do lugar comum a fim de chamar a atenção para uma ideologia, que no final das contas, é pautada no lugar comum.&lt;br /&gt;Monta-se um grande circo que acaba empacotando o big mac do drive-thru.&lt;br /&gt;Grande conquista, não? Não se fala mais em idealismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte não é qualquer coisa não. Há ainda quem pense que bagagem cultural e criatividade caminham em direções opostas.&lt;br /&gt;Não há talento que sustente aquele que prega que procurar saber a distinção entre um Botticelli e um Caravaggio é irrelevante. Não quero dizer que é necessário sabê-la para ter talento.&lt;br /&gt;Não falo a respeito daqueles que não têm a oportunidade de estudar a arte mais a fundo. Esses, muitas vezes possuem um talento nu e cru, genuíno. Falo acerca daqueles que trabalham com a arte e preferem ignorar as suas raízes e repartições por se acharem superiores, dotados de um talento incomum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"90% de transpiração e 10% de inspiração". Um clichê que se aplica.&lt;br /&gt;A propósito, fiquei com vontade de comer um big mac (batatinhas fritas nem se fala...).&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-414372301705165404?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/414372301705165404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=414372301705165404' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/414372301705165404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/414372301705165404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/04/nos-contemporaneos.html' title='Nós, contemporâneos...'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/Sdwb-V-Y7FI/AAAAAAAAAFo/6mM-c3swgCU/s72-c/monalisa_peituda2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-3968412408420064767</id><published>2009-03-31T20:17:00.009-03:00</published><updated>2009-12-10T01:55:08.392-02:00</updated><title type='text'>A principal.</title><content type='html'>Instantes de inspiração não são aqueles que as palavras vêm ao meu encontro.&lt;br /&gt;Sinto-me inspirada quando não descubro uma sequer.&lt;br /&gt;São instantes da mais pura alegria.&lt;br /&gt;Aliás, existiria alegria menos pura?&lt;br /&gt;Talvez seja a única, em sua pureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegria coloca as palavrinhas para dormir mais cedo, dá-lhes um beijo no rosto.&lt;br /&gt;Assim, podemos sair para passear. Cada reencontro, um primeiro encontro.&lt;br /&gt;Podemos fazer o que quisermos. Estou só, estamos a sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa despedida não é sofrida.&lt;br /&gt;Ela me deixa na casa em que já conheço os móveis.&lt;br /&gt;Fico a vontade. Sou a guardiã das minhas crianças adormecidas.&lt;br /&gt;Quando vou dormir, sinto a ligeira impressão de ter meu rosto acariciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso, por um instante, que ela ainda está comigo.&lt;br /&gt;É tão tênue o limite entre a sensação presente e a sua lembrança.&lt;br /&gt;Adormeço, enfim. Sonho com o balanço daqueles passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, as crianças pulam em minha cama.&lt;br /&gt;―Mamãe! Queremos passear aonde a sua amiga lhe levou ontem!&lt;br /&gt;Fecho meus olhos e me sinto acariciada.&lt;br /&gt;Confesso ter me esforçado, mas não recordei o caminho.&lt;br /&gt;Não sei como dizer não às minhas crianças, mas só o recordo&lt;br /&gt;quando a alegria vem ao meu encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse instante que escrevo, a alegria está sussurrando no meu ouvido tão de pertinho.&lt;br /&gt;Estou inspirada. As palavras não vieram ao meu encontro.&lt;br /&gt;Algumas quem sabe...&lt;br /&gt;Talvez aquelas que descreveram isso que não sei dar nome.&lt;br /&gt;As principais, a alegria não sussurra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melodia da música do vídeo abraça o que escrevi.&lt;br /&gt;Come away with me - Norah Jones&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/e1ktAkH6C-w&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/e1ktAkH6C-w&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-3968412408420064767?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/3968412408420064767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=3968412408420064767' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3968412408420064767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3968412408420064767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/03/principal.html' title='A principal.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-3247200053654499697</id><published>2009-03-27T23:38:00.004-03:00</published><updated>2009-03-27T23:57:20.729-03:00</updated><title type='text'>Incondicional</title><content type='html'>Um monólogo que dialoga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dê-me a mão.&lt;br /&gt;Vamos andar juntas na beira desse precipício.&lt;br /&gt;Vamos brincar de descobrir novas cores nas tonalidades mais acinzentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dar minha mão se é a sua própria?&lt;br /&gt;Como o fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida, não se preocupe.&lt;br /&gt;Estarei aqui o tempo todo.&lt;br /&gt;Até os seus últimos dias. Mesmo após.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou ocupada em meus pensamentos. Poderia me ensinar em outro dia como dar a mão que é sua e nem sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi você que inventou. Não existe o outro dia.&lt;br /&gt;Existe esse instante que consegui fazê-la me ouvir.&lt;br /&gt;Não o desperdice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, mas quem é você?&lt;br /&gt;Como consegue sussurrar tão bem ao ponto de me convencer que fala de dentro de mim? Como consegue, gritar sussurrando, de maneira que ninguém mais ouça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já lhe disse: as preocupações não cabem nesse instante.&lt;br /&gt;Esse instante é tão vasto. Não há espaço para receios.&lt;br /&gt;Acredite em mim. Isso basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum obstáculo entre mim e você que não me permitia ouvi-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida, os seus questionamentos são as barreiras que nos separam. Não há como distinguir a razão da emoção, assim como não há maneira de desvencilhar-se de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então estará sempre comigo, mesmo nas minhas falhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me culpará?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu a farei ter compaixão de si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que me ama tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por ser bondosa, minha amiga. Não há outro jeito. Nascemos juntas.