segunda-feira, 30 de julho de 2012

Lei de Murphy? Lei do Bozo!





Algo ocorre. Não me contenho só com a sensação. Escrevo um texto.
Agora, para sempre registrada: a lembrança não se distancia.
O texto me aproxima do momento como se esse tivesse acabado de ocorrer.
Cada vez lido, cada vez reaproximado de mim.
É mágico.

O "Servido?"  é o texto ao qual me refiro.
(http://nathaliareina.blogspot.com.br/2012/07/servido.html)
Foi engraçado o momento. Prazerosa a lembrança.
Mas por ser simplesmente tão simples, pensei que ficaria nisso mesmo.
Na lembrança somente.
Surpreendi-me.

Pois bem, lá vai:
num dia aparentemente normal, eu e a mesma amiga em uma festa.
Já era tarde. Eu na varanda. Olhava a rua vazia. Olhava e não via.
Na rua vazia, pensamentos vagueavam...
Não posso dizer exatamente em quê.
Acima de mim um céu que não permitia que qualquer cansaço me consumisse por completo.
Estava ali.
E ali, sim, eu era testemunha do mundo.

De repente: ele.
Ele e meu idioma arriscado. Meu amado idioma sob outro prisma.
Sob prisma cuidadoso, delicado. Inconfundível.
O gringo falando em português comigo.
Fui embora com a minha amiga. Mantivemos o contato.
E num belo dia, ele me diz: quero ler o que escreve. Qual o seu blog?
De repente: o receio! O que ele entenderá?
Logo tratei de colocar trechos meus no google tradutor para ver o que ele entenderia, uma vez que sabia que ele era adepto apaixonado da tal ferramenta mágica!!
No google, alguns trechos simplesmente eram traduzidos com o sentido oposto!
Avisei-o de novo sobre os possíveis percalços.
Eu disse: me diga o que entender!!!
Ele concordou.
Num belo dia, surge em mim a curiosidade:
Did you read it? What did you understand? The last one was about... hm...
Eu me lembrei do último texto.
Lembrei-me de que é um texto sobre falha de comunicação!
E sobre falha de comunicação em PORTUGUÊS!
O que ele teria entendido?
E, de repente, o susto a me invadir!
Não era simplesmente o meu espanto diante do "Pó de chá" da minha amiga.
Era susto realmente desses que nos balançam!
Como era possível que um desentendimento meu causasse desentendimento ainda maior?!?!
Senti-me numa dessas ondas inevitáveis da vida...
Sensação tão boa essa a de ser surpreendida...

Ele corou.
Bom Nathália... Hum... Como dizer...?
O que ser powder tea, Nathália?

Ele corado, constrangido... como se estivesse invadindo terreno íntimo meu.
Como se fosse matéria desses terrenos impenetráveis que carregamos conosco...
Ele, cuidadoso.
Ri, pois sabia da possibilidade quase certa de ele não entender.
Explicações. Risadas.
E de repente, o alívio.
Da sua expressão, um peso a menos.
Ele era um UFA bem grande ecoando pelo mundo!
E eu, um ser que simplesmente pensava estar diante de uma "kind situation".
Ah! Numa outra língua... Universo novo!
Ele, ainda espantado diante da possibilidade de compreensão,
tratou de se certificar por absoluto do tal ocorrido: Oh! Então, pó não ser cocaína?
Eu ter pensado: com quem estou lidando, mio Deus?!?!?!

Hoje, a lembrança desse momento hilário!
Instantes depois, uma mensagem: você deveria escrever em seu blog.
Como aquela mensagem naquele momento?
Eu estava justamente pensando sobre o ocorrido ser texto ainda não escrito!

Nasce, portanto, esse texto.
Sem pós. Sem chás.
Nasce de uma brisa contente que me invade.
Do rol de acontecimentos que temperam o sorriso que me acompanha.

Ah... Porque é em um momento na rua...
Num desses momentos de simples atenção aos carros que passam, que ressurge a lembrança repentina!
De repente: a risada inevitável.
Os olhos brilhando.
A felicidade simples, de instantes.

Ali. Lembrança que ressurge em insight.
Do velho, o novo. Outro sorriso.
De repente, imersa.
Alheia ao redor por alguns instantes.
Contente.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Servido?

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Uma amiga irreverente, que não fazia outra coisa senão reclamar do tédio que consumia seu dia e dos montes de comida ingeridos, e o meu convite: amiga, venha passar uns dias na minha casa! Nós vamos nos divertir!
Sem hesitações comuns e longe das confirmações literais, eis que surge a mensagem que me deixou atônita!
Minha amiga louca e sã, paciente e dona do pavio mais curto que a história há de reconhecer e a ciência de catalogar, surge com a tão lograda peripécia!
Num contexto em que o que se buscava era a solução mágica, a tão sonhada solução!
“Pó de Chá!“ncio.
﷽﷽﷽﷽al serom um nome que impressione, com um nome novidade 
Como? Está tomando pó de chá?
Silêncio. Mistério.
Terei eu perguntado de um jeito muito assustado?
Seria eu conservadora demais para me assustar com essa novidade?
Estou desatualizada do que estaria fazendo a cabeça de alguns deslumbrados da minha geração?
Ou será que é chá inofensivo mesmo?
Mais silêncio.

