
Foi preciso que um italiano viesse aqui e mostrasse ao mundo a questão dos índios Guarani-Kaiowá. Porém, que bom que o fez e que ótimo que o fez da melhor maneira que poderia ter sido feita. Terra Vermelha vale simplesmente pela cena em que o índio pega a terra e a come fitando o fazendeiro em resposta ao que tinha sido dito por ele, sem precisar dizer uma só palavra. Dentre várias cenas emocionantes, essa foi sem dúvidas a que mais me emocionou.
É inexplicável quando sentimentos tão profundos são demonstrados sem que nenhuma palavra necessite ser mencionada. Talvez essa seja realmente a única maneira de demonstrá-los, já que estão além de qualquer horizonte já alcançado pelas palavras. Talvez seja por isso que me emocionei tanto nessa cena em especial.
A principal questão que me fez refletir foi a de que existe uma grande distância entre ser proprietário de algo e fazer parte de algo. A questão de que os índios se sentem como parte da terra, mesmo que não sejam donos dela me fez pensar um pouco além disso, pois vi que essa questão relaciona-se com vários contextos da vida.
Ser dono de algo é ter o poder de decidir o que fazer com isso. Entretanto, quando se É algo, muitas vezes o sentimento é o de impotência e não o de poder. Podemos ser donos das nossas palavras, mas não de nossos pensamentos. Ter algo sob controle não é sinônimo de autênticidade alguma, muitas vezes pelo contrário, tendo em vista que aquilo de mais incontrolável dentro de nós representa o grito que traz o que somos à tona, sem mais nem porque. Ou melhor, com seus porquês indecifráveis.
É inexplicável quando sentimentos tão profundos são demonstrados sem que nenhuma palavra necessite ser mencionada. Talvez essa seja realmente a única maneira de demonstrá-los, já que estão além de qualquer horizonte já alcançado pelas palavras. Talvez seja por isso que me emocionei tanto nessa cena em especial.
A principal questão que me fez refletir foi a de que existe uma grande distância entre ser proprietário de algo e fazer parte de algo. A questão de que os índios se sentem como parte da terra, mesmo que não sejam donos dela me fez pensar um pouco além disso, pois vi que essa questão relaciona-se com vários contextos da vida.
Ser dono de algo é ter o poder de decidir o que fazer com isso. Entretanto, quando se É algo, muitas vezes o sentimento é o de impotência e não o de poder. Podemos ser donos das nossas palavras, mas não de nossos pensamentos. Ter algo sob controle não é sinônimo de autênticidade alguma, muitas vezes pelo contrário, tendo em vista que aquilo de mais incontrolável dentro de nós representa o grito que traz o que somos à tona, sem mais nem porque. Ou melhor, com seus porquês indecifráveis.