&lt;br /&gt;Somos almas conflitantes. Almas amigas, apesar dos pesares que criamos para nos separar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba que o amor é recíproco, mas há um pingo de bondade minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-3247200053654499697?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/3247200053654499697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=3247200053654499697' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3247200053654499697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3247200053654499697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/03/incondicional.html' title='Incondicional'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-51792397334016507</id><published>2009-03-21T10:11:00.008-03:00</published><updated>2009-08-08T02:35:56.591-03:00</updated><title type='text'>Um somente de exclusividade.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Transcendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é amor, é necessidade. Casualmente a necessidade ama. Escrever me parece uma urgência, e o amor não é urgente. Pelo menos, não o deveria ser.&lt;br /&gt;São aquelas pedrinhas que mexo na beira de um precipício, das mais coloridas até mesmo as monocromáticas. Ou melhor, até as mais monocromáticas, pois há sempre aquela que o senso comum diz só ter uma cor e que de vez em quando me revela uma nova tonalidade.&lt;br /&gt;Corro desesperadamente até a beira do precipício. Brinco e guardo comigo as pedrinhas mais preciosas. Guardo ou descubro, ainda não sei. Despenco buraco acima, proeza que preenche.&lt;br /&gt;Os raios de sol perfuram o meu ser e outras cores são doadas às minhas pedrinhas. Não estavam guardadas no bolso. Eu estava nua.&lt;br /&gt;Cores e cores do universo dentro de mim. É quando descubro que não trago nada daqui, nada de lá. Trago somente as cores de tudo daqui, de quase tudo de lá. Um somente de exclusividade.&lt;br /&gt;A descoberta carrega a intensidade eterna daquilo que escrevo. Basta parar de escrever para que tudo se torne mais incompreensível. Talvez não mais difícil de compreender e sim mais difícil de compreender o que faz sentido, sem ir de encontro às palavras. A simples e complexa sensação de sentir o que me transcende.&lt;br /&gt;A nudez liberta. Entro no mundo dos raios solares capazes de mudar as cores do que carrego. Não é física. É espiritual.&lt;br /&gt;Necessito da escrita para viver, se pouco ou muito agrada, não me importa. Quando leio algo que escrevi, nesses momentos de precipício, não sei se é bom ou ruim. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Leio e penso: sou eu.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-51792397334016507?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/51792397334016507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=51792397334016507' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/51792397334016507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/51792397334016507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/03/um-somente-de-exclusividade.html' title='Um somente de exclusividade.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-3550146833326884220</id><published>2009-03-16T19:31:00.003-03:00</published><updated>2009-03-16T19:40:49.803-03:00</updated><title type='text'>Somente um dos meus poemas.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/Sb7U9e2DywI/AAAAAAAAAEw/LifPIRPFXWM/s1600-h/NewRoseBlood-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313918763060677378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/Sb7U9e2DywI/AAAAAAAAAEw/LifPIRPFXWM/s320/NewRoseBlood-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O respingo que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as rosas são lindas.&lt;br /&gt;Todas lutam para desabrochar.&lt;br /&gt;Sim, têm espinhos. Mas o que me importa?&lt;br /&gt;Não são más. Cabe a nós saber tocá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocar como se nunca tivéssemos pousado as mãos em outra sequer.&lt;br /&gt;Com cautela.&lt;br /&gt;Cada toque é um novo caminho, com diferentes aromas e espinhos.&lt;br /&gt;Não há rosas iguais.&lt;br /&gt;A dor de cada espinho faz a distinção. Não somente dessas, mas de nossa habilidade no toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas mãos estão feridas? Não chores.&lt;br /&gt;Logo, logo o aroma das flores invadirá seu campo.&lt;br /&gt;Tantas são. Pequenas, enormes, discretas, sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A que te feriu ainda escorre teu sangue.&lt;br /&gt;Esse pedaço manchado de ti não sairá de repente.&lt;br /&gt;A dor pode não ser forte para lutar, mas deixa respingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espinho permaneceu na rosa.&lt;br /&gt;Os respingos foram tão pequenos que a rosa não se deu conta.&lt;br /&gt;O espinho a feriu.&lt;br /&gt;O restinho de sangue feriu a todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia mais escudos.&lt;br /&gt;Sem defesas a rosa tocou a outra.&lt;br /&gt;Sangrou seu sangue dessa vez.&lt;br /&gt;Lembrou-se do sangue de outrora. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-3550146833326884220?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/3550146833326884220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=3550146833326884220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3550146833326884220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3550146833326884220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/03/somente-um-dos-meus-poemas.html' title='Somente um dos meus poemas.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/Sb7U9e2DywI/AAAAAAAAAEw/LifPIRPFXWM/s72-c/NewRoseBlood-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-806539366997489948</id><published>2009-02-25T18:27:00.018-03:00</published><updated>2009-02-26T02:59:56.847-03:00</updated><title type='text'>Não há título pertinente.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XdE_RnSGZMs/SGNlp60hByI/AAAAAAAABug/yAeFlPpkMeY/s400/darfur_nov04.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 360px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XdE_RnSGZMs/SGNlp60hByI/AAAAAAAABug/yAeFlPpkMeY/s400/darfur_nov04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://tdaait.files.wordpress.com/2008/05/darfur_eyes9.