Groenlândia. O que vem a cabeça?
Muitos me perguntaram, assustados, o que fui fazer por lá.
Pois bem, lá não é só gelo. É bem verdade que não há árvores, mas não me restrinjo aos fatores do relevo, mesmo que tenha me sentido ainda mais impotente, diante da potência daqueles icebergs. Natureza impactante.
Ukkusissat. Sim, esse lugarejo existe, ou melhor, resiste. Considerando que possui uma população de 190 habitantes e que no inverno a temperatura não se intimida a chegar a cerca dos 40 graus negativos, pode-se dizer que se trata de um lugarejo de sobreviventes. Serviço médico especializado? Somente uma vez ao ano, quando a Dinamarca envia um profissional. O mesmo ocorre em Sisimiut, local de 5.200 habitantes.
Os nativos não são fantoches exóticos, dispostos em vitrines congelantes para demonstração. Infelizmente, muitos turistas os vêem dessa maneira, como seres humanos de categoria inferior. Vivem da pesca e da caça e tem olhos puxados, motivos considerados suficientes para serem discriminados. Seres inferiores? Vale dizer que não há resquício de sangue derramado por guerra alguma na Groenlândia. Exatamente isso: um povo que só conhece a guerra imposta pelas adversidades climáticas.
Penso que também seja válido ressaltar, que cerca de 90% dos turistas que fizeram o mesmo cruzeiro que eu, era alemã. Humanidade, grande paradoxo.
Fascinante mesmo, é o fato de que mais de 20 pessoas dessa população, de 190 habitantes, formaram um grupo de música e de dança, cuja arte comove mais do que muitas obras de artistas renomados.
A arte nascida da sensibilidade resistente à pedra, ao gelo, ao isolamento. Uma sensação indescritível tomou conta de mim, enquanto meus olhos fitavam os olhos cheios de emoção daquelas pessoas cantando, tocando e dançando.
Conheci um novo sentimento, não sei dar nome. Talvez um novo tipo de asanninneq. =)
Iu Eva-Sara, o nome da artista que me abraça na foto.
amiga, eh impressionante como ate quando voce viaja consegue ter inspiracao pra escrever coisas tao belas. Escrevo aqui esse comentario humilde, por nao ter a habilidade com palavras que voce possui, e nao pense que a invejo, simplismente a admiro.
ResponderExcluircontinue sendo essa menina linda, mas que possui muito conteudo.
beijos da clara
xD
Nathy,
ResponderExcluirQue foto! Vc é demais, amiga!
beijão
Dani.
Nossa! Adorei o Blog, as fotos super lindas...
ResponderExcluirParabéns, filha de peixe, né? Rs. BJ.
MÁRCIA ALBERNAZ
Achei muito interessante essa outra visao sobre os nativos do lugar visitado(no caso a Groelandia) que voce apresentou , Nathy. Realmente quando viajamos nao pensamos muito como o povo visitado pensa, vive, e nesse caso sobrevive. Parabéns por enxergar mais e por se interessar mais do que a maioria dos turistas se interessam, geralmente. Adorei a foto também,amiga!
ResponderExcluirps: eles têm um grupo de dança? nossa!!! ;)
Beijoss !
by carolina bastos
Nat,
ResponderExcluiro seu texto está incrível... são poucas as pessoas que quando viajam pensam no que as dificuldades são para os habitantes, menos ainda são aqueles que imaginam a aflição e a superação de um povo. Parabéns por ser essa pessoa tão engajada e atenta com as preocupações alheias!
Beijos
Que Lindo! Uma viagem pode fugir ao consenso oficial para revelar rostos e cotidianos que parecem ter sido excluídas do mapa, mas que são únicos e diferentes como todos!Que bela descrição da sua impressão. Um Abraço!
ResponderExcluirBom como promessa é dívida, e como faço tudo por você, deixo aqui meu comentário sobre mais essa surpreendente experiência sua. Primeiro de tudo admiro demais essa sua curiosidade e preocupação com coisas e fatos muitas vezes negligenciados pela maioria. Também é muito interessante o contraste na foto,indios típicos com uma modelo alemã no meio. Bom concluindo, apoio e acho um máximo essa sua predileção por viver "No Limite",vê se na próxima você escolhe um território ou complenamente inóspito ou em meio a uma guerra.
ResponderExcluirBeijão de quem muito te admira e adora, Nicollas.
Adorei..
ResponderExcluire sabe oq mais me chamou a atençao depois de ter lido esse texto? O destaque a quem te abraça na foto. Sei lá, fez transparecer a individualidade, ou a importancia que essa pessoa passou na sua viagem.
Adorei! =)
Nathy,
ResponderExcluirO meu professor na faculdade falou o mesmo que sua mãe . Não temos mais pensadores capazes de formar um movimento. Não temos vozes capazes de criarem correntes de pensamentos que possam modificar ou abalar estruturas.
Adorei o texto. Tão lindo e sensível como você. Beijo grande,
Dani