sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ruborizando. . . Palavrinhas?



 Na crônica de Verissimo publicada no O Globo de ontem está escrito: "E as pessoas ruborizavam! Ninguém mais ruboriza. 
No Brasil, há uns bons 50 anos não se tem notícia de que alguém tenha ruborizado." 

 Escrevi uma poesia inspirada na minha sensação de quando ruborizo.
Notifico, portanto, que ainda existe alguém nesse país que torna o verbo no infinitivo passível de conjugação! 



A arte de ruborizar.


Ruboriza-se por vergonha,
Mas por vergonha boa.
Como uma espécie de vinho tinto a molhar os lábios.


Sente-se o ardor da carne
Antes mesmo de ser possível visualizar.
Um pouco de atenção ao corpo
E nota-se que está a denunciar.


Não se sabe o que
Nem se saberá.
A menos que os olhos, deflagrando invisíveis pontes,
Tratem de devanear.


Nem sempre pelo mesmo,
Nem em iguais circunstâncias,
Há de corar a face.


Não existe fórmula.
Não há caminho.
Veias passam a ser cálice.
Talhadas taças de vinho!

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