segunda-feira, 17 de junho de 2013

Por mais amor que assim se ame.



Por menos. Por menos. Por menos narizes e umbigos. 
Por menos. Por menos disputas. Por menos. Por menos razão. 
É isso. O mundo não precisa de razão. 
Você, leitor, precisa de amor. 


Amor em nada se parece com processos, meus caros.
Não precisa de juíz nem de advogados.
Não precisa de termos complicados. (Ah, cá pra nós, nem os processos!)
Não precisa de investigações. De perícias. Muito menos de testemunhas.
Amor, meus caros, é acordo de energia. O "blá blá blá" fica pra falar das nuvens, das luas, dos céus.  
Aí nem mais é blá blá blá...
Amor precisa de abraços prolongados. Olhos prolongados. Vidas prolongadas.
Sem tempo pra inutilidades. Só pra fazer cartinha,  desenho, música, e amor mesmo.
Só pra cuidar da planta, das rosas, dos astros, e do amor mesmo.
Só pra pedir perdão.
Amor precisa de um toque de seda, mesmo onde a superfície nos parece incerta.
E dum toque de doce, onde por vezes o café se esparrama.
O amor precisa de nós.  Nós precisam de laços. E os laços, de memória.
Assim, estes não esquecem desses, nós que eram. 
E aqueles, não nos esquecemos de como seremos.  O que já somos. O que já éramos.  
Lá no fundo dos nós.

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