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 500px; CURSOR: hand; HEIGHT: 334px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://tdaait.files.wordpress.com/2008/05/darfur_eyes9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia 17/02 foi assinada uma declaração de intenções pacíficas pelo governo sudanês e o grupo de genocídas com mais atividade em Darfur. Desde 2003 a guerra civil de Darfur já deixou cerca de 300 mil pessoas mortas e 2,7 milhões desabrigadas, segundo a ONU. Entretanto, 10 mil pessoas morreram, segundo o governo do Sudão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não foi a toa, que a Corte Penal Internacional, fez o anúncio de que irá pedir a ordem de prisão para o presidente do Sudão, no dia 4 de março, por sua suposta participação no horror. Acontece, que até agora, não ficou totalmente clara essa situação e o mundo não está dando a atenção devida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os usuários permanentes da internet já são contabilizados em mais de 1 bilhão de pessoas. Aqui, as pessoas estão nas ruas, lamentando a quarta feira de cinzas, entre outras lamentações sem importância. Em outros países o descaso também assombra.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O olhar da mulher sobrevivente, traz as pessoas amadas mortas, sem chance de sobrevivência alguma, o filho inocente na dor, os estupros, a desilusão. O olhar dessas crianças, o desespero, o grito sem voz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com certeza esses olhares trazem muito mais sentimentos que não tenho sequer a capacidade de descrever. Quem teria? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que traz o nosso olhar? O que a nossa condição de privilegiados nos permite suportar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse no que escrevi abaixo, não somos as vítimas nem os vilões perante às nossas vidas. Somos livres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas pessoas não. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas pessoas já nasceram tendo que aprender a sobreviver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há sequer tempo para refletirem sobre o que é viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, esse grito da necessidade de sobrevivência alheia, nos ensina a viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo é perverso. Somos também. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-806539366997489948?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/806539366997489948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=806539366997489948' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/806539366997489948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/806539366997489948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/02/nao-ha-titulo-pertinente.html' title='Não há título pertinente.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XdE_RnSGZMs/SGNlp60hByI/AAAAAAAABug/yAeFlPpkMeY/s72-c/darfur_nov04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-1520984135404509972</id><published>2009-02-23T23:00:00.000-03:00</published><updated>2009-02-24T14:10:30.751-03:00</updated><title type='text'>Por conta própria.</title><content type='html'>&lt;a href="http://i32.tinypic.com/16bewwi.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 343px; CURSOR: hand; HEIGHT: 480px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://i32.tinypic.com/16bewwi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não somos as vítimas,&lt;br /&gt;Nem os vilões&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Somos simplesmente livres para escolher os papéis que acreditamos desenvolver.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Somos livres!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cordão que nos liga a outra pessoa é cortado no primeiro instante de vida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso que isso aconteça para que vivamos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Somos donos de nossas escolhas e atitudes perante os nossos sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nem vítimas, nem vilões. Os responsáveis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não somos insubstituíveis nesse mundo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mundo continuará funcionando da mesma maneira quando não fizermos mais parte dele. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por mais complexo que seja o trabalho realizado, outras pessoas serão capazes de fazer o mesmo que nós, talvez de maneira até mais adequada com a evolução do mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não somos insubstituíveis para o mundo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Somos INSUBSTITUÍVEIS para nós próprios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não podemos colocar a responsabilidade que cabe a nós em ninguém.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ninguém nos trará a paz. É uma busca só.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só e feliz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-1520984135404509972?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/1520984135404509972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=1520984135404509972' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1520984135404509972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1520984135404509972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/02/blog-post.html' title='Por conta própria.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i32.tinypic.com/16bewwi_th.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-1749004564925740499</id><published>2009-02-16T03:00:00.011-03:00</published><updated>2011-02-16T02:33:21.873-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Uma dose do sexto pecado capital.</title><content type='html'>&lt;a href="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/209/209/7/1154012.o_casamento_de_rachel_cultura_250_219.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/209/209/7/1154012.o_casamento_de_rachel_cultura_250_219.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando fui ao cinema assistir "O casamento de Rachel", não havia lido sequer a sinopse, não nego. De vez em quando, vale a pena ir de encontro a um destino, sem saber o que me espera, nem que se trate apenas de um programa de domingo. É tão boa a sensação de deixar o que me aguardava se apresentar a mim parte a parte. Também é muito gostosa a ansiedade de quando vou a um local já com a expectativa do que me espera. Pois é, disse "de vez em quando".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O filme fez com que me lembrasse de várias "Rachels". A Rachel é o retrato da maioria das pessoas de nossa sociedade. Apesar de alguns problemas de família, está apaixonada e em clima de festa para o casamento com o homem da sua vida. Mesmo inserida nesse contexto, que é considerado um dos mais felizes na vida de uma mulher, segundo a nossa sociedade, ela sente falta do único componente que sua irmã Kim tem um pouco a mais em sua vida, que é a atenção da família.