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Rádio ligado. Música maravilhosa tocando. Túnel
de repente!
Onde foi parar a música? Por que era logo aquela tão boa? É Murphy agindo?
Resta-nos continuar a cantá-la na esperança de que ela retorne ao final do
túnel!
Continuamos e de repente ela ali novamente! Ela volta na mesma parte que
estamos. Fomos juntas. Por dentro do túnel, eu. E ela no espaço entre os
satélites que ama, vagando por aí em suas ondas incompreensíveis e fascinantes!
É dessa sensação que me proponho a falar. Dessa sensação de quando o túnel
acaba e a música volta. Volta na mesma parte que estamos cantando. Sensação de
encontro perfeito, regido pelo destino. Ela realmente só poderia estar ali,
naquela parte, naquele segundo, naquela nota. Onde mais estaria se a conheço do
início ao fim? Ali, ela companheira. Ela, viajante que retorna. Ela, abraço emocionante
de reencontro! Não há solidão solitária. Mas a vibrante sensação de se estar
acompanhado por quem nos traz as mais vastas emoções.
E quem é “quem”?
Uma canção, porção de notas unidas celebrando a vida. Porção de notas unidas
que nos põe no centro da roda e nos instiga a dança espontânea,
descomprometida. Fantástica!
Um dia, eu e uma amiga em um táxi. Situação idêntica. Nós estávamos num táxi.
Túnel. Reclamamos. Paramos de cantar. O taxista disse que a gente deveria
continuar a cantar. Ah! Continuamos, enfim. O túnel era tão longo!
Pensamos, inclusive, que a música havia acabado. E de repente! Ela volta!
Ela volta junto com as luzes da cidade, com o céu de estrelas, que mesmo nublado
estava repleto delas! Ela volta com o ar menos poluído do final de um túnel.
Ela volta. Alta. Imponente. Não convida à dança espontânea.
Não se trata de convite.
Ela, tão sedutora, não nos deixa outra saída.
Deixo um vídeo um tanto Colírio! ;D
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