A dor é de todos. E não existe dor requintada. Existe a
palavra. Dor, não.
Num campo, há dois semi-irmãos. Um lê, o outro sente. No
campo, um semi-Deus.
Na estrada, há dois transeuntes. Um anda. O outro, o mapa
diz. E quem sabe mais?
A dificuldade em dizer é não sentir? Se sim, o sentir seria
dizer? O dizer seria sentir?
Onde começou o olhar vulgar? A que tudo assemelha,
embrutece, “formulifica”?
Uma senhora perdeu seu filho. Leu um conto de quem perdeu
seu filho. Não soube expressar.
Ela não soube sentir?
Uma formiga que passa na cal, ainda é uma formiga que passa
na cal.
E a cal não mais será a mesma.
Uma formiga passou por ela.
Veja ou não veja quem nela constrói.
E a cal não mais será a mesma.
Uma formiga passou por ela.
Veja ou não veja quem nela constrói.
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