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Kim, é uma pessoa, que carrega consigo, um peso da vida sobre seus ombros, muito mais forte do que qualquer sentimento de carência que sua irmã possa sentir. Entretanto, mesmo com todos os seus problemas graves, Rachel é capaz de sentir inveja da irmã, pois não tolera conviver com o fato de Kim ter um pouco mais de algo do que ela.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todo o desequilíbrio e a carência de Kim, causados pela catástrofe de sua vida, não deixam que admita para si própria que tem ao seu lado uma verdadeira víbora e não uma amiga, o que a torna incapaz de desvincilhar-se da irmã. É fácil nos afastarmos de uma pessoa invejosa quando estamos seguros e com um certo equilíbrio emocional. Porém, na situação de Kim, deixemos o julgamento moralista de lado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As circunstâncias e cenários se modificam, mas o enredo continua equivalente em nossas teias sociais. Não importa, que vários setores da vida de uma pessoa estejam em melhores condições do que os de outra. Caso essa pessoa perceba, que a outra é um pouco melhor do que ela em algum quesito, por ser ou possuir, um pouco mais de algo, isso não será tolerado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Infelizmente, é muito difícil para uma pessoa se conformar, que terá sempre um mais belo, mais inteligente, mais rico, mais engraçado, mais adorado, ou o mais que for. O que só chega a ser um fato infeliz, pelas consequências que a inveja de alguém pode acabar gerando na vida da outra pessoa. Entretanto, se formos refletir, segundo o fato da existência de  MAIS DE 6 BILHÕES DE PESSOAS no mundo, essa falta de aceitação chega a ser nada mais, nada menos, do que cômica, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um brinde à racionalidade! Um brinde ao amor próprio! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;ps: Um brinde à Anne Hathaway e ao Bill Irwan!&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-1749004564925740499?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/1749004564925740499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=1749004564925740499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1749004564925740499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1749004564925740499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/02/uma-dose-do-sexto-pecado-capital.html' title='Uma dose do sexto pecado capital.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-1278989581046441317</id><published>2009-02-05T01:56:00.009-02:00</published><updated>2009-02-23T22:47:05.638-03:00</updated><title type='text'>Instantes do mais puro extravasamento...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SYpqKvRnoKI/AAAAAAAAAD4/LP-sjIFj2-k/s1600-h/Imagem+264.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299164644276412578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SYpqKvRnoKI/AAAAAAAAAD4/LP-sjIFj2-k/s320/Imagem+264.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;IMPERDÍVEL. A melhor palavra que encontrei para "classificar" o show da Alanis Morissette!!! No início fiquei tão longe, que não consegui ver suas feições. Entretanto, fui para um local muito mais perto do palco depois, de onde pude vê-la de pertinho, cantando mais cinco músicas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passei a menor parte do tempo no local privilegiado, porém, felizmente, as minhas canções preferidas foram cantadas no final (com exceção de "Head over feet" e "Not as we") !!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Suas músicas fogem do lugar comum, sua voz é inconfundível, forte e destemida. Fiquei tão empolgada, entusiasmada, emocionada, com o que estava vivendo naqueles instantes, que não pude poupar minha voz, minha alegria, minha vontade louca de dançar!!!! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha vida também vale, por momentos como esse, tão emocionantes e tão efêmeros, capazes de me fazer deixar qualquer receio ou vergonha de lado, a fim de que o meu corpo extravase todo o grito pulsante do fundo do meu ser.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A juventude me pertence. Ainda bem que me refiro a um estado de espírito. Conservá-lo-ei! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-1278989581046441317?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/1278989581046441317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=1278989581046441317' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1278989581046441317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1278989581046441317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/02/instantes-do-mais-puro-extravasamento.html' title='Instantes do mais puro extravasamento...'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SYpqKvRnoKI/AAAAAAAAAD4/LP-sjIFj2-k/s72-c/Imagem+264.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-3330387696876760010</id><published>2009-01-22T01:00:00.008-02:00</published><updated>2011-02-16T02:34:20.993-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Baseado no amor incondicional.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SXfwRKCGGsI/AAAAAAAAADw/KICY24afLeY/s1600-h/atroca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293964064538892994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SXfwRKCGGsI/AAAAAAAAADw/KICY24afLeY/s320/atroca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me impressiona em muitas pessoas, é a capacidade que têm de verem um filme baseado em fatos reais como "A troca", e instantes antes dos créditos finais, já adotarem a postura de conformismo e volta à vida real, muito mais ilusória do que qualquer filme, mesmo que esse não fosse verídico. &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;São sentimentos tão intensos que estão palpitanto dentro de mim, que mal consigo escrever sobre os mesmos. Entretanto, um sentimento dentre todos, é muito claro: o sentimento de não pertencimento ao cerne da sociedade, a simples capacidade dessa de desvincilhar-se das emoções, que permitem ter a validade da duração de um filme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Infelizmente, não é somente no âmbito das películas, que essa habilidade é proferida. Ela está por todos os cantos, é a principal regra que rege o jogo da vida superficial. