quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Invídia.




Uma de minhas poesias.


A Invídia.

Cada qual uma beleza.
Cada qual em suas inspirações e aspirações...
Cada qual, suas proezas e tormentos
Com seus olhares e silêncios...
Cada qual com seus movimentos.

Havia admiração.
Estrelas a brilhar no céu.
Uma se sabia bela.
Outra tentava se convencer.

Uma possuía gostos de tempos.
Outra tentava se apetecer.
Uma era a forma e conteúdo que a outra queria ser.

A cada movimento para brilhar outro brilho,
O brilho próprio se exauria.
Eram duas fontes de luz,
Mas só uma se sabia.

A outra virando lua.
Brilhando um brilho que não era seu.
Copiava as coreografias
Dos raios da estrela de Zeus.

Sentia-se bela mostrando aos céus
Sua nova forma de brilhar.
Engrandecida.
Maior que estrelas quaisquer!

Brilhava brilho refletido.
Todos os discursos e palavras, textos teatrais.
Era a lua dos cenários de palco
Que cabia nos barcos do cais!

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