Vamos começar a pensar no sentido?
No sentido de ter caráter firme, o que não significa amar sem condições, por mais que seja essa a mensagem mais pura de todas. Minha visão que compartilho aqui é de que Jesus foi um homem santo de caráter forte, um homem santo justo, não um homem que tudo aceita, por mais que tenha havido a crucificação.
O outro lado da face não significa, para mim, a passividade. Foi-nos dado um corpo para amar, um corpo para cuidar, para dar o melhor que pudermos: sono, bom alimento, bons pensamentos e companhias verdadeiramente consistentes. Se nos atentarmos a mensagens por demais idealistas, por demais literais, acabamos por nos afastar da nossa real possibilidade de evolução. Amar o homem sem empatia não é fácil e para nós talvez isso nunca seja possível.
Portanto, não desmereça a palavra cristã por ser tão idealista, tão literal, tão traduzida por inúmeros seres humanos. Vá até onde conseguir. Vamos até onde conseguirmos. Não precisamos amar o que / quem nunca entenderemos. Mas, podemos deixar de falar de pessoas que não conhecemos as histórias interiores. Podemos deixar de expor quem quer que seja. Podemos trabalhar nossa sensibilidade para sermos mais solidários com quem está ao nosso lado e pensamos já saber do nosso afeto. Podemos refletir a respeito do fato de termos, muitas vezes, os mesmos defeitos que apontamos nos outros, ou defeitos tão desagradáveis o quanto. Podemos simplesmente pôr uma gota de melhora por dia em nós. Calmamente... Para isso, é preciso muita observação. Muitos Natais. Mensais, semanais, diários, a cada momento.
Somos o que tanto esperamos do outro? O que esperamos do outro é justo? É medida de acordo com as capacidades alheias? O que esperamos de nós vai além da nossa capacidade? Ou será que vai além da nossa preguiça? Da nossa arrogância? Da nossa mania de um só lado da moeda?
Vejamos sim também o nosso lado da moeda. Ele é legítimo. Afinal, foi-nos dado um corpo, uma alma e uma mente para cuidar. Cuidar é ver, é levar em consideração. É amar. Só assim, poderemos saber mesmo como amar genuinamente o outro. Não ama o outro quem em si atira fogo. Não foi Jesus que se crucificou. Foi o livre arbítrio dos insanos.

Que bom encontrar aqui a "Palavrinha" manifestada.
ResponderExcluirAno Novo? Não, velhíssimo. Apenas renovado.
Como se renovam em nós as emoções...
Feliz 2019!