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é uma questão da defesa de uma vida amargurada que estou buscando. O que faço, é desabafar meus sentimentos de revolta, acerca da venda que vejo na maioria dos belos olhos das pessoas. Vendas, essas, postas por livre e espontâneo arbítrio, ou melhor dizendo, postas por prisioneiras mentes errantes, de um sistema que defende o abuso do invidualismo a todo custo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse filme cortou profundamente minha carne. Senti minha pele ser esfaqueada de dentro para fora. Sem mais comentários, assista quem puder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Devo advertir aqueles que possuam alguma afinidade com o que escrevo, que dêem preferência a um dia repleto de sensações corajosas, caso queiram assisti-lo. Afinal de contas, Christine Collin carregou a coragem nada branda, de um coração de amor genuíno, interpretada de forma nada menos do que magnífica, por Angelina Jolie. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-3330387696876760010?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/3330387696876760010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=3330387696876760010' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3330387696876760010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/3330387696876760010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/01/baseado-no-amor-incondicional.html' title='Baseado no amor incondicional.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SXfwRKCGGsI/AAAAAAAAADw/KICY24afLeY/s72-c/atroca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-4107171196414999295</id><published>2009-01-21T05:17:00.006-02:00</published><updated>2009-01-21T05:26:06.470-02:00</updated><title type='text'>O segredo de não haver fórmula.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HDY1fSHqkCM/SKX7GEELMmI/AAAAAAAAB6A/9J9oNf1CFrk/s400/velhos89-81.png"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_HDY1fSHqkCM/SKX7GEELMmI/AAAAAAAAB6A/9J9oNf1CFrk/s400/velhos89-81.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um dos meus dias de inspiração, mil formas de viver que podem não ser inimigas, apesar das contradições.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O segredo de não haver fórmula.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vamos viver! Vamos viver hoje como se fosse o primeiro dia! Sem mais jargões do último. Todos sabemos, que a angústia tomaria conta de nós nos instantes contados, se nos tivessem sido revelados.&lt;br /&gt;Será nosso primeiro dia de luz, o primeiro dia no céu, que um dia fizemos das nuvens, desenhos ao léu.&lt;br /&gt;Nada de aproveitar o que já conhecíamos, de outra maneira. Que tal abrirmos os olhos, para o que não conhecíamos de forma alguma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos viver! Vamos viver como se fosse o último dia! Sem mais insinuações do primeiro.&lt;br /&gt;Alguns sabem, que seria melhor morrer da alegria transbordada daqueles segundos, que valem por uma vida inteira.&lt;br /&gt;Será nosso último dia de escuridão, os instantes de uma estrela cadente, que um dia nos fez sentir com sorte, por acompanhá-la no céu, de coração latente.&lt;br /&gt;Nada de enxergar somente o que não conhecíamos. Que tal conhecer o velho a partir do novo preceito? Quem sabe, sem preceito algum. Mera curiosidade, mera vontade de viver.&lt;br /&gt;Doces e famintos olhos infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos reviver! Vamos nos apaixonar por nossas memórias! Vamos, através delas, reescrever nossas amarguradas histórias. Sem as dores do arrependimento perverso. Apaixonaremo-nos por nossas trajetórias, com as doces venturas, com as amargas lembranças transitórias. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-4107171196414999295?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/4107171196414999295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=4107171196414999295' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4107171196414999295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4107171196414999295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/01/o-segredo-de-no-haver-frmula.html' title='O segredo de não haver fórmula.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HDY1fSHqkCM/SKX7GEELMmI/AAAAAAAAB6A/9J9oNf1CFrk/s72-c/velhos89-81.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-1331333705668940480</id><published>2009-01-07T23:56:00.006-02:00</published><updated>2009-01-11T09:37:36.056-02:00</updated><title type='text'>A minha intrusão.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SWnZ0KgeoUI/AAAAAAAAADg/Ob4vW-ZUspc/s1600-h/Digitalizar0007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289998727520362818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SWnZ0KgeoUI/AAAAAAAAADg/Ob4vW-ZUspc/s320/Digitalizar0007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;  Um novo lugar e seus aromas. Cada pedacinho dessa terra misteriosa coleciona tantas partículas indecifráveis. Sentir a presença dessas, é o que me faz amar me desprender das teias que me suportam aonde vivo. São aromas diversos, dos mais doces aos mais amargos. Mais tênues, porém tão valiosos quanto, são os aromas que de algum modo se entranham dentro de mim e passam a me acompanhar aonde quer que eu vá. Aqueles, que por alguma questão de afinidade ou mesmo de repugnância, passam a viver nas minhas lembranças.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  Não é tão simples como tornar-se um viajante. Não há relação alguma com a intelectualidade. Poderia, inclusive dizer, que depende da habilidade de cada um, da complexa e simples capacidade do coração se deixar queimar e derreter com os aromas cálidos, ou mesmo gélidos de uma paisagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  Já me senti presente em tantos lugares que havia acabado de pôr meus pés, em outros me senti tão desintegrada, mas foi no mar que senti pulsar com muita vida, as duas sensações no mesmo instante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  A cada mergulho a nova sensação das duas sensações multiplicadas. Foi nada mais do que fascinante, mergulhar na barreira de corais australiana. Posso dizer que me senti uma verdadeira estrangeira, intrusa em um mundo cheio de mistérios, sem motivos para dar as boas vindas a raça a qual pertenço, humana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-1331333705668940480?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/1331333705668940480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=1331333705668940480' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1331333705668940480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1331333705668940480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2009/01/minha-intruso.html' title='A minha intrusão.