Os minutos se sucediam e em mim, era só questionamento.
Chá verde? Chá branco?
Ah! Camomila não poderia ser...
Talvez seja algo bem exótico! Algo com um nome comerciável.
Ah! Só pode ser algo com um nome que impressione, com um nome “cool”...
Mas qual será?
Silêncio.
Mais alguns minutos e a explicação sensata.
A explicação salvadora! E hilária!

“Amiga, pó de chá, é pode deixar.“

O sentido todo a mergulhar em mim...
Ou de mim.
Ou por mim!

Ah! Sim! Como não? Como não seria?
E logo eu que sou uma amante tão dedicada das palavras!
Logo eu que as sirvo a hora que for.
Ao mais leve sinal de necessidade de folha, lá estou eu: de pé.
Papel a mão, caneta a postos! Logo eu...

De um pode deixar, um sim.
De um sim, a abertura para a vida, para o convite, para os mergulhos milagrosos.
De um pode deixar, um chá de aventura, de risada, e de lembranças a tomar-me toda, por completo, por esses ilustres instantes que me arrancam o fôlego...!
Ri. Rimos. Riremos.
Um brinde!


terça-feira, 10 de julho de 2012

Mulheres por cima!

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Dia frio. Eu e uma amiga ao telefone, amiga essa que acabara de voltar de outro estado, que a princípio ficaria pelo menos até se formar. Acabara literalmente!! Minutos antes da conversa ela estava na estrada!!!
Uma volta repentina. Uma conversa ao telefone repentina. Decisão repentina: vamos naquele restaurante de sempre? Ah... a gente vê...
Acabamos por inovar! Restaurante ao lado.
Pizza de sempre?
Não.  Dessa vez um detalhe a mais: uma mozzarella de búfala, por favor.
Na pizzaria, minha amiga encontra sua vizinha na mesa de trás. Ok. Elas combinam de voltar juntas. E penso: nossa que coincidência! (porque além de tudo ela estava justamente comentando do mesmo assunto que a menina veio falar com ela na nossa mesa!)
Na hora de irmos embora, a vizinha da minha amiga cujo nome não me recordo, me faz a seguinte pergunta: e você, como vai embora? Onde mora?
Disse a rua que eu morava, sem esperar acontecimento algum que me surpreendesse. E de repente a menina diz: ah o Lucas também mora nessa rua. Luucas! Quando eu olho: Quem? Ahn? Ah! Oi vizinho! Seu nome é Lucas! Ah legal! Nossa que legal! Nossa! Bem legal mesmo! Coincidência dupla! Não é o máximo?! Ainda mais num dia aparentemente normal...
Para deixar a situação ainda mais cômica, meu vizinho sabia inclusive qual era o meu apartamento e para a minha surpresa: ele mora embaixo de mim!!! Ah! Quando ele tentou a confirmação... brinquei: ah... o que digo? O que será que já me escutou falando?
No elevador, o papo não era sobre o tempo. Mas metalinguístico! Continuávamos a conversar sobre essa tal nossa coincidência!
Ele perguntou meu facebook. (Ah! Tempos virtuais!)
Subi. Liguei o computador. De repente, lá está ele! O vizinho me adicionou.
Aceitei. Continuamos a conversa. Ele me pergunta onde estou.
Descubro que estou em cima da cabeça dele. (Que sensação mais estranha e divertida ao mesmo tempo!) Ele fala algo engraçado, eu rio e digo paaara.
E de repente, a mensagem: não paaaro.
Ahn? Como assim? Você me ouviu?
Sim, eu a ouvi. E já ouvi você cantando também. Vamos conversar na janela!
Fomos à janela. Mostrei meu gatinho, o Rou (para mim, a mais íntima) que ficou ligeiramente incomodado com a situação de ser posto na janela, mas que fez questão de ficar na cadeira ouvindo a conversa!!!
Ah! Há algumas horas estava eu, a janela e o céu.
Eu olhava para cima e conversava com as estrelas.
Agora há pouco... Eu, a janela e o vizinho do andar de baixo.
Dessa vez, estrelas testemunhas.
Outrora, vizinho testemunha. "Será? Terá ele ouvido minhas confissões às estrelas?"
Ah... mas como nada é perfeito, admito que nós ficamos com uma ligeira dor que beira o torcicolo!!! E como nem tudo surpreende tanto, nasce por merecimento, esse texto!
E ainda há quem diga: essas coisas só acontecem em filme...
E do que seriam feitos, os filmes, afinal?

segunda-feira, 9 de julho de 2012

...flor de Mandacaru...

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Ah...
Numa criança toda a esperança do mundo.
Nem nos contos que parecem tudo dizer.
Nem nos amores eternos.
Em ti, criança, toda a pureza do mundo.
Toda a energia do que é puro e residido.
Seu peito, a célula em expansão.
Que me fita. Que fita o mundo. Que implora transformação.
Todos a querer seu carinho. Um breve sinal de atenção.
Ah criança! Mas perdem tempo com coisas de adulto.
Não se entregam ao seu mundo tão são!
Em pensar que já me deixei entristecer por adulto...
Quantas crianças no mundo! Quantas sem a menor direção!
Adultos a jogar seus jogos eternos.
Criança, ainda pura, só sinceridade.
Adulto, tanto sofrimento que se cria, por mísera e torpe vaidade.
Tão fútil e vulgar tal insanidade.

O que Epicuro e a Terapia Cognitiva têm em comum.

            Epicuro nasceu há 341 a. C. Aaron Beck, o criador da TCC nasceu em 1921. Epicuro foi um filósofo. Beck é um médico, cientista e ...