O canto da sala é um lugar.
Não fique no canto da sala. Dizem. Digo.
Não fique no canto da sala. Dizem. Digo.
Ne reste pas!
Porém...
O canto da sala é um lugar do qual se pode sair.
Não é poço sem fundo e sem paredes. Não. O canto da sala não é buraco negro.
Desses, eu digo: Não se atreva.
Mas quanto ao canto da sala...
Porém...
O canto da sala é um lugar do qual se pode sair.
Não é poço sem fundo e sem paredes. Não. O canto da sala não é buraco negro.
Desses, eu digo: Não se atreva.
Mas quanto ao canto da sala...
Rester ou Ne rester pas?
O que determinaria o conselho?
Ah... o tempo! O tempo que se fica. Le temps qui on reste.
Do canto, uma visão diferente do todo.
Do todo, uma vez conhecido o canto, uma visão diferente do mesmo.
Sem tabus. Medos engessados.
Sem monstros perversos.
O canto é uma lágrima. Algumas.
É pensar a lágrima escorrida.
É o castigo no qual a professora diz ao aluno rebelde: fica olhando pra parede.
Vá à parede. Olhe a parede. Veja-a.
Qual a sua cor?
O que ela evoca?
De uma cor, um arco-íris.
E desse arco-íris que nos dizem ter sete cores...
Mil tonalidades!
E dessas mil...
Tonalidades inumeráveis...
Sentimentos.
Lindo seu texto. Me remete a pensar que tipo de reações devemos ter com os sentimento. Evita-los? Reprimi-los? Não sei, mas se acontecem, se passam pelo turbilhões das nossas emoções, devemos senti-los. Sem apegar, sem guarda-los, sem acomoda-los nas velhas velhas gavetas das magoas e rancores. O estado da tristeza nada mais é (me perdoa a afirmação) que uma passagem para a alegria. Todo lado depende de seu oposto, pois que graça teria a alegria se fosse permanente? Tudo que está na inércia não nos apetece...
ResponderExcluirDe um lindíssimo Canto do Mundo, eu leio e escrevo: adooooorei o texto...adorei a letra da música que eu não conhecia.
ResponderExcluirDesse Canto do Mundo, Yeats, Shaw e Joyce fizeram um Outro Mundo no qual mergulhamos. Que mergulho! Um Mundo, minha filha, o qual você felizmente pertence. Distante....muito ...muito distante. Você pode compreender o significado dessa distância e desse Mundo.
Te amo,
Mãe.
PS. Parabéns pela semana cultural na UFRJ-CACO e pelas suas telas . Como não ser uma mãe hiper coruja? Impossível!