quarta-feira, 24 de julho de 2013

Um texto informal pra uma vida formal demais. ;)




Ei!
Está triste? Está tenso? Ansioso?
Eu tenho algumas dicas que desejo compartilhar.
Primeiramente, antes de qualquer coisa, sendo bem redundante, vá tomar um banho.  Tome um banho demorado. E relaxante. Com todos os aromas que desejar. E se possível, termine-o com uma ducha gelada e forte, como se estivesse numa cachoeira.
Tomou o banho? Ok. Pode continuar a leitura.
Arrume-se com uma roupa que faça você se sentir atraente.
Se gostar das maquiagens e das escovas de cabelo, use-as.
Fique assim, no ponto.
Olhe o seu quarto. Olhe suas prateleiras.
Talvez não seja muito bom pro seu ânimo, arrumar tudo de uma vez.
Então arrume, pelo menos, o que seus olhos enxergarem.
Pode gostar de ar condicionado, de ventilador, de janelas fechadas.
Mas, ei! Abra essas cortinas e janelas e deixe o ar entrar.
Ainda prefiro abrir a cortina toda pra um lado só, que aí uma janela fica completamente livre, mania.
Deu um jeito no visual do seu quarto?
Agora pegue uma agenda.
Não vale uma qualquer não.
Se não tiver, desça, vá até a papelaria e compre a mais linda que encontrar.
Volte ao seu quarto. Anote ali suas pendências.
Não só o médico que deve ir, ou a conta que deve pagar.
O filme que há tanto ouve elogios, e ainda não viu também é uma boa!
O livro de poesias que talvez esteja lá no fundo do armário abandonado, pode dar um vaso de flores bem digno. Aliás, falando em flores, vá ao floricultor, compre uma flor, de preferência num vasinho com terra...
É bom ver que somos capazes de nutrir um outro ser, de ajudá-lo a se tornar ainda mais belo.
E a alimentação? Vá à sua geladeira. Olhe o que tem lá.
Vá ao mercado. Compre algumas frutas saborosas, legumes e temperos.
E se dê um momento para preparar um prato especial para você.
Você, seu corpo, seu templo. Aprenda a gostar de tudo que lhe faz bem.
Está se sentindo ainda sozinho? Um pouco sem propósito?
Eu diria algo que pode soar um pouco radical para alguns, mas que não posso deixar de aconselhar, tal foi o bem que me fez: adote um bichinho.
Ou melhor, seja adotado. Um bichinho carinhoso é a ternura que às vezes faltou no seu dia.
E os seus amigos? É certo que nesse mundo tão repleto de gente, você tenha alguns. Se não, pode ter certeza, eu asseguro, parte disso se deve ao seu despreparo.
Oi? Como assim? Despreparo?
Eu nem lhe conheço, e já estou jogando pedras?
Não são pedras. Vamos lá.
O lobo é o lobo do homem, Hobbes já dizia há tempos.
E pode fazer mesmo todo o sentido. Que faça!
Mas, como fica um lobo sozinho?
Seus amigos não serão perfeitos. Sua família não será perfeita.
E mesmo os que o amam, podem sim se sentir, em alguns momentos, inferiorizados pelo seu sucesso, mesmo que seja um sucesso simples, como o de fazer um purê de batatas bem feito.
Você deve parar e antes de qualquer coisa, dar-se o direito de sentir.
O que aquele ser (seja seu amigo ou parente) o faz sentir?
Qual a energia? Qual a energia passada?
Às vezes não é melhor deixar pra lá a mania chata que ele tem de chegar atrasado?
E, você, sabe escutar os outros?
De verdade, olhando pro outro e pensando, bom é o outro. Outra vida.
Outras experiências. E acredite, outros desejos!
O que é bom pra você, definitivamente, pode ser sufocante para outra pessoa.
O que chama de abrigo, para o outro, pode significar prisão.
E o que chama de prisão, para o outro, conforto.
Como julgar?
Se tem um amigo, ou alguém que curta estar com você, escute esse alguém.
Dê atenção aos seus sentimentos. E se esse alguém precisar de um conselho, não se negue a isso. Entretanto, saiba que o outro pode continuar tendo os mesmos atos a vida inteira, ainda que seu conselho seja o de “faça diferente.”
A questão é: seus amigos não têm a obrigação de seguir seus conselhos.
E você não pode exigir que eles sigam seu padrão ideal de ações/reações para cada história que eles vivenciam. Isso se chama compreensão, não simplesmente compreensão bela e altruísta.
A compreensão é lógica. É racional.
Se o outro não é você, ele tem o direito, e o prazer, de não ser você.
Ufa! Depois de aprender que os outros são livres e que você também é, e que mesmo tão diferentes, vocês curtem a presença mútua, que peso já tirou das costas, não é mesmo?
Além disso, cultive o hábito de conhecer pessoas das mais diferentes possíveis.
Isso enriquece ainda mais que livros diferentes, filmes diferentes, viagens diferentes.
As pessoas, são a matéria-prima principal.
Claro, de olho nos animais, que somos.
E conhecendo pessoas diferentes, de outros credos, orientações, vocações, sonhos, erros e acertos, você tem mesmo que, pra ontem, aprender a pegar leve!
Afinal, quem quer ser um chato na mesa do bar, não é mesmo?
Deixe os outros falarem de si mesmos. Deixe que contem seus sucessos.
E elogie. Às vezes um elogio sincero tira aquele peso que ficou em você, de repente uma competição, uma sensação de inferioridade.
Aprenda a admirar, sem desejar o mal. Aprenda a ser bom.
Aprenda a entender que você não precisa ser o melhor. Nem o melhor em tudo.
Que se estiver no fim do seu relacionamento conturbado, é mais do que maravilhoso que seu amigo se apaixone e fique feliz. Isso não deveria deixá-lo com inveja, mas com sede de amor, de amor a tudo, de amor às pessoas, às árvores, às plantas. A vida não é uma ingrata com você. Você que está cultivando as energias ruins.
Que se você estiver acima do peso, é mais do que maravilhoso que seu amigo entre numa academia, faça uma dieta legal e aprenda pratos saborosos e saudáveis. Que estímulo tão de repente, não é mesmo?
Bom, e sobre a sua família, meu querido, ou querida, o maior exercício é o de não absorção.
Digo isso porque com amigos é fácil se livrar se eles, de fato, forem pessoas destrutivas.
Mas se tiver pessoas assim na família, que seja obrigado a conviver, por que não imaginar que serem destrutivos em relação a você, mostra, em primeiro lugar, a postura que eles têm em relação a eles mesmos?
E que, mais, de repente, há mesmo um propósito maior em você ter nascido perto dessas pessoas, seja lá qual for a sua religião...
Aprendi um exercício muito bom para situações complicadas: olhe para você e ao redor.
Olhe ao redor, e se veja num laboratório. Todos que estão lhe fazendo sofrer são as personagens que você está convivendo. No fundo, por mais perversas que elas possam parecer, na maioria dos casos, elas não são psicopatas nem sereal killers.
Na maioria das vezes, elas só estão inseguras e carentes.
Por que não dar uma flor, um sorriso, um elogio?
E o melhor, você não precisa ser falso!! Todas as pessoas têm uma porção de coisas a serem elogiadas.
E muitas delas, estão loucas por uma atenção.
Você, caro leitor, é luz. É energia.
Você, em suas células, corpo e alma, constante movimento.
Você é capaz de dar outra forma ao que lhe convir.
Comece pelo banho! E siga.


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