domingo, 7 de abril de 2013

Do que eu posso deixar.


Nós não temos que ser os mais belos. Nem os mais simpáticos.
Nem os mais cultos. Nem os mais loucos. Nem os mais santos.
Mas há algo que temos que lutar pra ser, nem que seja com muita porrada na cara. Ah! Onde está minha meiguice? Nós não temos que ser os mais meigos.

Nós, meus caros, temos que ter a tal da seiva bruta.
Vocês compreendem?
Sabe o que te faz olhar um ser e ver um homem?
O que te faz olhar a mais delicada das meninas e ver uma mulher?
Essa coisa mágica que tem ao redor da pessoa.
Essa fibra que nada tem  a ver com vozes altas e queixos empinados...
Essa dignidade.

Há seres que carregam seiva bruta escorrendo pelos olhos.
Às vezes parecem carrancudos. São julgados.
É que se trata de um percurso árido fazer a seiva bruta não ferir os órgãos.
Alguns se isolam. Outros, passam a ter a habilidade de se reconhecerem, mesmo quando quase tudo os puxa para o afastamento.
Não espere que alguém seja aquele que vai curtir todos os seus filmes preferidos, seus programas, suas ideias, seus humores. Esse alguém não chega.
Se chega, não existe. Tudo criação da sua míope vaidade...
A seiva é o que importa. Ela ultrapassa. E preenche. Recheia.
E quando você estiver na merda. Ou nos mais gloriosos céus. Lá dentro de você um sorriso alarga o seu rosto. As lágrimas escorrem pela sua pele, tantas vezes já suada...
E você sente. Você sente a seiva invadir seus pés e te manter ali. Firme. Certo.
E são.

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