terça-feira, 26 de novembro de 2013

Numa colher de chá.

Batia uma onda regressa.
Frequente. E de temperatura desconhecida.
O banhista sofria.
Queria fugir. subir. Sumir.
Tanto mar para saber de onde vinha.

Por que tão de repente?
O que acontecera?
Estaria nadando em direção equivocada?

O mergulho era cheio de si. Cheio do outro. Cheio de um nós envaidecido.
Solar. Salgava o bastante. Tão perfeito quanto bacalhau no ponto.
Era o mar que fazia o preparo.

Alimento em postas. Posto. Reluzente.
Mas logo que se passava ali, o dia inteiro, sem chegar a lugar algum...
Logo se batia o desespero.
Uma angústia sem tempero. Era a paz de um em um.

E se queria nadar. E chorar. Salgar mais ainda.
Mas a sede era a de pisar, novamente, em terra compadecida.

E se queria nanar. Ninar. Esconder-se mais ao fundo.
Mas era preciso remar. Voltar. Saldar o próprio mundo.

E se queria formar. Nutrir. Escrever tanta memória.
Mas era um tal de partir. Pra existir.
Nela, a trajetória.

Que se fizesse voar e rir.
De açúcar por aí.
Antes tarde do que tumba.



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