sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O silêncio.

Até o silêncio tem um nome: o silêncio.
Não é lindo?
Essa pessoa que inventou um nome para o que chamamos de silêncio...
Como será que ela era?
Imagino-a como um ser encantador, de uma beleza ingênua e genuína.
Como dizer o silêncio sem proferir a palavra?



As idéias, estão todas dentro de mim.
Elas moram em um lugar que não existe.
Ou melhor, moram em locais distintos de uma alma que se multiplica.
Há palavras que são audaciosas.
Há palavras que tentam decifrá-las.
Eu as utilizo, pois é o instrumento que me serve.
Mas sigo dizendo: palavrinhas, eu as amo, mas vocês não são o que sou.
Sou um eu que não se chama eu.
Tenho um nome que não admite letras.
Por ondas eu sigo. Talvez as ondas tenham outro nome também.
Tente me decifrar. Olhe no fundo dos meus olhos.
Não há ser que seja capaz.
O próprio ato é repleto de audácia e pretensão.
Não condeno. A audácia e pretensão fazem parte de nós.
Entretanto, a ausência das palavras decifradoras não faz parte de nós.
Ela é nós.
Enquanto nós somos os nós atados.
Sem representações.
Sem audácias criadoras.
Sem respostas que nos desatam.
Puros e Simples.

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