terça-feira, 29 de março de 2011

Insubstituível.



As aulas de Teatro fazem parte de mim.
As sensações que sinto nas aulas de Teatro são insubstituíveis assim como as que sinto quando olho o mar, sinto o perfume de uma flor que me é dada, brinco com uma criança, escrevo...
Não saber explicá-la me angustia, mas tentarei.
As aulas de Teatro me fazem sentir que estou num mundo a parte por descobrir o que esse mundo que é o próprio corpo é capaz de me fazer sentir. Nunca girou em tanta harmonia!
Busco no fundo do ser as minhas manifestações corporais! Mergulho. Passo a ter consciência profunda do poder de sentir que tenho, inclusive pelas limitações. Sinto a existência.
Sinto a energia que emana do grupo e me sinto uma célula de um tecido poderoso!
Sou um feixe de luz! Sou um ser!
Sou um ser capaz de sentir e de fazer sentir as emoções que me inspiram!
Sou um ser voltado para a arte, que não é apenas uma forma de representar a vida, mas um meio de aprimorar as sensações que ela pode nos causar.
A arte nos faz sentir com toda a nossa capacidade de sentimento.
A arte não nos permite a entrega parcial. A arte faz de nós um corpo que vibra!
Que pulsa! Que vive!
Para fazer arte é necessário que se deixe do lado de fora da sala não só os preconceitos, como as hipocrisias, os comodismos, as inseguranças, o egocentrismo, os medos.
Não digo que os sentimentos negativos não inspirem também a arte. Inspiram e muito!
Afinal, fazem parte do que é o ser em sua totalidade.
Porém, para que permitamos que eles se transformem em arte é crucial que exista em nós o desejo e a atitude de deixá-los do lado de fora.
Só depois de deixá-los lá, podemos entrar, fechar a porta e fazer barulho.
Fazer barulho mesmo no silêncio, que nunca, em hipótese alguma, é para mim um silêncio vazio.
E quando saímos para voltar para casa, a energia é tão fascinante que acaba por se deixar do lado de fora mesmo tudo aquilo de negativo que por algum motivo deixamos um dia que entrasse em nós.
Deixamos do lado de fora da sala, do palco, do corpo, da alma o que nos atrapalha como célula de um tecido, de um órgão, de um corpo que visa o pleno funcionamento de suas funções!


Só eu sei o brilho que senti inundar meus olhos quando ouvi essa música e o que ele disse no início.

Um comentário:

  1. a plenitude que nos afaga e nos atormenta! são esses momentos plenos de luz sobre o nosso redor e sobre nossos diálogos internos, que mostram que existe em todos uma razão para a notarmos existência de tudo, e uma razão para, tudo que vier, existir!

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