
Quando o assunto é criança, as pessoas se comovem. Não é a toa que a audiência sobe em um instante quando esse tema é abordado. A questão é: As pessoas se comovem até que ponto?
Até se sentirem mal o suficiente e desligarem a televisão ou fecharem as janelas do carro ou começarem a fazer críticas ao governo a fim de quem sabe, "puxar um papo" com o vizinho?
Não, a televisão não é a mocinha da história. É fato que ajuda a banalizar assuntos delicados para que os pontos subam no ibope, mas e quem faz o favor de ficar confortavelmente sentado no seu sofá vendo a água toda transbordar sem tomar uma atitude sequer? ( água?! Grande eufemismo esse!)
As crianças estão nas ruas e as janelas estão fechadas. Não digo as janelas dos carros parados no sinal, essas seriam quem sabe uma metáfora, já que o indivíduo que dá trocados no sinal não faz nenhum bem, propriamente dito, ao caos que se encontra instalado.
O governo está aí com suas "façanhas", não é mesmo?! Entretanto, qual governo no mundo faz o que deve ser feito corretamente se a população não demonstrar que deve ser encarada como uma ameaça ao próprio? Era lição de casa para ontem refletir a culpa do caos. Em contrapartida, o cidadão que faz seu dever de casa tem tanto mérito que deve ser por isso que se esqueceu dessa lição em especial.
Cerca de 1,2 milhão de crianças são traficadas por ano, revela a Unicef e por mais que o número seja assustador, infelizmente o fato é visto simplesmente como mera estatística. Logo depois de ter tido o prazer e o desprazer de ler "O ano em que trafiquei mulheres" de Antonio Salas, fui ao cinema ver “Busca Implacável”, filme que aborda o tráfico de mulheres de uma forma um pouco eufemista, tratando-se do que ocorre no cotidiano, já que figuras como Bryan Mills não são lá muito comuns.
Trata-se da história de uma menina que é raptada e tem a sua virgindade leiloada, assim como está ocorrendo com muitas garotas nesse exato momento que aqui estou escrevendo, infelizmente de maneira muito mais drástica.
As pessoas continuaram comendo pipoca e ao final do filme carregavam uma expressão típica de quem vai assistir um filme de ficção cientifica. Era tanta frieza, tanta falta de noção de que o tema abordado é o terceiro tráfico, depois do de armas e drogas, que dá mais lucro no mundo, que cheguei a ouvir uma mulher fazendo uma piada com a outra assim: " Tá vendo "fulana" quando falo pra você continuar virgem não é a toa." (?)
O que posso dizer de "O ano em que trafiquei mulheres" de Antonio Salas é simplesmente de que todo ser humano deveria lê-lo. Todo e qualquer ser humano que tenha no mínimo um laço afetivo com uma pessoa sequer, nem que seja somente consigo próprio, para que quem sabe possa absorver um pouquinho do amor e dor, que faz com que Antonio Salas não seja só mais uma pessoa que nasce, cresce e morre.
Até se sentirem mal o suficiente e desligarem a televisão ou fecharem as janelas do carro ou começarem a fazer críticas ao governo a fim de quem sabe, "puxar um papo" com o vizinho?
Não, a televisão não é a mocinha da história. É fato que ajuda a banalizar assuntos delicados para que os pontos subam no ibope, mas e quem faz o favor de ficar confortavelmente sentado no seu sofá vendo a água toda transbordar sem tomar uma atitude sequer? ( água?! Grande eufemismo esse!)
As crianças estão nas ruas e as janelas estão fechadas. Não digo as janelas dos carros parados no sinal, essas seriam quem sabe uma metáfora, já que o indivíduo que dá trocados no sinal não faz nenhum bem, propriamente dito, ao caos que se encontra instalado.
O governo está aí com suas "façanhas", não é mesmo?! Entretanto, qual governo no mundo faz o que deve ser feito corretamente se a população não demonstrar que deve ser encarada como uma ameaça ao próprio? Era lição de casa para ontem refletir a culpa do caos. Em contrapartida, o cidadão que faz seu dever de casa tem tanto mérito que deve ser por isso que se esqueceu dessa lição em especial.
Cerca de 1,2 milhão de crianças são traficadas por ano, revela a Unicef e por mais que o número seja assustador, infelizmente o fato é visto simplesmente como mera estatística. Logo depois de ter tido o prazer e o desprazer de ler "O ano em que trafiquei mulheres" de Antonio Salas, fui ao cinema ver “Busca Implacável”, filme que aborda o tráfico de mulheres de uma forma um pouco eufemista, tratando-se do que ocorre no cotidiano, já que figuras como Bryan Mills não são lá muito comuns.
Trata-se da história de uma menina que é raptada e tem a sua virgindade leiloada, assim como está ocorrendo com muitas garotas nesse exato momento que aqui estou escrevendo, infelizmente de maneira muito mais drástica.
As pessoas continuaram comendo pipoca e ao final do filme carregavam uma expressão típica de quem vai assistir um filme de ficção cientifica. Era tanta frieza, tanta falta de noção de que o tema abordado é o terceiro tráfico, depois do de armas e drogas, que dá mais lucro no mundo, que cheguei a ouvir uma mulher fazendo uma piada com a outra assim: " Tá vendo "fulana" quando falo pra você continuar virgem não é a toa." (?)
O que posso dizer de "O ano em que trafiquei mulheres" de Antonio Salas é simplesmente de que todo ser humano deveria lê-lo. Todo e qualquer ser humano que tenha no mínimo um laço afetivo com uma pessoa sequer, nem que seja somente consigo próprio, para que quem sabe possa absorver um pouquinho do amor e dor, que faz com que Antonio Salas não seja só mais uma pessoa que nasce, cresce e morre.
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