A FERA NA SELVA.
Emoção do início ao fim. Aquele sentimento que um excelente livro provoca, de mãos dadas com a sensação de quando vemos dois atores entregues, de quando a emoção das personagens é tão verossímil que há em nós a impressão de que conseguimos captar, ainda que de relance, um quê da alma dos próprios atores. Seria muita pretensão?
Espetáculo que toca na ferida como uma enfermeira compassiva nos faz os curativos. Sabe dessas coisas que poucos terapeutas conseguem fazer?! Esse espetáculo nos faz abraçar aquelas nossas questões, que vez por outra desejamos colocar por baixo do tapete.
E como saímos de lá? Sentindo que tudo bem ser humano, tudo bem e tudo de maravilhoso nisso. Somos poesia personificada. Há algo melhor?
Hoje é o último dia desse espetáculo lindíssimo e está em cartaz no Teatro Poeira às 19h. VEJAM. #AFERANASELVA Com as atuações brilhantes de @gabrielmiziara e @helocintracastilho
Para quem deseja uma informação mais objetiva do enredo, lá vai: a peça nos apresenta Henry James e Constance Woolson, tendo como título um conto de Henry James, assim como uma das fontes do que vemos, ouvimos e sentimos. VEJAM. OUÇAM. SINTAM.
Forte dramaturgia de Marina Corazza e direção apurada e poética de Malú Bazán.