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SWnZ0KgeoUI/AAAAAAAAADg/Ob4vW-ZUspc/s72-c/Digitalizar0007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-6120961095403121299</id><published>2008-12-03T22:50:00.006-02:00</published><updated>2011-02-16T02:34:57.408-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Da sua terra vermelha, dono ou integrante?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/STczAZdC7MI/AAAAAAAAADA/HKAB4DmGKEA/s1600-h/filme.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275741570413554882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 165px; CURSOR: hand; HEIGHT: 236px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/STczAZdC7MI/AAAAAAAAADA/HKAB4DmGKEA/s320/filme.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi preciso que um italiano viesse aqui e mostrasse ao mundo a questão dos índios Guarani-Kaiowá. Porém, que bom que o fez e que ótimo que o fez da melhor maneira que poderia ter sido feita. Terra Vermelha vale simplesmente pela cena em que o índio pega a terra e a come fitando o fazendeiro em resposta ao que tinha sido dito por ele, sem precisar dizer uma só palavra. Dentre várias cenas emocionantes, essa foi sem dúvidas a que mais me emocionou.&lt;br /&gt;É inexplicável quando sentimentos tão profundos são demonstrados sem que nenhuma palavra necessite ser mencionada. Talvez essa seja realmente a única maneira de demonstrá-los, já que estão além de qualquer horizonte já alcançado pelas palavras. Talvez seja por isso que me emocionei tanto nessa cena em especial.&lt;br /&gt;A principal questão que me fez refletir foi a de que existe uma grande distância entre ser proprietário de algo e fazer parte de algo. A questão de que os índios se sentem como parte da terra, mesmo que não sejam donos dela me fez pensar um pouco além disso, pois vi que essa questão relaciona-se com vários contextos da vida.&lt;br /&gt;Ser dono de algo é ter o poder de decidir o que fazer com isso. Entretanto, quando se É algo, muitas vezes o sentimento é o de impotência e não o de poder. Podemos ser donos das nossas palavras, mas não de nossos pensamentos. Ter algo sob controle não é sinônimo de autênticidade alguma, muitas vezes pelo contrário, tendo em vista que aquilo de mais incontrolável dentro de nós representa o grito que traz o que somos à tona, sem mais nem porque. Ou melhor, com seus porquês indecifráveis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-6120961095403121299?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/6120961095403121299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=6120961095403121299' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6120961095403121299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6120961095403121299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2008/12/da-sua-terra-vermelha-dono-ou.html' title='Da sua terra vermelha, dono ou integrante?'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/STczAZdC7MI/AAAAAAAAADA/HKAB4DmGKEA/s72-c/filme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-1805557861989884426</id><published>2008-11-25T00:24:00.007-02:00</published><updated>2011-02-16T02:38:14.411-02:00</updated><title type='text'>A venda da alma vegetativa.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SStn5CsoY3I/AAAAAAAAAC4/BmUxcHtsGjY/s1600-h/venda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272422018441569138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 248px; CURSOR: hand; HEIGHT: 177px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SStn5CsoY3I/AAAAAAAAAC4/BmUxcHtsGjY/s320/venda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São tantos os livros que tenho vontade de ler, alguns na estante, outros somente títulos na memória. Faço a escolha de acordo com o momento da minha vida, não necessariamente com o que sinto afinidade. Há de se ter momentos quase egoístas, de lermos somente aquilo que fala por nós. Há de se ter momentos mais cândidos, em que procuramos os outros olhares que ainda não tínhamos descoberto. Os outros caminhos que ainda não tínhamos pisado, seja por medo de emboscadas, seja por pura ignorância.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deparei-me com um trecho do "Livro do Desassossego" de Fernando Pessoa cujo heterônimo é Bernardo Soares, que me convocou a ler o livro. Não foi um convite qualquer. Foi uma solicitação da minha própria alma. Foi da alma que veio o apelo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Irrita-me a felicidade de todos estes homens que não sabem que são infelizes. A sua vida humana é cheia de tudo quanto constituiria uma série de angústias para uma sensibilidade verdadeira. Mas, como a sua verdadeira vida é vegetativa, o que sofrem passa por eles sem lhes tocar na alma, e vivem uma vida que se pode comparar somente à de um homem com dor de dentes que houvesse recebido uma fortuna - a fortuna autêntica de estar vivendo sem dar por isso, o maior dom que os deuses concedem, porque é o dom de lhes ser semelhante, superior como eles (ainda que de outro modo) à alegria e à dor.Por isto, contudo, os amo a todos. Meus queridos vegetais!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-1805557861989884426?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/1805557861989884426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=1805557861989884426' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1805557861989884426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/1805557861989884426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2008/11/venda-da-alma-vegetativa.html' title='A venda da alma vegetativa.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SStn5CsoY3I/AAAAAAAAAC4/BmUxcHtsGjY/s72-c/venda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-8072733609209779129</id><published>2008-11-10T15:53:00.007-02:00</published><updated>2008-11-10T16:42:15.780-02:00</updated><title type='text'>Propriamente dito.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SRh9_GwqXNI/AAAAAAAAACw/TnmSH8FxlqA/s1600-h/pardal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267098287309741266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SRh9_GwqXNI/AAAAAAAAACw/TnmSH8FxlqA/s320/pardal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Pardalzinho&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pardalzinho nasceu&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Livre. Quebraram-lhe a asa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sacha lhe deu uma casa,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Água, comida e carinhos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foram cuidados em vão:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A casa era uma prisão,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pardalzinho morreu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O corpo Sacha enterrou&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No jardim; a alma, essa voou&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o céu dos passarinhos! