-Isso. É isso mesmo. Você nunca terá.
-Como você pode ter tanta certeza? Nunca viu quem manipule?
-Isso não é ter.
-E é o que, então?
-É manipular.
-Para ter, oras!
-Para ter a ilusão de ter.
-Como ilusão?
-Tudo é ilusão. Você nunca terá o controle.
-E o que eu terei então?
-Isso não é ter.
-E é o que, então?
-É manipular.
-Para ter, oras!
-Para ter a ilusão de ter.
-Como ilusão?
-Tudo é ilusão. Você nunca terá o controle.
-E o que eu terei então?
-Você.
-E o que eu faço com isso?
-E o que eu faço com isso?
-Com você?
-É!
-Faça-se.
-Faça-se.
-Ah! Você e sua subjetividade soberba! Como se você fosse
feliz assim...
-Sou livre.
-E o que é ser livre?
-Querida, é saber dos limites.
-Sou livre.
-E o que é ser livre?
-Querida, é saber dos limites.
-Ah! Então você está querendo dizer que ter limites é ser
livre?
-Não. Ter limites é inerente à sua condição. Saber dos
limites que é o passo pra libertação.
-Então você acha mesmo que saber dos limites liberta?
-Então você acha mesmo que saber dos limites liberta?
-Ah! Claro! Você sabe que as pessoas podem fazer o que der
na telha queira você ou não.
-UAU! O Sábio do Século! E como você vive tranquilo com
isso?
-Não querendo ser dono do mundo, sou dono de mim. Um pouco
que seja. E isso me dá paz.
-Ah. Ok. Eu finjo que entendo. E Você sempre foi assim? Nasceu assim?
-Não me interprete mal. Eu descobri o que te conto.
-Como?
-De repente.
-Ah. Ok. Eu finjo que entendo. E Você sempre foi assim? Nasceu assim?
-Não me interprete mal. Eu descobri o que te conto.
-Como?
-De repente.
-Ah! De repente você se viu desprendido de tudo? De todos?
Com uma incrível sensação de liberdade?
-Isso mesmo.
-Ah. Eu acho que eu vou indo...Você está demais pra mim.
-Ah. Eu acho que eu vou indo...Você está demais pra mim.
-Ei! Você já experimentou olhar o mar?
-Ahn? O mar? Mas é claro!
-Já experimentou olhar e ver? Sem ter que pensar em alguma coisa...
-Ah não! Quando vou pra frente do mar, vou pra pensar em alguma coisa mesmo.
-Então contemple.
-Ah! Lá vem você com aquela ideia de meditação! De não pensar em nada, e ainda assim ter que pensar na respiração! Que é totalmente diferente do jeito que respirei a vida toda e tudo o mais!
-Já experimentou olhar e ver? Sem ter que pensar em alguma coisa...
-Ah não! Quando vou pra frente do mar, vou pra pensar em alguma coisa mesmo.
-Então contemple.
-Ah! Lá vem você com aquela ideia de meditação! De não pensar em nada, e ainda assim ter que pensar na respiração! Que é totalmente diferente do jeito que respirei a vida toda e tudo o mais!
-Não. Não é assim tão complicado. A ideia é você olhar o mar
e ver a sua imensidão. Daí você olha você. E se vê pequena. Mas também grande.
E sua força vem disso.
-De que? Me desculpe...
-Sua força vem de ser pequena e grande ao mesmo tempo, no mesmo corpo, na mesma vida, no mesmo conto.
-De que? Me desculpe...
-Sua força vem de ser pequena e grande ao mesmo tempo, no mesmo corpo, na mesma vida, no mesmo conto.
Querida,
ResponderExcluirAmo os seus textos e as músicas que os acompanham.
Beijos.
Mãe