Desabrocha botão.
Segue o caminho.
Desamarra caule.
Tu, há tanto tempo, emaranhado.
Desteme ainda que temas.
Tantas são as temáticas.
Persevera, pois fibra que rompe, prospera.
Vai.
O que seria de ti, planta sem sol?
Raios inspiram flores.
Flores, asas.
Bendito rouxinol.
Síntese solar, alimento.
O que seria de ti, pétala sem movimento?
Dança, sobe nos ares.
Correnteza faz parte dos mares.
Ruge, respira.
Há tanto som nas esquinas.
Dobra, olha longe.
Parada fica a presa que se esconde.
Sua, sente o salgar na ponta dos lábios.
Não é na sombra que se fazem os carvalhos.
Levanta, salta da cartola.
Passos que avançam, tijolos das escolas.
Aprende.
Torna-te sábio.
Botão que desabrocha é um sorriso nos lábios.
Pula.
Abre tuas asas.
Há mais fogo a nascer do que clamam as brasas.
Vence.
A ti mesmo.
Depois, para e olha o horizonte.
Recolhe o seu sentido.
Bebe o teu significado.
De plenitude, embriaga-se o botão enfim brotado.
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