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Manuel Bandeira&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa poesia, para mim, traz um grito de liberdade. Não aborda somente a questão da covardia humana em aprisionar passarinhos, vai além disso. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os seres humanos gostam de admirar o que é belo em sua concepção, por isso prendem o passarinho? Discordo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os seres humanos que são capazes de prendê-los não admiram o belo, p&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;ois não há beleza maior do que um passarinho voando em liberdade. Prender um ser que poderia estar voando é o que se faz todos os dias, com as maiorias oprimidas. O mundo foi transformado em uma gaiola, em que aqueles que têm o poder, se sentem exatamente como os que prendem os passarinhos, inocentes. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A falta do sentimento de culpa está intimimamente ligada com o fato do ser humano , em sua grande maioria, aceitar o que é proposto pela sociedade, sem questionamentos. Esse aceitar sem questionar, virou força do hábito. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com isso, virou força do hábito quebrar as asas dos mais vulneráveis todos os dias. Virou força do hábito ver que isso está ocorrendo e permanecer inerte. Virou força do hábito fazer parte da engrenagem que prefere o conforto de viver na superficialidade. As "Sachas" inocentes e perversas de nossa sociedade, não estão somente naqueles e naquelas que fazem "o mal propriamente dito". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A omissão é um mal propriamente dito. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-8072733609209779129?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/8072733609209779129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=8072733609209779129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8072733609209779129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/8072733609209779129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2008/11/propriamente-dito.html' title='Propriamente dito.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SRh9_GwqXNI/AAAAAAAAACw/TnmSH8FxlqA/s72-c/pardal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-4716671974395605682</id><published>2008-11-02T23:12:00.018-02:00</published><updated>2008-11-25T21:15:26.558-02:00</updated><title type='text'>Ainda há quem pense que o lobo da estepe é de todo o mal?</title><content type='html'>Poderia ser qualquer flor, qualquer uma que pudesse renascer&lt;br /&gt;mas a rosa foi a escolhida, tinha do prudente e do lobo em seu ser&lt;br /&gt;vivia a doce tristeza de fazer sangrar seus espinhos&lt;br /&gt;e a comoção estava em ser a donzela, que respiraria tranquila a vida&lt;br /&gt;por enfeitar concomitantemente a sua despedida por ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia resposta ao caos&lt;br /&gt;da doce ironia de carregar duas almas inimigas&lt;br /&gt;vivia uma luta constante de querer e não querer&lt;br /&gt;melhor seria ser outra flor qualquer, melhor ainda se girassol pudesse ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas estrofes pequeninas que escrevi inspiradas no instigante Harry Haller, personagem de Hermann Hesse, quem sabe inspiradas em um pedacinho que encontrei de mim mesma, por mais que o pedacinho se encontre na busca por entender minha alma apenas. Há tantas por dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-4716671974395605682?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/4716671974395605682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=4716671974395605682' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4716671974395605682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/4716671974395605682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2008/11/ainda-h-quem-pense-que-o-lobo-da-estepe.html' title='Ainda há quem pense que o lobo da estepe é de todo o mal?'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-6522282947046563020</id><published>2008-10-19T22:51:00.009-02:00</published><updated>2009-03-13T20:16:02.063-03:00</updated><title type='text'>Algumas interrogações que merecem ser feitas (?)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SQPfWz0UaLI/AAAAAAAAACo/Pc3WNKRcS3I/s1600-h/olhar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261294372658636978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 243px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SQPfWz0UaLI/AAAAAAAAACo/Pc3WNKRcS3I/s320/olhar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando o assunto é criança, as pessoas se comovem. Não é a toa que a audiência sobe em um instante quando esse tema é abordado. A questão é: As pessoas se comovem até que ponto?&lt;br /&gt;Até se sentirem mal o suficiente e desligarem a televisão ou fecharem as janelas do carro ou começarem a fazer críticas ao governo a fim de quem sabe, "puxar um papo" com o vizinho?&lt;br /&gt;Não, a televisão não é a mocinha da história. É fato que ajuda a banalizar assuntos delicados para que os pontos subam no ibope, mas e quem faz o favor de ficar confortavelmente sentado no seu sofá vendo a água toda transbordar sem tomar uma atitude sequer? ( água?! Grande eufemismo esse!)&lt;br /&gt;As crianças estão nas ruas e as janelas estão fechadas. Não digo as janelas dos carros parados no sinal, essas seriam quem sabe uma metáfora, já que o indivíduo que dá trocados no sinal não faz nenhum bem, propriamente dito, ao caos que se encontra instalado.&lt;br /&gt;O governo está aí com suas "façanhas", não é mesmo?! Entretanto, qual governo no mundo faz o que deve ser feito corretamente se a população não demonstrar que deve ser encarada como uma ameaça ao próprio? Era lição de casa para ontem refletir a culpa do caos. Em contrapartida, o cidadão que faz seu dever de casa tem tanto mérito que deve ser por isso que se esqueceu dessa lição em especial.&lt;br /&gt;Cerca de 1,2 milhão de crianças são traficadas por ano, revela a Unicef e por mais que o número seja assustador, infelizmente o fato é visto simplesmente como mera estatística. Logo depois de ter tido o prazer e o desprazer de ler "O ano em que trafiquei mulheres" de Antonio Salas, fui ao cinema ver “Busca Implacável”, filme que aborda o tráfico de mulheres de uma forma um pouco eufemista, tratando-se do que ocorre no cotidiano, já que figuras como Bryan Mills não são lá muito comuns.