Queixa frequente escutada é a que versa sobre a sensação de
vergonha que invade as pessoas no momento em que elas são elas mesmas e isso é
motivo de desdém alheio (ou de simples inequivalência de terceiros com o que fora exteriorizado).
Dos desdéns, uns, verdadeiros.
Outros falsos, sendo esses, geralmente advindos de situações em que os respectivos agentes necessitam de tal prática para manterem a barba dos seus egos vorazes bem aparada.
No início, uma aparente concordância. "Sim amiga, você cometeu uma insensatez sendo sincera." "Sim amigo, você foi um idiota. Valorize-se da próxima vez."
Dos desdéns, uns, verdadeiros.
Outros falsos, sendo esses, geralmente advindos de situações em que os respectivos agentes necessitam de tal prática para manterem a barba dos seus egos vorazes bem aparada.
No início, uma aparente concordância. "Sim amiga, você cometeu uma insensatez sendo sincera." "Sim amigo, você foi um idiota. Valorize-se da próxima vez."
Porém, por uma sinapse
que eu diria milagrosa, a elucidação do fato que transborda a alma invade toda
a existência sem pedir licença nem por favor!
Ela se basta a agradecer a nós, os sujeitos que permitem que ela se dê.
Ela se basta a agradecer a nós, os sujeitos que permitem que ela se dê.
A elucidação é o
peso largado. É Cristo caminhando livre sem cruzes que o atormente.
A elucidação é o farol que ilumina essas sombras que tentam nos convencer de que a transparência é vergonhosa. "Afinal, onde estaria o amor próprio?"
Se houve desdém ou qualquer atitude similar do outro perante o peito aberto, isso versa sobre o outro. Digo, a atitude do outro, a reação, não transforma as nobres ações em ações quaisquer.
A reação do outro não transforma a ação sucedida.
Da vergonha perante o canto uma vez cantado diante de ouvidos que se fecham, as amarras da liberdade, dessa única liberdade, que é a de poder manifestar o que se passa por dentro.
A elucidação é o farol que ilumina essas sombras que tentam nos convencer de que a transparência é vergonhosa. "Afinal, onde estaria o amor próprio?"
Se houve desdém ou qualquer atitude similar do outro perante o peito aberto, isso versa sobre o outro. Digo, a atitude do outro, a reação, não transforma as nobres ações em ações quaisquer.
A reação do outro não transforma a ação sucedida.
Da vergonha perante o canto uma vez cantado diante de ouvidos que se fecham, as amarras da liberdade, dessa única liberdade, que é a de poder manifestar o que se passa por dentro.
Da liberdade, palavrinha essa que acarreta conceitos e mais conceitos filosóficos, retiro para mim um sentido que me assegura uma doce leveza ao existir:
Liberdade é respeitar os próprios sentimentos a ponto de não valorizá-los de acordo com a tabela de valores conferida pelo outro.
A tabela do outro, mera consequência circunstancial daquilo que o outro é, que pode ou não nos agradar. Apenas isso. Simplesmente isso.
A questão da valorização do outro, acaba por gerar a transformação do próprio sentimento pelo outro, tendo em vista a existência de uma urgência de vida que nos empurra, mas a isso não se associa o valor do que se sentiu, ou do que se pensara ter se sentido um dia.
Pelo menos, não deveria ser objeto de associação.
Cada sentimento que se sente, um órgão que nasce.
Cada imaginação sobre o nascimento de um sentimento, um órgão que lateja.
Nossos sentimentos dizem mais sobre nós do que sobre aqueles que pensamos a que se destinam esses tais nossos sentimentos.
E isso é de uma liberdade tamanha! Incrível! Fantástica, diria.
É necessário que não se confunda.
"Consequência circunstancial", expressão redundante, mas necessária, vista a disassociação recorrente de tantos que cá habitam, o mundo dos viventes.
Liberdade é respeitar os próprios sentimentos a ponto de não valorizá-los de acordo com a tabela de valores conferida pelo outro.
A tabela do outro, mera consequência circunstancial daquilo que o outro é, que pode ou não nos agradar. Apenas isso. Simplesmente isso.
A questão da valorização do outro, acaba por gerar a transformação do próprio sentimento pelo outro, tendo em vista a existência de uma urgência de vida que nos empurra, mas a isso não se associa o valor do que se sentiu, ou do que se pensara ter se sentido um dia.
Pelo menos, não deveria ser objeto de associação.
Cada sentimento que se sente, um órgão que nasce.
Cada imaginação sobre o nascimento de um sentimento, um órgão que lateja.
Nossos sentimentos dizem mais sobre nós do que sobre aqueles que pensamos a que se destinam esses tais nossos sentimentos.
E isso é de uma liberdade tamanha! Incrível! Fantástica, diria.
É necessário que não se confunda.
"Consequência circunstancial", expressão redundante, mas necessária, vista a disassociação recorrente de tantos que cá habitam, o mundo dos viventes.
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