Vendando-se a ventania.
Coração alheio sofre
Respingando suores de lembranças ingratas.
Escolhe o peito sofrer desvarios de pontes tão insensatas!
Insistente, relembra dores.
Sombreia os gestos com agulhadas.
Na arte, lágrimas escorre.
Na vida, sais. Serenatas.
Não deixa descansar as fontes
Da eterna lástima querida.
Esquece de abrir os olhos
Às novas faces. Novas feridas.
Um carinho que se tece
Duma lembrança que se formula.
Não se deixa viver o novo
Sem que se forme o que se rotula.
Prisioneiro de suas paisagens,
Das loucas vendas bordadas,
Ergue um mastro de ilusão
Nas turvas visões violentadas.
Maestro das sinfonias tristes:
Silêncio ao que se apresenta.
O ilustre insistente dorme
Em suas retinas já tão sedentas...
Só, nas noites que se seguem...
Clama cura desejada!
Não notando que essa vem
De raízes renegadas.
Nada às novas vozes sóbrias,
Cego amor à só ideia.
É sendo o que já era:
Mesma ilustre vã matéria.
Vive, pois, o que já vivia,
O repetidor ensanguentado.
Ter pernas não mais auxilia
Quem ama o vão precipício honrado.
Como a tal energia dos órgãos...
Os dias presenteados...
Ao homem que insistente sofre
Pelos mesmos tais telhados?
É injusto e ingrato o homem.
Velho, lamentará reconhecer.
Mas onde mesma vitalidade?
Pra onde o jovial poder?
Das horas que se perderam,
Apenas a lembrança.Respingando suores de lembranças ingratas.
Escolhe o peito sofrer desvarios de pontes tão insensatas!
Insistente, relembra dores.
Sombreia os gestos com agulhadas.
Na arte, lágrimas escorre.
Na vida, sais. Serenatas.
Não deixa descansar as fontes
Da eterna lástima querida.
Esquece de abrir os olhos
Às novas faces. Novas feridas.
Um carinho que se tece
Duma lembrança que se formula.
Não se deixa viver o novo
Sem que se forme o que se rotula.
Prisioneiro de suas paisagens,
Das loucas vendas bordadas,
Ergue um mastro de ilusão
Nas turvas visões violentadas.
Maestro das sinfonias tristes:
Silêncio ao que se apresenta.
O ilustre insistente dorme
Em suas retinas já tão sedentas...
Só, nas noites que se seguem...
Clama cura desejada!
Não notando que essa vem
De raízes renegadas.
Nada às novas vozes sóbrias,
Cego amor à só ideia.
É sendo o que já era:
Mesma ilustre vã matéria.
Vive, pois, o que já vivia,
O repetidor ensanguentado.
Ter pernas não mais auxilia
Quem ama o vão precipício honrado.
Como a tal energia dos órgãos...
Os dias presenteados...
Ao homem que insistente sofre
Pelos mesmos tais telhados?
É injusto e ingrato o homem.
Velho, lamentará reconhecer.
Mas onde mesma vitalidade?
Pra onde o jovial poder?
Das horas que se perderam,
Amargurar-se-á o homem
Da ferida com própria lança.
Como restituir o que se perdera?
Como matar fome com leite já dispersado?
Como sarar a amargura de consciência viva
De um passado desperdiçado?
Pudesse o homem os dias que grita...
O novo amor...
A sã visita...
Pudesse: tantas histórias!
De mais verdades...
De mais memórias...
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