&lt;br /&gt;Trata-se da história de uma menina que é raptada e tem a sua virgindade leiloada, assim como está ocorrendo com muitas garotas nesse exato momento que aqui estou escrevendo, infelizmente de maneira muito mais drástica.&lt;br /&gt;As pessoas continuaram comendo pipoca e ao final do filme carregavam uma expressão típica de quem vai assistir um filme de ficção cientifica. Era tanta frieza, tanta falta de noção de que o tema abordado é o terceiro tráfico, depois do de armas e drogas, que dá mais lucro no mundo, que cheguei a ouvir uma mulher fazendo uma piada com a outra assim: " Tá vendo "fulana" quando falo pra você continuar virgem não é a toa." (?)&lt;br /&gt;O que posso dizer de "O ano em que trafiquei mulheres" de Antonio Salas é simplesmente de que todo ser humano deveria lê-lo. Todo e qualquer ser humano que tenha no mínimo um laço afetivo com uma pessoa sequer, nem que seja somente consigo próprio, para que quem sabe possa absorver um pouquinho do amor e dor, que faz com que Antonio Salas não seja só mais uma pessoa que nasce, cresce e morre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-6522282947046563020?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/6522282947046563020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=6522282947046563020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6522282947046563020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6522282947046563020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2008/10/algumas-interrogaes-que-merecem-ser.html' title='Algumas interrogações que merecem ser feitas (?)'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SQPfWz0UaLI/AAAAAAAAACo/Pc3WNKRcS3I/s72-c/olhar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-6743492266900536974</id><published>2008-10-18T10:40:00.009-03:00</published><updated>2011-02-16T02:30:09.523-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Uma dose de Moude.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SPntn0B7FII/AAAAAAAAACI/WEbHSmy7NBg/s1600-h/plantinha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258495308169155714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SPntn0B7FII/AAAAAAAAACI/WEbHSmy7NBg/s320/plantinha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fiquei muito contente por ler o comentário do Arlindo Lopes acerca do que eu comentei sobre "Ensina-me a viver". Nunca imaginei que o que escrevi chegaria aos olhos das pessoas responsáveis pela ocorrência do espetáculo. Entretanto, mais importante que escrever algo que acrescente àqueles que trabalharam duro para que algo de tão belo viesse à tona, é saber que o que escrevi pode ter feito com que algum "Harold", que necessitasse de uma semente de vida na existência, fosse assistir à peça e saisse de lá com a mesma mensagem no peito que foi passada para mim. Há "Harold" por todos os lados, independentemente da idade, sexo ou classe social.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-6743492266900536974?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/6743492266900536974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=6743492266900536974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6743492266900536974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/6743492266900536974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2008/10/uma-dose-de-moude.html' title='Uma dose de Moude.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SPntn0B7FII/AAAAAAAAACI/WEbHSmy7NBg/s72-c/plantinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-2588135497900965884</id><published>2008-09-01T22:04:00.004-03:00</published><updated>2011-02-16T02:39:11.382-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Uma lição aqui, ali e acolá.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SLyazMZDoNI/AAAAAAAAABo/lO5mKo4yCAo/s1600-h/ensina_me_viver-teatro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241234270642741458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SLyazMZDoNI/AAAAAAAAABo/lO5mKo4yCAo/s320/ensina_me_viver-teatro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi muito emocionante assistir "Ensina-me a viver". Sem dúvidas o cenário estava lindo, os efeitos sonoros e visuais muito bem feitos e o elenco todo em plena harmonia, mas não há como negar que destacaram-se Glória Menezes e Arlindo Lopes, não somente por serem os protagonistas, havia algo a mais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma peça arriscada, para uma sociedade que cultiva tantos tabus em torno do tema proposto. Entretanto, foi feita da maneira mais doce que poderia ter sido feita e fez com que a beleza do amor se sobrepusesse a qualquer preconceito social. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Havia suor e corações pulsando naquele palco, havia algo de tão verdadeiro respirando para fora das cochias, que não contive a emoção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foram tantas as mensagens passadas, mas há uma que ficou gravada em mim: A "idade da flor" é por demais relativa, sempre há uma chance para buscar ser como um girassol: alto, simples e em busca do sol.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Simplesmente, amei. ;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7066867277358281315-2588135497900965884?l=nathaliareina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nathaliareina.blogspot.com/feeds/2588135497900965884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7066867277358281315&amp;postID=2588135497900965884' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2588135497900965884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7066867277358281315/posts/default/2588135497900965884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nathaliareina.blogspot.com/2008/09/uma-lio-aqui-ali-e-acol.html' title='Uma lição aqui, ali e acolá.'/><author><name>Nathália Reina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17961602377145416541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-N94YPlGdesw/TsCOFm7XyUI/AAAAAAAAAc0/pHx0BkHehdE/s220/chapeu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KPzjfXo7YIQ/SLyazMZDoNI/AAAAAAAAABo/lO5mKo4yCAo/s72-c/ensina_me_viver-teatro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7066867277358281315.post-2446251861917839111</id><published>2008-08-30T13:17:00.003-03:00</published><updated>2008-08-30T13:58:30.069-03:00</updated><title type='text'>Por não estarem distraídos</title><content type='html'>Por não estarem distraídos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo po
