segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

¿...?


Dançar de tênis em uma boate, uma sensação deliciosa. Uma frase e um rótulo. 

Adoro me maquiar. Outro rótulo.

Amo ler Clarice Lispector. Um rótulo.

Gosto de dançar hip hop. Outro rótulo.

Estudo direito. Um rótulo.

Estudo teatro. Outro rótulo.

Amo tomate. Um rótulo.

Consumo batata frita do Mc Donald's. Outro rótulo.

Rótulos que não combinam entre si. O estranhamento.
O estranho é ser uma coisa só.
A necessidade de rotular é crucial para as empresas. 
Um público-alvo respectivo. Um produto respectivo. Uma publicidade respectiva.
Com isso, o esquecimento social de que “um publico-alvo não se resume a um grupo de produtos, músicas, filmes, roupas, pensamentos...”

Uma vez declarado o amor à filosofia, como declarar amar me sentir bonita em uma roupa nova?
É simples. E sentir que sou uma infinitude dentro da finitude da vida me faz crer que não sou a única. Faço parte de uma espécie de 7 bilhões de pessoas.
Sou apenas um ser. Único, mas não o único.
Creio que o “normal” não é ser uma coisa só, por mais polêmica que seja a palavra.
Muitos acreditam no letreiro que diz: “É imprescindível caber em UMA das caixas disponíveis! Escolha a sua!”

Maravilhosa a sensação de olhar um ser e me permitir vê-lo.
Maravilhoso saber que nunca o saberei em sua completude, pois não há finalização em nós, mas finalidades!
Maravilhosa a compreensão maior e o constante desafio de relembrá-la.


Fala-se tanto em liberdade, mas poucos realmente a desejam.
Torcer o nariz é o que sobra. É o conforto de um grupo torcendo junto. 
Torcendo seus narizes, torcem suas mãos para que não permaneçam apenas unidos, mas dependentes.
A dependência conforta, mas a liberdade ressuscita.


Desde onde sei, cérebros foram feitos para serem usados assim como sapatos.
A célebre distinção é a de que o uso do cérebro não o desgasta, mas o aprimora. 
O fascinante é que o cérebro é de graça! Não pagamos nada para ter essa ferramenta magnífica! Nascemos com um!
Imaginem qual seria o valor de mercado de um cérebro bem exercitado?!?!?!?!
Uau! Tornou-se valioso agora?


Um comentário:

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