quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Auto-retrato.

De mórbida palidez ausente: antes flores a funerais.
Nem substância sem maresia.
Por portos mais siderais!

Sem sorriso blasé, pose que se cria.
É sonho vivo de um vivenciar.

E nela, mistério, poesia. . .
Eis aí seu lugar!

E quando em si retrato em preto e branco, logo jato de tinta a jorrar: vermelho. Vivo. 

Nos cantos…
Brotando do centro a inflamar…

Infância viva. Colorida. Risonha.
E pras tristezas profundas, um cais.
Das súbitas horas medonhas, singela força voraz.


2 comentários:

  1. Querida,

    Amei...simplesmente amei! beijos. Cláudia
    PS. Também adorei "Ventania" e a foto de Chapliana! Parabéns!

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  2. Adorei o poema, principalmente, como te disse, a última estrofe, fechando com o perfeito paradoxo "singela força voraz". Usarei isso no meu dia-a-dia de alguma forma haha :D

    Beijão!!

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