E que movida por um impulso que a fazia desejar impulsionar o outro, lançada fora a pergunta: este ano foi bom pra você?
O que aconteceu de diferente dos outros anos?
Ah! Foi um ano igual aos outros...
Mas o que descobriu de diferente neste ano?
Ah, sei lá! Foi um ano bem parecido com os outros! Por que essa pergunta?
Ah, sei lá! Foi um ano bem parecido com os outros! Por que essa pergunta?
E ela, sem desejar a acidez do julgamento, tivera a triste
certeza da existência de mais um vício no mundo, tal era a repetição viciada da
rotina do outro...
Sem espaços para o novo, ainda que diante.
Sem espaços para o novo, ainda que diante.
Sem espaços para quaisquer espaços.
E os horários sempre os mesmos. E as palavras também.
E as mesmas respostas. Mesmas reações.
Foi quando, horrorizada, viu-se diante da sua própria mesma repetição: seu espanto sobrevivia.
E os horários sempre os mesmos. E as palavras também.
E as mesmas respostas. Mesmas reações.
Foi quando, horrorizada, viu-se diante da sua própria mesma repetição: seu espanto sobrevivia.
Sempre o impulso da emoção!
Sem espaços pro "já visto", "já sabido", "já passado".
…tal corrente era a surpresa dos seus velhos novos fatos...

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