
No dia 17/02 foi assinada uma declaração de intenções pacíficas pelo governo sudanês e o grupo de genocídas com mais atividade em Darfur. Desde 2003 a guerra civil de Darfur já deixou cerca de 300 mil pessoas mortas e 2,7 milhões desabrigadas, segundo a ONU. Entretanto, 10 mil pessoas morreram, segundo o governo do Sudão.
Não foi a toa, que a Corte Penal Internacional, fez o anúncio de que irá pedir a ordem de prisão para o presidente do Sudão, no dia 4 de março, por sua suposta participação no horror. Acontece, que até agora, não ficou totalmente clara essa situação e o mundo não está dando a atenção devida.
Os usuários permanentes da internet já são contabilizados em mais de 1 bilhão de pessoas. Aqui, as pessoas estão nas ruas, lamentando a quarta feira de cinzas, entre outras lamentações sem importância. Em outros países o descaso também assombra.
O olhar da mulher sobrevivente, traz as pessoas amadas mortas, sem chance de sobrevivência alguma, o filho inocente na dor, os estupros, a desilusão. O olhar dessas crianças, o desespero, o grito sem voz.
Com certeza esses olhares trazem muito mais sentimentos que não tenho sequer a capacidade de descrever. Quem teria?
O que traz o nosso olhar? O que a nossa condição de privilegiados nos permite suportar?
Como disse no que escrevi abaixo, não somos as vítimas nem os vilões perante às nossas vidas. Somos livres.
Essas pessoas não.
Essas pessoas já nasceram tendo que aprender a sobreviver.
Não há sequer tempo para refletirem sobre o que é viver.
Entretanto, esse grito da necessidade de sobrevivência alheia, nos ensina a viver.
O mundo é perverso. Somos também.
Nathália,
ResponderExcluirVivemos em um mundo completamente alienado . Um mundo de um egoísmo e individualismo barbaros no qual o sofrimento humano é banalizado. Pessoas como você são raras. Eu me orgulho muito desta sua visão.
um beijo,
Cláudia