Foto: Eu e minha afilhada
Uma garota do outro lado do mundo. Ela e um barquinho. Águas e águas por todos os lados. Pensamentos a quilômetros e quilômetros de distância ou simplesmente tão perto do coração.
Desejos, lembranças, pedidos.
Um ou outro agradecimento. E 2009 nasceu da salinidade dos seus mergulhos, literais ou não.
E veio a outra data importante do ano. Carnaval. Sua fantasia: um avental azul. Dor. Surpresas. Salinidade outra vez. Ela sabe do que se trata.
Viu-se sangrando. Quase deixou-se afogar. Mas algo brotava ali. Era a força maior do mundo. Era ela. Era a descoberta de um sentimento maior do que qualquer amor idealizado. Sentiu a pessoa importante mais perto do que pensava. Dormia no fundo de um peito que jamais tomariam. Era a própria! A origem de toda a alegria sentida.
Também percebeu que por mais responsável que fosse a escolha por uma profissão, aquilo não rotulava a sua vida. Ela era mais do que uma escolha. E uma escolha não anularia outras. Ela se permitiu.
E ela conheceu pessoas especiais. Muito especiais. Pessoas que a fizeram conhecer melhor um lado um pouco oculto da vida. Pessoas que apresentaram tristezas que sequer conhecia. Colocou-se no lugar do outro. Reconheceu sorrisos sinceros em lábios que já haviam sentido, por tantas vezes, a salinidade de lágrimas incessantes. Eram os mais especiais do mundo. Obrigada amigos por terem aparecido na minha vida. Obrigada amigos com experiências tão marcantes. Obrigada por terem quebrado um casulo já úmido de um mofo rosado.
Páginas e páginas a ler. Sempre mais. E quanto mais aprendia mais descobria que o que não sabia era ilimitado (tão ilimitado quanto era o que sentia aprendendo).
Dedicação. Suor.
Um minuto de pausa dos afazeres. Um minuto de pausa das distrações. Um minuto para reconhecer o quanto era rara. Ela sorria e se perguntava se encontraria um diamante além daquele dentro de si. Resolveu descansar. Um encontro marcante. Escutamos essa história lembrando do último conto.
Foi bem ali. Encontrou-se entre um passo e outro dobrando a esquina. Seu reflexo no espelho! Era mesmo uma mulher! Ela própria! E lá mergulhada na íris dos olhos, a menina, tão doce, tão alegre, tão limpa sem o sangue que um dia a encharcara.
Seus pais tão amáveis e tão charmosos de uma maneira desengonçada de vê-la, resolveram se permitir. Permitiram-se ver o mesmo reflexo. Era mesmo uma mulher!
Ela própria!
Reconheciam-na.
E 2010 nasceu da pureza dos diamantes. Daqueles que brilhavam independentemente de qualquer salinidade. Daqueles que foram encontrados, por sua vez, em águas doces e correntes. Fluidas...
Amantes.
depois desse lindo texto só posso desejar a você que 2010 seja um ano tão bom quanto foi 2009! fico feliz de ter conhecido uma pessoa tão e legal e intensa como você (:
ResponderExcluirFELIZ ANO NOVO! meus votos são os melhores para você! beeeeijo :D
A impressão que tenho quanto leio seu blog é que, se eu encostar... ele quebra! ... de tão delicadinho!
ResponderExcluirQuerida,
ResponderExcluirBelo, luminoso e encantador. Ao ler/reler teus textos, incluindo grande parte dos textos que não constam do Blog, lembrei-me do poeta Dylan Thomas que “ foi um mar voraz, indomável como as ondas de sua terra natal : País de Gales". Tudo que fazia era marcado por uma forte luminosidade . Assim, como você “desejava penetrar na alma de todas as letras” (Maria Amélia Mello).
Segue um poema de Dylan Thomas escrito "para você" :
“Em meu oficio ou arte taciturna”
Em meu oficio ou arte taciturna,
Exercido na noite silenciosa
Quando somente a lua se enfurece
E os amantes jazem no leito
Com todas as suas mágoas nos braços,
Trabalho junto à luz que canta.
Não por glória ou pão
Nem por pompa ou tráfico de encantos
Nos palcos de marfim.
Mas pelo mínimo
De seu mais secreto coração.
Escrevo estas páginas de espuma
Não para o homem orgulhoso
Que se afasta da lua enfurecida
Nem para os mortos de alta estirpe
Com seus salmos e rouxinóis,
Mas para os amantes, seus braços
Que enlaçam as dores dos séculos
Que não me pagam nem me elogiam,
E ignoram o meu oficio ou minha arte.
(Dylan Thomas - Poemas Reunidos -1934-1953)
Com todo meu amor,
Beijo,
Mãe .
PS. Lindas as tuas tranças de "Rapunzel" e as tranças da minha amada sobrinha.
Mas que linda...Tanta luminosidade...tanto brilho....tanta cor...tanta vida...tanto azul...tanto mar...tanto céu..Terá você nascido na lua ou da lua?
ResponderExcluirMãe incondicionalmete coruja !
"incondicionalmeNte" (foi a emoção! rsrssr)
ResponderExcluirObrigada amiga por ter aparecido na minha vida.
ResponderExcluirObrigada amiga pelas experiências tão marcantes.
Obrigada amiga pelos dias inesquecíveis.
Obrigada amiga por me abrir os olhos.
Obrigada amiga pela sua amizade.
Novamente um texto encantador!
parabéns nathália!!!