Desabrocha botão.
Segue o caminho.
Desamarra caule.
Tu, há tanto tempo, emaranhado.
Desteme ainda que temas.
Tantas são as temáticas.
Persevera, pois fibra que rompe, prospera.
Vai.
O que seria de ti, planta sem sol?
Raios inspiram flores.
Flores, asas.
Bendito rouxinol.
Síntese solar, alimento.
O que seria de ti, pétala sem movimento?
Dança, sobe nos ares.
Correnteza faz parte dos mares.
Ruge, respira.
Há tanto som nas esquinas.
Dobra, olha longe.
Parada fica a presa que se esconde.
Sua, sente o salgar na ponta dos lábios.
Não é na sombra que se fazem os carvalhos.
Levanta, salta da cartola.
Passos que avançam, tijolos das escolas.
Aprende.
Torna-te sábio.
Botão que desabrocha é um sorriso nos lábios.
Pula.
Abre tuas asas.
Há mais fogo a nascer do que clamam as brasas.
Vence.
A ti mesmo.
Depois, para e olha o horizonte.
Recolhe o seu sentido.
Bebe o teu significado.
De plenitude, embriaga-se o botão enfim brotado.
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Profundo e sensível! Parabéns!
ResponderExcluirObrigada, Evandro! A alegria de escrever se multiplica quando sabemos que o escrito toca os demais.
ExcluirAbs
Gostei muito, Nathalia! Mais uma poetisa no clube de leitura! Beijos Andreia www.mardevariedade.com
ResponderExcluirFico muito feliz, Andreia! Obrigada!
ExcluirLer, escrever, compartilhar. Que alegria!
Beijos
Essa poesia tirou meu fôlego. Uma sacudida em minha inércia.
ResponderExcluirQue bom! Obrigada!
ExcluirNathalia,
ResponderExcluirPalavras batem à porta. Uma, duas, mil vezes.
Palavras insistem.
Não são apenas, amor e dor.
Querem o cotidiano
Acordar junto, perscrutar,
Bailar ao som de infindáveis tons.
Sentir da vida o seu frescor!
Suas palavras acordam qualquer vestígio de poeira, que por algum motivo, tenham se depositado no piso da minha alma.
ExcluirSempre me acordando. Um anjo que Deus enviou para permanecer ao meu lado.
Obrigada por tudo, avó amada.