Pais, crianças como nós.
Cresce-se e a descoberta: acolher, função recíproca.
Crianças.
Crianças, fizeram o melhor que pensaram.
Gratidão aos meus.
Crianças, fizeram o melhor que pensaram.
Gratidão aos meus.
O sentimento é o que importa.
Amor maternal aos pais.
Nossas crianças.
"A gente encontra o próprio estilo, quando não consegue fazer as coisas de outra
maneira".
(Paul Klee)
Incrível esse próprio estilo de tudo!
Próprio estilo de andar.
Próprio estilo de poetizar.
Próprio estilo de amar.
Encontrei-o. Senti-me livre.
Não há amarras que o retroceda
Nem há argumentos que o enfraqueça.
Não há teorias que o combata.
Há pura e simplesmente a liberdade de ser.
Que se dá nas brechas, que se dá nas entrelinhas.
Que se dá nos odores.
Que se dá na saliva. Que se dá na garganta.
Que se dá nos rins.
Que filtra o que invade.
Que filtra o que resta.
Que filtra aquilo que há em mins.
Estilo próprio, o respirar.
Aprende-se?
Próprio estilo de poetizar.
Próprio estilo de amar.
Encontrei-o. Senti-me livre.
Não há amarras que o retroceda
Nem há argumentos que o enfraqueça.
Não há teorias que o combata.
Há pura e simplesmente a liberdade de ser.
Que se dá nas brechas, que se dá nas entrelinhas.
Que se dá nos odores.
Que se dá na saliva. Que se dá na garganta.
Que se dá nos rins.
Que filtra o que invade.
Que filtra o que resta.
Que filtra aquilo que há em mins.
Estilo próprio, o respirar.
Aprende-se?
Respeita-o.
É entidade. É pai de santo.
É divindade.
O simples tanto!
Ser o que se é. Encontrar-se no espelho de uma esquina.
De uma vez por todas, encontra-se.
É entidade. É pai de santo.
É divindade.
O simples tanto!
Ser o que se é. Encontrar-se no espelho de uma esquina.
De uma vez por todas, encontra-se.
Percebe-se.
Ama-se.
E o amor a todos os outros nasce.
E o amor a todos os outros nasce.
Nasce o amor particular.
Sem rococós.
Sem lirismos.
Sem idealizações.
Nasce um amor puro.
Nasce um amor puro.
Filho da compreensão.
Do outro, a certeza do eu.
De mim, a certeza do outro.
Curioso.
-
A primeira tela pintada por mim foi uma versão de Senecio de Paul Klee.
Eu era criança e queria pintar o mais parecido possível, pois me foi ensinado que copiar perfeitamente o existente era capacidade apenas dos talentosos.
Todo o resto que não se soubesse ser igual não era fruto do talento bruto.
Meu Senecio ficou parecido, mas o fiz boquiaberto.
Hoje entendo o porquê de estar boquiaberto.
Algo em mim já gritava: surpreenda-se diante do velho.
Surpreenda-se em suas versões.
Crie a antropofagia. Abra a sua boca para a deglutição.
Crie a antropofagia. Abra a sua boca para a deglutição.
Seja você.
Tirarei uma foto do meu Senecio e colocarei aqui depois.
Acaso?
Tirarei uma foto do meu Senecio e colocarei aqui depois.
Acaso?
Não creio.

Só me interessa aquilo que não é meu.
ResponderExcluirLei do Homem. Lei do Antropófago.
(Oswald de Andrade)
É de tanto copiar os outros que viramos nós...
foi de tanto falar latim que se fala francês, espanhol, português...
O estilo não é questão de eugênia, mas de pequenas variações, as pequenas sutilezas de diferenciação no mundo dos iguais. As vezes é sem querer que acontece (ou inconscientemente), mas pode ser pura antropofagia como projeto! Parabéns cria pequena cria de Oswalds e Tarcilas! =]