quarta-feira, 6 de abril de 2011

Entre um pão e outro.



Eu e minha amiga estávamos estudando quando resolvemos fazer um lanche na cozinha, algo bem simples, pão com requeijão.
Começamos a fazer indagações como é de costume. Nossa conversa acabou tomando o rumo que nos levou a questionar sobre o homem mais rico de um país.
Será que ele senta na cozinha de casa com um amigo companheiro como é essa minha amiga para mim para saborear pão com requeijão ou seja lá o que for... caviar, talvez?
Todos os dias ele vai trabalhar. Todos os dias ele se preocupa em continuar sendo o mais rico do país. Será que ele conhece todos os países do mundo? Será que ele se dá ao luxo de ir visitar os lugares mais exóticos que o nosso planeta abriga? Será que ele sabe o nome de todas as capitais do país que mora? Será que ele ajuda como poderia? Será que o travesseiro cheira bem?
Estávamos nessa discussão quando lembrei do texto Os Sonacirema de Horace Minner. Esse texto nos coloca diante da questão da normalidade x loucura. O que nos parece tão normal nos parece tão estranho somente ao se modificar o nome da "tribo" e de se colocar em metáforas as realidades existentes.
Há algo de ainda mais louco em ser um dos homens mais ricos do mundo e continuar acordando cedo para ser ainda mais rico em vez de simplesmente aproveitar a vida de outra maneira?
Considerando que se pode morrer de repente e que se tem dinheiro para viver sem se preocupar com dinheiro, como ainda se preocupar em ser mais rico?
Como julgar sensato ocupar o cérebro com essa questão podendo se dedicar a aprender todas as línguas possíveis, todos os lugares possíveis, todas as danças e artes possíveis, todos os livros possíveis, todas as músicas possíveis antes de chegar o dia final?
(O único dia realmente certo em nossas vidas.)
Como se tornar ainda mais rico pode ser um prazer que se sobrepõe aos outros prazeres citados acima ao ponto de uma pessoa continuar se dedicando a isso?
Um minuto de vida é tão valioso e tendo em mãos a oportunidade de realmente escolher o que fazer com todos os minutos da vida é estranho para mim que alguém faça escolha tão peculiar!
Será por vaidade? Ambição?
Muitos minutos da vida desse homem são trocados por números nas contas bancárias.

Porque, para mim, os minutos sempre são trocados. É uma questão de responsabilidade.
E a vida, uma questão de urgência.

Boa Semana a todos! =)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O que Epicuro e a Terapia Cognitiva têm em comum.

            Epicuro nasceu há 341 a. C. Aaron Beck, o criador da TCC nasceu em 1921. Epicuro foi um filósofo. Beck é um médico, cientista e ...