segunda-feira, 18 de abril de 2011
Sussurrada.
De maneira alguma necessito convencer alguém da existência de Deus ou de uma força superior, seja lá o que esse termo incumbir como significado, ou melhor, significados.
Entretanto, de uns tempos para cá fiquei mais atenta ao meu redor. Não atenta como quem busca apenas. Atenta como quem sabe e se permite.
Intuições não devem ser postas de lado como quem coloca um pensamento que de nada vale. (até mesmo porque todo pensamento tem algum valor, mesmo que seja a descoberta de que o sentido se encontra na sua antítese, é necessário que ele exista. Todo pensamento insensato é acompanhado do sensato como em uma moeda e basta que se consiga enxergar para perceber que todas elas têm dois lados. Pode-se até ter essa percepção sem que se consiga enxergar, basta o tato!)
Intuições também não devem ser confundidas com receios existentes. Ah sim! É muito comum alguém falar que teve uma intuição de que algo daria errado quando um medo exacerbado já era existente em relação a determinada questão.
Intuições para mim são como pensamentos fora das palavras que vem à mente como um sussurro de outrem.
E pensem o que pensar, eu não subestimo a força das minhas intuições colocando-as no subnível das coincidências.
Elas são sussurros de anjos e quando tento explicar para mim o que se passou por dentro, elas são destrinchadas em frases passíveis de entendimento, mesmo que a princípio possam parecer desconexas.
Um dos motivos de as pessoas perderem a crença na força superior, que acredito reger o nosso Universo, é pautado na alegação de que para as perguntas feitas não são dadas respostas.
Ocorre que a comunicação depende do emissor, receptor, canal, código, referente e finalmente, mensagem!
Como é de se perceber, de nada adianta um emissor se o receptor não se propuser a compreender o código utilizado por seu mensageiro!
Sinto que o Universo se comunica a todo o tempo conosco.
Sinto também que quanto mais me disponho a sentir o que me cerca, ainda mais sinto a mim. (mais ainda sinto a vida, que não me pertence, mas a qual pertenço.)
Observar o que está por dentro do que já é profundo sem necessidade originada da extrema angústia por achar uma resposta, acaba, diversas vezes, por nos pegar sutilmente pela mão e nos guiar até ela naturalmente.
Ao contrário, a angústia desenfreada acaba por nos fazer deduzir respostas pautadas, muitas vezes, em premissas advindas da imaginação fértil, isso devido à angustia ser um terreno extremamente fértil para o nascer das premissas ilusórias.
Penso que não exista fórmula certa para que todos conquistem a percepção aguçada e passem a saber diferenciar intuições de vontades ou receios.
Também penso que nem toda angústia seja um instrumento para as premissas ilusórias.
Muitas vezes a angústia nos impulsiona a grandes descobertas e conquistas diárias.
Entretanto, o que penso ser crucial para essa empreitada é a vontade real de evoluir espiritualmente, não entrando no mérito de acreditar ou não em espíritos de fato.
Dessa vontade nasce a percepção dos pequenos detalhes ao nosso redor que apontam para detalhes despercebidos dentro de nós próprios.
Dessa percepção nasce o prazer de se entender um pouco que seja sobre o sentido do desenrolar da vida, sentido esse tão abstrato e por isso mesmo, tão concreto tantas vezes!
Desse prazer nasce o desejo de contagiar aqueles que estão ao redor para que deixem de existir apenas a fim de que vivam realmente, no mundo em que uma flor não é simplesmente uma flor.
Ou seja, no mundo real.
Espíritos de fato. Seríamos nós?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
O que Epicuro e a Terapia Cognitiva têm em comum.
Epicuro nasceu há 341 a. C. Aaron Beck, o criador da TCC nasceu em 1921. Epicuro foi um filósofo. Beck é um médico, cientista e ...
-
Vou aproveitar esse meu humilde espaço para fazer uma campanha: Poupem Nathália Reina ;) Por menos bomba. Por menos camisetas apert...
-
Sorvete de flocos. Nunca me foram tão interessantes. Porque não há motivo de maior felicidade do que receber um cartão postal da infância...
-
Um dia, vi um pássaro e nos seus olhos, um reflexo. O reflexo sorria. Um dia, uma planta é que sorri, e na sua alma, um reflexo havia....

Nenhum comentário:
Postar um comentário