Mulher, a fruta mordida, suculenta ou seca.
O passo livre no limite do espaço.
A boca ardente, ainda que do bagaço.
Mulher, invade a prisão de suor e de mormaço,
amamenta as frestas dos estilhaços.
Limiar das horas alvorecidas.
Mulher, a tarde viva a engolir os traços
dos calabouços dos seus palácios,
outrora tão esquecidos.
Mulher, o perdão dos já nascidos
entre lama e flores, agradecidos
às pétalas da gestação.

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